Milton Alves Júnior
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Nas primeiras horas de hoje as principais vias de acesso a Aracaju serão bloqueadas por integrantes de centrais sindicais, movimentos estudantis, Movimento dos Sem Terra e associações de bairros de diversas zonas da capital sergipana que reivindicam melhorias nos serviços públicos, valorização dos servidores estatais e reforma agrária no Brasil. A manifestação desta sexta-feira, que ocorre em todos os estados do país, também visa chamar a atenção dos brasileiros a manter-se unidos e ocupando as ruas para exigir justiça contra gestores públicos que promovem corrupção e por reforma política já a partir do próximo ano. Para apresentar melhores detalhes da ‘Paralisação Geral’, alguns dos organizadores promoveram uma coletiva com a imprensa na tarde de ontem.
Entre os participantes, estava o economista e um dos idealizadores do Movimento ‘Não Pago’, que ao longo dos últimos quatro meses vem promovendo uma série de atos públicos na capital sergipana a favor da qualificação do transporte coletivo e pela redução da tarifa que custa hoje R$ 2,35. De acordo com Varjão, a população acordou para buscar avanços imediatos, mas voltou a comodidade. "Conseguimos mobilizar um grandioso número de manifestantes, fato histórico que pouco foi promovido no Brasil. Não podemos passar essa imagem de que o país voltou a dormir. Estamos unidos mais uma vez para exigir punição para os corruptos e reais melhorias para esse povo que cansou de ser enganado pelos políticos", afirmou.
Entre as centrais sindicais envolvidas na mobilização, estão a CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Força Sindical e CSP-Conlutas Central Sindical e Popular. Conforme informado em entrevista, o dia de hoje foi nomeado como o ‘Dia Nacional de Mobilização e Greve’. Em nível nacional, a manifestação visa barrar e arquivar o Projeto de Lei 4330, que tenta retirar os direitos das categorias em geral. A perspectiva é que além dos gestores públicos de Sergipe, o deputado Artur Maia (PMDB-BA), relator do PL 4330/2004 e o deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) sejam os mais criticados por tentar regulamentar a terceirização no país, na qual, na visão dos manifestantes, caso aprovada pode reduzir os direitos trabalhistas garantidos na CLT e na Constituição Federal.
Indignado com a atual maneira da presidente Dilma Rousseff em administrar a política econômica do país, Airton Costa, membro da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) em Sergipe, informou que o futuro administrativo da chefe do executivo nacional está em jogo. "2014 é ano de processo eleitoral para presidente e a popularidade dela não anda boa das pernas justamente por não atender os desejos do povo, em especial das classes trabalhadoras. Se Dilma não se moldar e começar a atendes os anseios dos brasileiros, possivelmente terá problemas no pleito eleitoral", afirmou. Questionado quanto ao repasse de 230 bilhões de reais todos os anos pelo Governo Federal para os banqueiros e sobre o leilão do petróleo, Airton garantiu que os manifestantes estão viabilizando outros atos públicos a fim de evitar essas transições.

