Quinta, 26 De Maio De 2022
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A transformação da paisagem


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Publicado em 06 de fevereiro de 2021
Por Jornal Do Dia


Zé Fernandes, Edvaldo Nogueira e Fábio Sampaio, inauguram o projeto Caju na Rua.

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Nem uma palavra a mais 
sobre o Largo da Gente 
Sergipana. Bem ou mal, os bonecos de
Tati Moreno são fato consumado, para alegria de nativos e turistas, doa a quem doer. O debate sobre a carência de cores e monumentos embelezando a capital sergipana, entretanto, é sim de muito proveito. Há bons precedentes. Muito antes de o Festival Colora ser viabilizado por recursos da Lei Aldir Blanc (ver nesta página), dezenas de esculturas em formato de caju foram fixadas em pontos estratégicos da cidade, a fim de servir de suporte para os artistas da aldeia.
Caju na Rua – O artista visual Fábio Sampaio sempre soube que, para respirar de fato, as cidades não precisam somente de árvores. Além de sombra e verde, além de ciclovias e civilidade no asfalto, o cidadão carece do reflexo de suas feições no espelho dos dias. Foi pensando nisso, em função de uma fome para a qual o pão não basta, que Sampaio se propôs a jogar tinta no meio da rua.
A iniciativa não poderia ter sido mais oportuna. Ao longo de sua carreira, o artista se acostumou a provocar até os mais distraídos com as intervenções urbanas. O maior instantâneo de sua ousadia, no entanto, é mesmo a paisagem.
Entre todos os frutos do trabalho realizado por Sampaio, o projeto Caju na Rua é o mais simples e pretensioso. Na aparente contradição de uma empreitada de execução pouco elaborada, de comunicação imediata com a população, a grande sacada.
Lugar de poesia é na calçada – A primeira edição do Caju na Rua, realizada ainda em 2010, transformou Aracaju numa verdadeira galeria a céu aberto. Inspirado pelo Cow Parade, o projeto distribuiu 11 esculturas de uma das frutas mais caras à identidade sergipana em pontos estratégicos da capital.
Através da customização das peças, os artistas que fizeram parte nas duas edições do projeto – Zé Fernandes, Madureira, Edidelson, Hortência Barreto, Antônio da Cruz, João Valdênio, Cláudia Nên, Gabi Etinger e Elias Santos, entre tantos outros – deram uma bela mostra da sensibilidade Serigy.
Entusiasta da cultura local, o prefeito Edvaldo Nogueira, então em seu primeiro mandato, afirmou o óbvio: a ação abria espaço para os artistas, embelezava a cidade e levava cultura para a população.
Para a então presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, Lucimara Passos, o projeto foi acolhido pela população de Aracaju, o que motivou a renovação da parceria com os artistas locais. "Esse não é um projeto dedicado aos turistas. Embora eles adorem visitar as esculturas, nossa preocupação é atender uma necessidade da população, que carecia de sua identidade expressa no cotidiano da cidade".
As palavras de Fábio Sampaio, proferidas pouco antes do lançamento do projeto, dimensionam a ambição da empresa. "Aracaju realmente é um cidade carente de obras públicas. Eu espero que essa iniciativa projete uma certa ambição, não apenas na cabeça dos seus moradores, como também em quem administra a cidade. Nós temos, sim, todas as possibilidades de uma cidade mais artística".

Rian Santos

Nem uma palavra a mais  sobre o Largo da Gente  Sergipana. Bem ou mal, os bonecos deTati Moreno são fato consumado, para alegria de nativos e turistas, doa a quem doer. O debate sobre a carência de cores e monumentos embelezando a capital sergipana, entretanto, é sim de muito proveito. Há bons precedentes. Muito antes de o Festival Colora ser viabilizado por recursos da Lei Aldir Blanc (ver nesta página), dezenas de esculturas em formato de caju foram fixadas em pontos estratégicos da cidade, a fim de servir de suporte para os artistas da aldeia.

Caju na Rua – O artista visual Fábio Sampaio sempre soube que, para respirar de fato, as cidades não precisam somente de árvores. Além de sombra e verde, além de ciclovias e civilidade no asfalto, o cidadão carece do reflexo de suas feições no espelho dos dias. Foi pensando nisso, em função de uma fome para a qual o pão não basta, que Sampaio se propôs a jogar tinta no meio da rua.
A iniciativa não poderia ter sido mais oportuna. Ao longo de sua carreira, o artista se acostumou a provocar até os mais distraídos com as intervenções urbanas. O maior instantâneo de sua ousadia, no entanto, é mesmo a paisagem.
Entre todos os frutos do trabalho realizado por Sampaio, o projeto Caju na Rua é o mais simples e pretensioso. Na aparente contradição de uma empreitada de execução pouco elaborada, de comunicação imediata com a população, a grande sacada.

Lugar de poesia é na calçada – A primeira edição do Caju na Rua, realizada ainda em 2010, transformou Aracaju numa verdadeira galeria a céu aberto. Inspirado pelo Cow Parade, o projeto distribuiu 11 esculturas de uma das frutas mais caras à identidade sergipana em pontos estratégicos da capital.
Através da customização das peças, os artistas que fizeram parte nas duas edições do projeto – Zé Fernandes, Madureira, Edidelson, Hortência Barreto, Antônio da Cruz, João Valdênio, Cláudia Nên, Gabi Etinger e Elias Santos, entre tantos outros – deram uma bela mostra da sensibilidade Serigy.
Entusiasta da cultura local, o prefeito Edvaldo Nogueira, então em seu primeiro mandato, afirmou o óbvio: a ação abria espaço para os artistas, embelezava a cidade e levava cultura para a população.
Para a então presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, Lucimara Passos, o projeto foi acolhido pela população de Aracaju, o que motivou a renovação da parceria com os artistas locais. "Esse não é um projeto dedicado aos turistas. Embora eles adorem visitar as esculturas, nossa preocupação é atender uma necessidade da população, que carecia de sua identidade expressa no cotidiano da cidade".
As palavras de Fábio Sampaio, proferidas pouco antes do lançamento do projeto, dimensionam a ambição da empresa. "Aracaju realmente é um cidade carente de obras públicas. Eu espero que essa iniciativa projete uma certa ambição, não apenas na cabeça dos seus moradores, como também em quem administra a cidade. Nós temos, sim, todas as possibilidades de uma cidade mais artística".

 

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