Terça, 16 De Agosto De 2022
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Rogério nunca terá outra chance como a deste ano na disputa estadual


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Publicado em 12 de fevereiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


o senador rogério carvalho

O senador Rogério Carvalho (PT) conseguiu conter as primeiras investidas de aliados contra a sua candidatura ao governo do estado, mas o martelo ainda não está batido. Até o período das convenções partidárias para a homologação de candidaturas – 20 de julho a 05 de agosto – muitas águas ainda vão rolar.
O exemplo de Pernambuco, onde o senador Humberto Costa foi forçado a abrir mão de sua candidatura a governador para favorecer a aliança nacional PT/PSB, mesmo liderando as pesquisas, é cada vez mais usado, inclusive por petistas sergipanos, para mostrar a importância da manutenção da chamada base aliada no estado, em prol do objetivo maior, garantir a eleição do ex-presidente Lula.

Esta semana, em artigo publicado aqui no JD, o sindicalista aposentado Rômulo Rodrigues, dirigente petista ainda muito ouvido nos bastidores, defendeu a retirada da candidatura de Rogério e a apresentação do nome da vice-governadora Eliane Aquino, viúva do ex-governador Marcelo Déda, como candidata ao Senado na chapa a ser apresentada pelo governador Belivaldo Chagas (PSD).
O próprio governador já esteve com o ex-presidente Lula, em São Paulo, defendendo essa proposta, ou que ele ficasse neutro em Sergipe, para que o escolhido pelo grupo pudesse também apoiar publicamente a sua candidatura. Belivaldo quis aproveitar o interesse de Lula em ter o PSD em seu palanque ainda no primeiro turno, para mostrar que Sergipe poderia ser parte de um acordo neste sentido, com a candidatura do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD).

Em público, Eliane diz que é candidata a deputada federal, mas trabalha nos bastidores para a retirada da candidatura de Rogério. Foi ela quem articulou o encontro Lula/Belivaldo, e, na quarta-feira (9) esteve pessoalmente com o ex-presidente em São Paulo. Nunca foi testada diretamente nas urnas – foi vice-prefeita de Edvaldo Nogueira em 2016 e vice-governadora de Belivaldo em 2018 – mas aposta na memória de Déda para ser candidata ao Senado.
O fato é que Lula já esteve no Nordeste em duas ocasiões nos últimos meses e sempre deixa Sergipe para uma próxima etapa. Isso faz com que os defensores da manutenção do acordão renovem as esperanças.

No início da semana, Lula voltou a propor ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, aliança logo no primeiro turno. Kassab admitiu que quadros importantes do partido defendem essa proposta, citando o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e o deputado Mitidieri – os dois querem o apoio de Lula e do PT na disputa pelos governos de Minas Gerais e de Sergipe.
Após a morte de Déda, Rogério se transformou na maior liderança do partido. A sua eleição em 2018 consolidou ainda mais esse papel. Pacificou o partido, abriu espaços para todas as correntes e estimula candidaturas para que o PT possa eleger bancadas relevantes para a Asssembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
Rogério vem buscando apoio em todas as correntes partidárias, da mesma forma que fez em 2018. Nas eleições municipais apoiou candidatos em todos os municípios sergipanos. A partir do momento em que decidiu romper com o governador e apresentar a sua pré-candidatura a governador só vem conquistando apoios.

A candidatura de Lula a presidente reforçará muito a sua campanha, principalmente se o ex-presidente deixar claro que Rogério é o seu candidato em Sergipe. Em 2018, com Lula preso, Fernando Haddad – um nome desconhecido da maioria do eleitorado – ganhou em todos os municípios sergipanos. No primeiro turno obteve 50,09% (571.234 votos) contra 27,21% (310.310 votos) de Jair Bolsonaro. No segundo turno a votação de Haddad pulou para 67,54% (759.061 votos) contra 32,46% (364.860) de Bolsonaro.
O voto decisivo de Rogério a favor do Orçamento Secreto, instrumento utilizado pelo presidente Bolsonaro para manter o apoio dos líderes do Centrão na Câmara, abalou a relação do senador com a direção nacional do PT, a ponto de a presidente, deputada Gleice Hoffmann (PR), ter divulgado nota repudiando o voto. E serve de reforço aos argumentos internos no PT contra a candidatura ao governo.

Apesar dos problemas, nunca o PT teve tantas chances de chegar ao governo do estado. Em 2006 quando Déda derrotou João Alves Filho pela primeira vez, liderava essa frente que ainda hoje está no poder, agora agregada com bolsonaristas declarados, como o deputado federal Laércio Oliveira (PP). Se perder essa chance, Rogério Carvalho pode desistir do sonho de ser governador e o PT de voltar a ser protagonista na política sergipana.

