Quinta, 26 De Maio De 2022
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Disputa sobre candidatura envolve só Edvaldo e Mitidieri


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Publicado em 22 de janeiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Disputa sobre candidatura envolve só Edvaldo e Mitidieri.

O governador Belivaldo Chagas (PSD) intensificou as conversas com dirigentes de partidos aliados e lideranças, e marcou para o próximo dia 31 de janeiro a reunião que pode por fim a disputa para definir quem será o candidato do bloco à sua sucessão. Nos últimos dias, houve uma espécie de freio de arrumação e a disputa voltou a ser feita nos bastidores.
Na reta final, a disputa se restringe aos nomes do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT) e ao deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), que terminaram 2021 às turras. O deputado federal Laércio Oliveira (PP) aceita ser o candidato ao senado ou disputar a reeleição numa condição mais confortável. O conselheiro do TCE-SE Ulices Andrade disse a amigos que está fora do processo. A sua única condição para aceitar a disputa seria pela unificação do grupo, caso não saia um entendimento entre Edvaldo e Fábio.
Belivaldo tem manifestado muita preocupação com o clima de guerra estabelecido entre Edvaldo e Mitidieri, que se agravou no final do ano passado, quando liderados do deputado tentaram derrotar o prefeito na Câmara Municipal de Aracaju. O presidente, vereador Nitinho, comandou um grupo que se rebelou contra Edvaldo e tentou impor uma pauta própria durante a votação do orçamento geral do município para 2021, além da antecipação da eleição da próxima mesa da Câmara, que deveria ser feita apenas em janeiro de 2023.
A antecipação da eleição chegou a ser aprovada em primeira discussão, mas o processo acabou sendo abortado por Mitidieri, que agiu como se tivesse sido surpreendido pela ação dos vereadores. A criação de emendas impositivas – os vereadores determinam a realização de uma obra ou a realização de convênios com entidades de sua preferência, nos moldes das emendas a que têm direito deputados federais, senadores e também deputados estaduais -, acabou sendo aprovada e está em processo de regulamentação.
Os vereadores ligados a Mitidieri e o próprio Nitinho sempre votaram a favor de todos os projetos de Edvaldo. O presidente da câmara pautava projetos do executivo praticamente no mesmo dia em que recebia e agia como um trator contra a oposição para evitar qualquer modificação no texto. De repente liderou a rebelião.
Edvaldo não concedeu entrevistas, evitou polemizar com os vereadores, mas aliados atribuem a movimentação dos vereadores a uma interferência direta do deputado Mitidieri, para mostrar como seria a vida do prefeito sem o apoio do PSD. E na hora H, o deputado acabou agindo para tentar deixar claro que não tinha nenhum envolvimento na pauta da Câmara Municipal. O prefeito fingiu que acreditou.
A reunião no dia 31 não deve ser decisiva porque as conversas entre Edvaldo e Fábio ainda não a chegaram a um ponto de convergência, mas há pressa para que isso aconteça. O deputado gostaria que o nome do candidato fosse anunciado ainda em fevereiro, para que deputados federais e estaduais que pretendem trocar de partido pudessem aproveitar a janela partidária de março para acomodações. Edvaldo teria que renunciar ao mandato de prefeito até o dia dois de abril.
Nesta sexta-feira, durante lançamento da pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência pelo PDT, em Brasília, Edvaldo voltou a dizer que a sua candidatura a governador passa pela unidade do grupo. Não uma unidade fajuta, em que um tente dar uma rasteira no outro. E este é o maior problema que o governador Belivaldo Chagas tem que contornar até a definição do candidato.
Enquanto o prefeito cobra a unidade, o deputado parece não ter preocupações nesse sentido. Quase diariamente escala um prefeito para declarar apoio a sua candidatura e diz que apenas Edvaldo e Padre Inaldo (PP), de Nossa Senhora do Socorro, não estão com ele. Passa a impressão de que já se considera o vitorioso no pleito de outubro, talvez em função do poder financeiro da sua família.
Enquanto isso, o senador Rogério Carvalho, pré-candidato do PT a governador, nada de braçadas. Na quinta-feira, durante encontro dos dirigentes nacionais do PT e do PSB, os socialistas confirmaram apoio à sua candidatura. O senador aproveita o recesso do Congresso para ocupar espaços no interior, o que já faz desde o início do mandato em 2019, e usa com propriedade o nome do ex-presidente Lula, o seu maior cabo eleitoral nestas eleições.
A 10 dias da reunião que pode definir o nome do candidato, o governador Belivaldo Chagas tem a tarefa de garantir o envolvimento direto de quem for preterido na campanha eleitoral. Tarefa dura, principalmente entre os exaltados aliados do deputado Mitidieri.

