Sexta, 21 De Janeiro De 2022
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Candidatura de Rogério é muito competitiva


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Publicado em 24 de dezembro de 2021
Por Jornal Do Dia Se


Rogério Carvalho no plenário do Senado (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Após o voto decisivo do senador Rogério Carvalho (PT) a favor do Orçamento Secreto, começaram a surgir teorias de conspiração contra a sua candidatura ao governo do estado, que vem sendo costurada desde a sua vitória em 2018, e consolidada nas eleições municipais de 2020, quando apoiou candidaturas em todos os municípios sergipanos. O movimento surgiu inicialmente junto a dirigentes nacionais do PT e, em seguida, entre filiados de Sergipe.
A alegação é de que uma candidatura petista a governador de Sergipe criaria dificuldades para ampliar o leque de alianças em torno do ex-presidente Lula. É um engodo. Sergipe representa muito pouco no contexto nacional e Rogério está priorizando negociações com partidos que estão na esfera da candidatura de Lula, a exemplo do PSB.
Alianças partidárias são definidas a nível nacional e a legislação prevê a possibilidade de destituição do diretório estadual que não seguir as determinações nacionais. Rogério tem amplo controle no diretório estadual do PT, pacificou o partido, não impede candidaturas de tendências divergentes, e seria muito difícil a direção nacional do PT se insurgir contra um senador que até recentemente era líder da bancada do partido.
Com a proibição das coligações proporcionais, mesmo com a possibilidade de uma federação partidária que vem sendo discutida pelo PT com PSB, PCdoB, PSOL e agora o PV, candidaturas a presidente e governador competitivas são fundamentais para o fortalecimento das chapas de deputado federal e deputado estadual. Em Sergipe, por exemplo, como não há possibilidade da criação de uma federação entre os partidos do centrão, existe um momento para que todos os deputados aproveitem a janela partidária de abril de 2022 e se filiem a uma só legenda, facilitando a reeleição dos atuais parlamentares.
Rogério praticamente já definiu uma aliança com o PSB, mas nada impede que avance sobre outras legendas que hoje continuam na órbita do governador Belivaldo Chagas (PSD). O adiamento da definição do candidato governista à sucessão estadual cria impaciência e, mesmo com o compromisso assumido pelos atuais pretendentes, não há garantia de unidade.
Como o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) vai reagir se não for o escolhido por Belivaldo? Da mesma forma que Rogério, ele pavimenta a sua candidatura desde que foi confirmada a sua eleição com votação recorde em 2018. Do nada, viu surgir as pretensões de outros aliados, sendo a mais indigesta a do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT).
Em Sergipe, desde 1994 PT e PSB integravam uma ampla frente partidária que possibilitou a eleição de Marcelo Déda para o governo do estado em 2006, grupo que permanece no poder até hoje.
Formalmente, o rompimento do PSB no estado ocorreu em 2016, quando Valadares Filho decidiu voltar a disputar a Prefeitura de Aracaju – já havia sido candidato em 2012, perdendo para João Alves Filho – contra a chapa Edvaldo Nogueira (PCdoB)/Eliane Aquino (PT), que acabou vitoriosa. Em 2018 o afastamento foi mantido quando Valadares Filho disputou o governo contra a chapa Belivaldo Chagas/ Eliane Aquino, também vitoriosa. Nas eleições municipais de 2020, PT e PSB continuaram afastados em Aracaju, mas firmaram alianças em alguns municípios do estado.
O PSB sergipano está em processo de reconstrução. Em 2018 Valadares pai perdeu o Senado e o filho a vaga de deputado federal ao ser derrotado na disputa para governador; nas eleições municipais, Élber Batalha não foi reeleito vereador. O deputado Luciano Pimentel aguarda apenas a janela partidária em abril do próximo ano para deixar a legenda.
Valadares Filho quer disputar vaga para a Câmara Federal, para onde teria voltado sem maiores dificuldades em 2018 não fosse a aventura do governo, e Valadares pai, aos 78 anos, pretende disputar mandato de deputado estadual, cargo que exerceu no início da década de 1970.
Com Lula favorito, a aliança com o PSB, o apoio de lideranças em todos os municípios do estado, e a empolgação da forte militância petista, a candidatura de Rogério Carvalho a governador seria extremamente competitiva e com chances concretas de vitória. Após a morte prematura de Marcelo Déda, o PT sergipano depende muito da disposição e liderança do senador para crescer e retomar a hegemonia política no estado.

