Quarta, 29 De Junho De 2022
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Valmir precisa passar a limpo o caso do matadouro de Itabaiana


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Publicado em 15 de abril de 2022
Por Jornal Do Dia Se


VALMIR DE FRANCISQUINHO

Duas pesquisas pra lá de suspeitas divulgadas nos últimos dias através das redes sociais, apontam uma liderança folgada do ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL), na disputa pelo governo do estado. Valmir é uma liderança em ascensão, mas ainda restrita a região agreste do estado.
Para que ele pudesse liderar uma pesquisa em âmbito estadual, os supostos institutos teriam que ter pesado no número de entrevistados em municípios dessa região. Sem campanha eleitoral e pouco conhecido no estado, o ex-prefeito de Itabaiana está há dois anos dizendo que é candidato a governador e neste momento, a seis meses do pleito, nem mesmo o seu partido foi convencido dessa viabilidade.
Valmir de Francisquinho é vice-presidente estadual do PL, partido presidido no estado por Edvan Amorim, irmão do ex-senador Eduardo, que quer voltar a ser candidato ao Senado. Mesmo sendo o partido do presidente Jair Bolsonaro, que disputará a reeleição, a direção nacional do PL prefere apostar no crescimento das bancadas na Câmara e no Senado.
Mesmo não sendo um bom cabo eleitoral, Bolsonaro terá palanque em Sergipe sem que o PL precise transferir recursos para uma campanha a governador que, ao menos por enquanto, não se apresenta muito alvissareira.
O ex-prefeito de Itabaiana passou a semana em Brasília, onde teria tido “reuniões decisivas” com a cúpula nacional do PTB. E avisam que até o final do mês ele pode anunciar a tal candidatura.
Nos bastidores, até aliados próximos dizem que Valmir de Francisquinho, na verdade, será candidato a deputado estadual e que o seu filho, atual deputado estadual Talysson de Valmir (PL), seria candidato a deputado federal.
Em 2018, Talysson de Valmir foi eleito para a Assembleia Legislativa com 42.046 votos, a maior votação o estado. Em 2020, Valmir conseguiu eleger o prefeito Adailton Sousa com 53% dos votos válidos, derrotando o candidato do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luciano Bispo (PSD), Edson de Itabaiana (MDB), que alcançou 39,19% dos votos.
A expressiva votação do seu filho e o fato de ter vencido em Itabaiana em 2020 parecem ter animado o ex-prefeito, mesmo nunca tendo sido testado além do próprio município.
E esconde um fato relevante: Valmir estava no exercício do mandato de prefeito de Itabaiana quando transformou o filho no deputado estadual mais votado em 2018 e conseguiu eleger o sucessor em 2020 com acusações de uso da máquina administrativa na campanha eleitoral.
Por conta de sua gestão na prefeitura de Itabaiana, há poucos dias, o juiz Marcelo Cerveira Gurgel, da 2ª Vara Criminal de Itabaiana, autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Valmir de Francisquinho, dentro de um processo que apura denúncias de irregularidades e supostos desvios de recursos na gestão do Matadouro Municipal da cidade serrana. A quebra do sigilo foi pedida pelo Ministério Público e servirá para a conclusão de um inquérito aberto pela Polícia Civil, no âmbito do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap).
A investigação apura o crime de lavagem de dinheiro, decorrente de desvio de recursos públicos da arrecadação de tributos com o abate de reses no matadouro de Itabaiana. É um dos desdobramentos da Operação Abate Final, deflagrada pelo Deotap em junho de 2018 e que resultou na prisão do próprio Valmir. A delegada Thais Lemos, do Deotap, afirmou nos autos do processo que o inquérito policial aguarda o processamento de dados referentes ao pedido de afastamento de sigilo junto ao Banco Central e a Receita Federal.
Na ocasião da operação, Valmir foi acusado pelo empresário Carlito Ferreira de Jesus, o ‘Galeguinho da Roupa’, de utilizar o assessor da Secretaria de Obras, Jamerson Trinidade Motta como “laranja” e arrecadar com cobrança de tributos no abate de animais, sem recolher os valores para os cofres da Prefeitura. Carlito afirmava que o então prefeito teria recebido o pagamento de R$ 1 milhão e 200 mil da empresa baiana Campo do Gado, em troca do direito de recolher os resíduos do abatedouro sem pagar mais nada. Jamisson também foi ouvido na ocasião e afirmou ter emprestado sua conta bancária para a feitura de depósitos de até R$ 50 mil.
Caso decida mesmo ser candidato a governador, Valmir vai precisar de um bom marqueteiro para tentar passar a limpo episódios como esse do matadouro de Itabaiana.

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