Milton Alves Júnior
Sem coleta de lixo há uma semana, moradores dos bairros localizados na zona Norte de Aracaju, em especial no bairro Lamarão, estão vivendo diante de montanhas de descartes residenciais e comerciais que aumentam a cada novo dia de instabilidade do serviço. Conforme denúncia dos aracajuanos, quarta-feira da semana passada foi a última vez em que o caminhão coletor e funcionários da empresa Cavo estiveram no local para recolher as sacolas de lixo. Diante da situação, alguns moradores estão descartando o material em terrenos baldios e incendiando-o em seguida. Essa tem sido a maneira menos apropriada para o meio ambiente, porém mais rápida encontrada pelos moradores para se livrarem do lixo.
Se mostrando preocupado com a recorrência dos fatos, George dos Santos, que mora no bairro há 32 anos, pede que a Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), pressione a Cavo para que ela regularize de imediato o problema enfrentado por mais de 10 mil famílias. Ainda de acordo com o denunciante, além do mau cheiro que sai dos aglomerados de lixo, a proliferação de moscas, mosquitos, ratos e escorpiões tem causado preocupação aos moradores. Diante da união dos fatores negativos, os riscos à saúde pública é eminente. É aí que está a preocupação maior dos denunciantes.
"Ninguém aguenta. Vamos ter que pegar as sacolas de lixo e sair por aí para jogar em algum lugar. Sei que essa não é uma postura certa, mas uma semana com lixo no quintal de casa ninguém tolera. O pior disso tudo é que a gente fica doente, os postos de saúde não atendem direito e a família da gente fica sob o risco de pegar uma doença grave. Infelizmente a coleta de lixo aqui há tempos não acontece da forma que deveria ser", declarou. Sobre o assunto a Empresa Ester/Cavo – grupo terceirizado e responsável pelo serviço, não se manifestou até a tarde de ontem.
Já a Prefeitura de Aracaju informou que o calendário de atuação deve ser seguido pela direção da Cavo conforme previsto no contrato. Ao Jornal do Dia, a assessoria de comunicação da PMA informou que o problema já havia sido mostrado por moradores da zona Norte, como também de bairros da zona Sul, é que está buscando a regularização do serviço em caráter de urgência. Compartilhando com George, a também moradora Lucélia Santos criticou: "Espero que as promessas não sejam apenas da boca pra fora e que o problema seja logo resolvido. Se continuar assim, do jeito que está, vamos continuar jogando em teremos e queimando; deixando em casa é que não dá mais".