A história em leilão
A Secretaria de Estado da Administração (Sead), através da Superintendência de Gestão de Patrimônio do Estado (Supat), incluiu o Edifício Walter Franco, no centro de Aracaju, no I Leilão de Bens Imóveis que realizará no dia 24 de março. Os recursos arrecadados no leilão serão destinados para a capitalização do Fundo Financeiro de Previdência do Estado de Sergipe (Finanprev/SE).
O Edifício Walter Franco foi construído em 1956, no cruzamento da rua João Pessoa com a Praça Fausto Cardoso, tem seis andares, e serviu de sede para diversas repartições estaduais, na época em que toda a máquina funcionava no centro de Aracaju. O Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Estadual também já funcionaram no edifício.
O lance mínimo para levar o edifício é de R$ 8.032.748,81. O Patrimônio Histórico ainda não se posicionou sobre o que deve ser feito com o painel de azulejos de Jenner Augusto, instalado na fachada térrea do edifício em 1957.

As razões de JB
O ex-governador Jackson Barreto (MDB) admite que se arrependeu de ter declarado publicamente, em 2017, que não seria mais candidato e pedido ao eleitorado que, se fosse de novo candidato, não votasse nele.
E explica a razão de ter voltado atrás: “O que me fez voltar atrás é o momento que o país vive hoje. Vivemos uma experiência política que não era a situação da época que fiz essa declaração. Não tínhamos passado pela experiência Bolsonaro. O país está em processo de reconstrução nacional e é preciso hoje convocar os soldados, homens e mulheres que tenham experiência”.
JB defende a sua candidatura Senado: “É preciso que tenhamos senadores comprometidos com a democracia, com a verdade e com os trabalhadores. Quero ajudar Lula a reconstruir o Brasil, colocar pão de volta na mesa do pobre. A situação do Brasil de hoje precisa de voz de experiência”.

Sergipe de Todos
Pré-candidato ao Governo de Sergipe, Rogério Carvalho (PT) lança neste mês a plataforma “Sergipe de Todos”, uma ferramenta on-line para a participação dos sergipanos, que visa transformar todo o conteúdo num grande movimento popular, que transforme os anseios da sociedade em metas de Governo. O endereço é www.sergipedetodos.com.br
Segundo o senador, o “Sergipe de Todos dialogará com a minha forma de fazer política, com a forma que o PT Sergipe encontrou de mobilizar os sergipanos para que juntos possamos discutir melhorias para o estado. Queremos criar uma frente popular mapeando e construindo um programa de participação ligado a nossa sociedade”.

A direita se une
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, na terça-feira (8), o pedido de registro do estatuto e do programa partidário do União Brasil (União), agremiação política resultante da fusão do Democratas (DEM) com o Partido Social Liberal (PSL). A nova legenda terá como número nas urnas o 44.
Em Sergipe, o partido passa a ser comandado pelo ex-deputado federal André Moura, até agora filiado ao PSC. No estado o DEM da senadora Maria do Carmo Alves possuía mais expressão do que o PSL. Como a senadora não vai disputar a reeleição em função dos 80 anos de idade, todas as pretensões dos atuais dirigentes do DEM passam pelas mãos de André Moura, que está inelegível pelo STF e, a princípio, não pode disputar novos mandatos.
A fusão unifica duas legendas que receberam juntas, no ano passado, R$ 147,5 milhões do fundo partidário, mais do que qualquer outra sigla. O União Brasil também levará a maior fatia do fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões.

Liderança folgada
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança isolada na disputa pela Presidência da República. Pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta sexta-feira (11), revela que ele possui 43% das intenções de voto contra 25% de Bolsonaro.
Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos) empatam no 3º lugar, com 8% cada. João Doria (PSDB) tem 3%, André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB) marcam 1% cada e Rodrigo Pacheco (PSD), Alessandro Vieira (Cidadania) e Luiz Felipe D’Ávila (Novo) não pontuam.
O ex-presidente também venceria os adversários em qualquer cenário de segundo turno. Nessa etapa, por exemplo, ele teria 54% contra 31% de Bolsonaro.
A taxa de reprovação do governo Bolsonaro continua elevada: 64% desaprovam o presidente. No campo econômico, 63% dos brasileiros dizem que o país está no caminho errado e 65% acham “muito grande” as chances de perderem o emprego. Sobre os preços dos alimentos, 71% avaliam que eles “aumentaram muito.”
Foram feitas 1.000 entrevistas de abrangência nacional, nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03828/2022.

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