Sábado, 13 De Agosto De 2022
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Covid-19, dengue e chikungunya voltam a ameaçar os sergipanos


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Publicado em 08 de julho de 2022
Por Jornal Do Dia Se


AGENTES DE ENDEMIAS FAZEM VISTORIA EM IMÓVEL DE ARACAJU: MAIORIA DOS FOCOS de aedes aegypti estão dentro de casa

O professor Lysandro Borges, coordenador do comitê científico da Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Milton Alves Júnior

Tendo a primeira semana de julho contabilizado quantitativo maior de pacientes testando positivo para a Covid-19 – isso se comparado ao agregado dos meses de abril, maio e junho -, membros do Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (Ctcae), ouvidos pelo JORNAL DO DIA, não descartam a possibilidade de o estado voltar a discutir a exigência do uso de máscaras. Esta medida tem como principal objetivo impedir que a transmissão do vírus regresse a patamares vivenciados ao longo dos últimos dois anos.
Somente nas últimas 72 horas foram contabilizadas mais de duas mil pessoas com resultado positivo para a doença, com cinco mortes, e 67 pessoas estão internadas em unidades hospitalares vítimas das reações provocadas pelo coronavírus.

No final do mês passado, diante do aumento real de pessoas buscando assistência médica após testarem positivo, técnicos que compõem o Comitê de Operações Emergenciais (COE), coordenado pela prefeitura de Aracaju, já haviam decido voltar a recomendar o uso da máscara de proteção facial para alguns grupos populacionais.
Proteção – Esse cenário negativo não se trata de uma particularidade regional. De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento dos casos oficializados acontece em todos 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) foi esclarecido que desde o dia 21 – de junho -, o uso de máscaras deve ser adotado por pessoas que estejam com síndromes gripais, com mais de 60 anos ou imunossuprimidos em locais fechados.

“Mais uma vez estamos vendo os casos aumentando e isso nos preocupa bastante. Os festejos juninos ocorreram como havíamos previsto em março, quando conversamos com vocês do JORNAL DO DIA, e é possível que esses números continuem evoluindo dia após dia. Há mais de dois anos estamos enaltecendo que o uso das máscaras é essencial nessa luta contra a doença. Com tanta aglomeração e não uso de máscaras, já era esperado um novo pico no número de pessoas infectadas”, declarou o professor Lysandro Borges, coordenador do comitê científico da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Para frear essa evolução, o especialista enaltece os cuidados pessoais que cada sergipano ou turista – em passagem pelo estado -, devem adotar.
“Estamos falando de um trabalho em conjunto: máscaras e vacina. Está amplamente provado que a vacina salva vidas, mas infelizmente ainda há pessoas que estão resistentes. Temos o imunizante em todos os bairros de Aracaju, e em todos os demais 74 municípios sergipanos. Se esse quantitativo de pessoas com resultado positivo, assim como as mortes não diminuírem, não descarto a possibilidade de essa exigência [uso das máscaras em locais públicos] volte a se fazer presente no nosso dia-a-dia”, avaliou Lysandro Borges.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Butantan indica que 75% das mortes atualmente provocadas pela Covid-19 atingiram pessoas não vacinadas. Entre pessoas com menos de 60 anos, o número de mortes de não vacinados foi 83 vezes maior do que nos imunizados.

Vacinas – Dados apresentados pelo governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e pela Superintendência de Comunicação, revelam que até o final da tarde de ontem foram aplicadas 5.036.683 doses; em porcentagem esse quantitativo representa: 86,71% pessoas imunizadas com a primeira dose; 79,15% protegidas com a segunda dose; 44,17% com a primeira dose de reforço; e 41,13% dos sergipanos protegidos com a segunda dose de reforço.
Ainda conforme destacado pela SES, o estado de Sergipe conta hoje com um estoque de 456.230 doses da vacina para serem aplicadas. “A ciência mostrou que a vacina salva vidas. Sendo assim, vacinem-se e usem máscaras”, completou Lysandro Borges.

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