Coluna | Tribuna 05-08

André Moura e o STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) propôs fechar acordo de não persecução penal com André Moura, que é réu no STF em três processos por peculato e desvio de recursos públicos. Em 2021, Moura foi condenado a 8 anos de prisão em duas dessas ações no plenário do Supremo e recorreu da decisão. A informação é do jornalista Guilherme Amado, colunista do portal Metrópoles, cuja íntegra é a seguinte:
“A Procuradoria-Geral da República (PGR) propôs fechar acordo de não persecução penal com André Moura, líder do governo no Congresso na gestão Temer, que é réu no STF em três processos por peculato e desvio de recursos públicos. Em 2021, Moura foi condenado a 8 anos de prisão em duas dessas ações no plenário do Supremo e recorreu da decisão.
As propostas da PGR foram informadas pelo ministro Kassio Nunes Marques aos colegas na última terça-feira (1º/8). Para aceitar um acordo de não persecução penal, o Ministério Público precisa considerar que o acerto é suficiente para reprimir e prevenir o crime confessado. Esse tipo de acordo judicial vale para crimes sem violência e com pena baixa.
Moura foi deputado federal entre 2011 e 2018. Na gestão Temer, foi líder do governo no Congresso. Em 2019, passou a integrar o governo do Rio de Janeiro, onde já foi secretário da Casa Civil e hoje é secretário extraordinário, representando o governo Cláudio Castro em Brasília.
Os três processos de Moura são antigos no Supremo. A primeira denúncia foi feita pela PGR ainda em 2012. Nesse caso, a Prefeitura de Pirambu (SE), já comandada por Moura, foi acusada de pagar contas de celular para Moura, sua mãe e sua irmã.
O ex-deputado também é réu por se beneficiar de carros e motoristas da prefeitura, além de receber alimentos custeados com dinheiro público. O então prefeito Juarez Batista dos Santos fez uma delação premiada e apontou pressão de Moura, seu antecessor, para manter o poder na cidade.”

O nome do Psol
Apesar de a deputada estadual Linda Brasil ter colocado oficialmente seu nome à disposição para disputar a Prefeitura de Aracaju em 2024, durante a primeira Plenária Municipal do 8º Congresso Nacional do Psol, realizada na segunda-feira (31), o nome que o partido deve lançar é o de Niully Campos. Niully, que é advogada e professora, foi candidata a governadora em 2022.
Linda Brasil não foi bem votada na Plenária Municipal do Psol para formação do diretório. Teve apenas 17 votos. O campeão de votos foi o ex-deputado Iran Barbosa, com 150, em segundo lugar ficou a vereadora Sônia Meire, com 86 votos.

Belivaldo é o preferido
Se depender do governador Fabio Mitidieri (PSD), o ex-governador Belivaldo Chagas seria o candidato do bloco governista a prefeito de Aracaju, independente das pesquisas que indicam uma baixa popularidade entre o eleitorado. O martelo, no entanto, deve ser batido pelo prefeito Edvaldo Nogueira, que segundo Fábio é quem vai definir o candidato.
Além de Belivaldo, são citados também como pré-candidatos o vice-governador Zezinho Sobral (PDT), a deputada federal Katarina Feitoza (PSD), os secretários Luiz Roberto (Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura) e Danielle Garcia (Políticas para as Mulheres), além do vereador Fabiano Oliveira (PP).

Ponte e rodovia
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta sexta-feira, em Aracaju, que irá trabalhar pela construção da ponte entre Neópolis e Penedo. De acordo com ele, haverá reunião com governadores dos dois estados, prefeitos e bancada federal com objetivo de discutir recursos e projeto. “Essa ponte é imprescindível para o desenvolvimento da região”.
Renan também informou que o projeto de duplicação da BR-235, de Aracaju até Itabaiana, será licitado em setembro. A expectativa é iniciar a obra em 2024.

Marcha das Margaridas
Faltam poucos dias para a capital do Brasil receber mais de 100 mil mulheres para a 7ª Marcha das Margaridas nos dias 15 e 16 de agosto de 2023. A maior ação política de mulheres da América Latina com protagonismo das mulheres do campo, da floresta e das águas, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e 16 organizações parceiras, acontece a cada quatro anos e terá como lema dessa vez “Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver”. A 7ª Marcha das Margaridas conta com o patrocínio da Caixa, do Conselho Nacional do Sesi e do Governo Federal.
A Pauta da Marcha das Margaridas foi entregue ao governo federal, durante evento com a participação de 13 ministras e ministros de Estado, no Palácio do Planalto, no dia 21 de junho. No mesmo dia foi entregue a Pauta voltada ao Legislativo para o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira.
O estado de Sergipe vai encaminhar uma grande delegação.

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