Batendo cabeça
Do deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC), em seu blog:
“Pretendo tomar uma decisão [sobre novo partido], já que a legislação eleitoral obriga, entre os próximos meses de fevereiro e março. Tenho tendência de disputar a reeleição, mas analiso propostas que recebi de ser candidato a deputado federal. Sobre o Senado, em NENHUM MOMENTO, descartei a possibilidade de disputar o Senado. Se não disputar a reeleição, pedirei votos para ‘Veronica de Gilmar Carvalho’ [a sua secretária]. Mas, como sempre, não decidirei sozinho. Ouvirei aliados, parceiros e, principalmente, o eleitorado, que nunca me deixou na mão, graças a Deus”.
Ou seja, não sabe o que fazer nestas eleições.

Federações partidárias
O PT, PSB, PC do B e o PV decidiram acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para questionar o prazo dado pela Justiça Eleitoral para a formação de federações partidárias. A decisão foi tomada em reunião realizada na quinta-feira (20), em Brasília, e questiona o prazo dado pelo TSE exigindo definição até março.
As legendas consideram que o prazo dado pelo TSE é muito exíguo e destoante da realidade política do país. “O tempo da política não pode ser pressionado pela burocracia. A gente espera que o TSE seja bastante sensível”, disse a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann.

A crise no transporte coletivo
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) buscará uma audiência com o presidente Jair Bolsonaro para discutir a urgência do subsídio federal de R$ 5 bilhões para o transporte público. A decisão foi alinhada no início da semana, em reunião da diretoria executiva da entidade com os membros do consórcio Conectar, em que foram discutidas estratégias de curto e médio prazo para o setor, que tem enfrentado uma grave crise.
O presidente da FNP, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, ressaltou que a entidade trabalha ainda com uma segunda alternativa que é a aprovação do projeto de lei que tramita no Senado, de autoria dos senadores Nelsinho Trad e Giordano, que cria um programa federal para custear a gratuidade dos idosos no transporte público.
Esta semana, a justiça sergipana determinou a apreensão de dez ônibus irregulares de empresas ligadas ao grupo Progresso.
Na semana anterior, o Setransp encaminhou à Prefeitura de Aracaju a atualização da planilha de custos das empresas de transportes, cobrando reajuste da tarifa, hoje em R$ 4. A PMA ainda não decidiu se concederá o aumento.

A liderança de Lula
O ex-presidente Lula (PT) mantém a liderança na corrida eleitoral ao Palácio do Planalto este ano, com 42% das intenções de voto, e pode se eleger no 1º turno, de acordo com pesquisa PoderData divulgada na quinta-feira (20), à noite. Se tiver 2º turno, Lula ganha de todos os adversários.
O segundo colocado é o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 28% das intenções de voto; seguido pelo ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), declarado suspeito e parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com 8%. Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará, tem 3% e é o quarto colocado. João Doria (PSDB), governador de São Paulo, tem 2% – mesmo percentual obtido por André Janones (Avante). Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania) e Simone Tebet (MDB) obtiveram 1% cada um. A soma de todos os adversários é 45%.
Para vencer no 1º turno, basta Lula ter a maioria dos votos válidos, ou seja, ter mais votos do que todos os adversários, juntos. A soma de adversários é 45%, mas como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, é possível, segundo a área técnica do PoderData, que Lula vença no 1º turno.
Segundo o levantamento, Lula vence com larga margem no Nordeste, Sudeste e Sul e também entre mulheres e em todas as faixas de renda e de escolaridade. Bolsonaro só vence no Norte (46% x 37% de do ex-presidente).
Nos nove estados do Nordeste, 57% declararam intenção de voto em Lula. Na região Norte, Bolsonaro alcança 46% das intenções de voto. No Centro Oeste os dois principais candidatos estão empatados (36% x 35%).
Entre as mulheres, o petista teria 48% contra apenas 17% do atual presidente. No recorte por faixa etária, 48% dos entrevistados com idades entre 25 a 44 anos votarão em Lula. Bolsonaro alcança 33% entre os que têm mais de 60 anos.
Em simulações de 2º turno, o PoderData mostra que Lula vence todos os candidatos por margem mínima de 22 pontos percentuais (Lula, 54% x 32% Bolsonaro) e máxima de 32 pontos – Lula, 48% e Doria 16%.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-02137/2022.

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