Pobreza e desigualdade
O percentual de pessoas extremamente pobres coloca Sergipe em 10º lugar em 2019, melhor do que o Nordeste e pior do que o Brasil. Seu aumento em pontos percentuais, desde 2012, porém, foi maior do que desses últimos e colocou o estado em oitavo lugar na diferença considerada.
O percentual de pessoas extremamente pobres foi menor em 2019 do que em 2018, mas o terceiro maior, desde 2012. A evolução do percentual de pessoas extremamente pobres em Sergipe acompanhou a do Nordeste e Brasil, mais próximo ao do Nordeste, ambos maiores ao brasileiro, mas superando o da região em 2017 e 2018.
Em Sergipe, a parcela de famílias extremamente pobres no Cadastro Único em setembro de 2020 foi a maior desde 2012. Quase sempre crescente (exceto 2016), foi a quarta vez que o percentual de extremamente pobres em Sergipe foi maior do que do Nordeste e segunda seguida. O nordestino já houvera sido superior ao sergipano em cinco anos, desde 2012.
A desigualdade de renda em Sergipe, indicada pelo Índice de Gini, foi a maior do país em 2019, apesar desse índice ter sofrido apenas o 12º maior aumento no comparativo do estado com as demais unidades federativas, entre 2019 e 2012. O Índice de Gini também foi o maior na evolução do mesmo em Sergipe, desde 2012.
Apresentando padrão único de desempenho, com relação a Brasil e Nordeste, enquanto esses se acompanham, o Índice de Gini em Sergipe permaneceu acima dos daqueles territórios, ao longo de todo o período, exceto 2017.
Os dados integram a 3ª edição do Anuário Socioeconômico de Sergipe, já disponibilizado gratuitamente pelo Grupo de Pesquisa em Análise de Dados Econômicos, vinculado ao Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Publicado a cada dois anos, o relatório traça um panorama de Sergipe através do desempenho da economia e das demandas sociais do estado e seus 75 municípios, visando contribuir como ferramenta para subsídio às ações dos setores público e privado. O endereço é http://cafecomdados.com/anuario/

O desabafo de Belivaldo
O governador Belivaldo Chagas (PSD) admitiu que a sua decisão de deixar a política a partir de 31 de dezembro de 2022, quando concluirá o mandato, foi decorrente da cassação do seu mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por 6×1, alegando abuso do poder político.
No programa ‘Papo Reto’, apresentado pela rede oficial do governo, Belivaldo lembrou que foi eleito governador com a maior votação de Sergipe, ganhando com mais de 100 mil votos no 1º turno para o segundo colocado e com mais de 300 mil votos no 2º turno e, mesmo assim, teve mandato cassado sem nenhum pedido de vistas.
“Foi uma grande pancada. Passei muito tempo sendo visto como governador cassado, mas levantei a cabeça e segui em frente”, afirmou Belivaldo, lembrando que recorreu e ganhou no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo mesmo placar de 6×1.

Valadares em recuperação
O ex-senador Valadares, 78 anos, segue em recuperação no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde se submeteu a uma cirurgia para desobstrução de quatro artérias do coração. A necessidade da cirurgia foi detectada durante exames no hospital Primavera, em Aracaju. O ex-deputado Valadares Filho diz que seu pai passa bem.
Valadares perdeu a eleição para o senado em 2018, quando tentava o quarto mandato consecutivo. Já avisou que em 2022 pretende ser candidato a deputado estadual.

Petroleiros em alerta
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados vão encerrar o ano de 2021 em estado de greve nacional, num protesto contra as ameaças que o Governo Federal vem fazendo sobre um possível plano de privatização da Petrobrás. A deliberação foi aprovada pela ampla maioria da categoria petroleira, nas assembleias realizadas até essa quarta-feira (22), em todo o Brasil.
“Isso significa que, caso o presidente Jair Bolsonaro tenha a audácia de apresentar no Congresso Nacional o projeto de lei que prevê a venda da estatal, a realização de uma das mais fortes greves da história do setor já está sinalizada pelo setor”, garante o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, que prevê um movimento bem parecido com as duas maiores greves dos trabalhadores, em 1995 e 2020.
A Petrobras desativou todas as suas unidades no estado de Sergipe.

 

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