Cia Estável de Teatro apresenta espetáculo em homenagem a Vladimir Herzog no FestivalSão Paulo Sem Censura

 

Cia Estável de Teatro apresenta espetáculo em homenagem a Vladimir Herzog no Festival
São Paulo Sem Censura
O espetáculo Patética reflete sobre as circunstâncias que lavaram ao assassinato do jornalista e dramaturgo Vladimir Herzog (1937-1975). O texto foi escrito em 1976, um ano depois do seu falecimento, por seu cunhado e, também dramaturgo, João Ribeiro Chaves Neto. A Cia Estável de Teatro montou o espetáculo em 2018 e apresenta uma versão digital na segunda edição do Festival São Paulo Sem Censura promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, no dia 5 de junho, sábado, às 20h.
Após a sessão, haverá um bate-papo com integrantes da Cia Estável sobre o processo de pesquisa, com a participação de Celso Nunes, que foi o diretor da primeira montagem do espetáculo, em 1980.
Com direção de Nei Gomes, a montagem da Cia Estável usa o metateatro para mostrar uma trupe de artistas circenses que apresenta pela primeira e última vez a história de Glauco Horowitz (Herzog). Ao discutir a censura, a própria peça é proibida e o circo é fechado.
A peça conta a vida de Herzog desde a imigração dos pais para o Brasil, passando pela militância, prisão, depoimentos no DOI-Codi, até a morte e a luta da família para provar que ele não cometeu suicídio, mas foi assassinado.
Na noite do dia 24 de outubro de 1975, o jornalista apresentou-se na sede do DOI-Codi, em São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre suas ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro). No dia seguinte, foi morto aos 38 anos. Segundo a versão oficial, ele teria se enforcado com o cinto do macacão de presidiário. Porém, de acordo com os testemunhos de jornalistas presos na mesma época, Vladimir foi assassinado sob torturas. A morte de Herzog foi um marco na ditadura militar (1964-1985). O triste episódio paralisou as redações de todos os jornais, rádios, televisões e revistas de São Paulo.

O espetáculo Patética reflete sobre as circunstâncias que lavaram ao assassinato do jornalista e dramaturgo Vladimir Herzog (1937-1975). O texto foi escrito em 1976, um ano depois do seu falecimento, por seu cunhado e, também dramaturgo, João Ribeiro Chaves Neto. A Cia Estável de Teatro montou o espetáculo em 2018 e apresenta uma versão digital na segunda edição do Festival São Paulo Sem Censura promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, no dia 5 de junho, sábado, às 20h.
Após a sessão, haverá um bate-papo com integrantes da Cia Estável sobre o processo de pesquisa, com a participação de Celso Nunes, que foi o diretor da primeira montagem do espetáculo, em 1980.
Com direção de Nei Gomes, a montagem da Cia Estável usa o metateatro para mostrar uma trupe de artistas circenses que apresenta pela primeira e última vez a história de Glauco Horowitz (Herzog). Ao discutir a censura, a própria peça é proibida e o circo é fechado.
A peça conta a vida de Herzog desde a imigração dos pais para o Brasil, passando pela militância, prisão, depoimentos no DOI-Codi, até a morte e a luta da família para provar que ele não cometeu suicídio, mas foi assassinado.
Na noite do dia 24 de outubro de 1975, o jornalista apresentou-se na sede do DOI-Codi, em São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre suas ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro). No dia seguinte, foi morto aos 38 anos. Segundo a versão oficial, ele teria se enforcado com o cinto do macacão de presidiário. Porém, de acordo com os testemunhos de jornalistas presos na mesma época, Vladimir foi assassinado sob torturas. A morte de Herzog foi um marco na ditadura militar (1964-1985). O triste episódio paralisou as redações de todos os jornais, rádios, televisões e revistas de São Paulo.

 

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