Chikungunya tem 5 casos confirmados em Aracaju

O 5º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti deste ano mostrou que cinco casos de Chikungunya com sorologia positiva foram registrados em Aracaju. Os dados do LIRAa foram apresentados na manhã de ontem por profissionais que atuam na capital e no interior do estado. A Chikungunya trata-se de uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti na qual provoca febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Como é de conhecimento popular, este mosquito é o responsável pela transmissão da Dengue – uma doença bastante conhecida do povo brasileiro e que permanece causando preocupação aos órgãos de saúde pública.

Paralelo aos dados da Chikungunya apresentados pela Prefeitura de Aracaju, números indicam também o índice de 1,5 para casos da Dengue na capital sergipana. Essa estatística é considerada como de ‘médio risco’ ou ‘alerta’. Até a última terça-feira, 06, foram registrados 3.201 casos de dengue, sendo 1.623 casos confirmados. Dos 42 bairros de Aracaju, 17 bairros foram classificados como de baixo risco, 25 como médio risco e nenhum bairro com risco de epidemia. Dentre os bairros com médio risco que tiveram índice acima de dois foram: Santa Maria (3,4), Cidade Nova (2,4), Cirurgia (2,4), Getúlio Vargas (2,2) e Pereira Lobo (2,1). Se comparado com o mesmo período do ano passado, é possível registrar elevação.

Além dos bairros aracajuanos, é possível identificar avanço da doença em todo o Estado de Sergipe. Os 10 municípios que mais notificaram e confirmaram a Dengue foram: Aracaju, Itabaianinha, Itabaiana, Estância, Neópolis, Carira, Lagarto, Itaporanga D’Ajuda, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sidney Sá, os números são preocupantes. Para barrar a evolução destes casos os profissionais reivindicam a participação de todos os sergipanos na luta contra a Dengue. Como base operacional a SES e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) utilizam carros tipo fumacê.

"A responsabilidade do combate à doença é de todos. A população deve ficar atenta à água limpa e parada dentro de casa e os municípios devem colocar agentes de endemias para visitar os imóveis. Precisamos do apoio da comunidade em geral para que possamos voltar a diminuir esse índice negativo da doença em Sergipe", afirmou. Mesmo diante do aumento dos casos, a coordenadora de Endemias descartou, ao menos neste momento, a probabilidade de epidemia. Para uma epidemia é necessário que a incidência da doença seja de 300 casos notificados para cada 100 mil habitantes. Para evitar a amplitude a SES tem intensificado a atuação da Brigada Itinerante em todos os municípios.

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