Quinta, 26 De Maio De 2022
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Rosângela é rocha!


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Publicado em 19 de fevereiro de 2021
Por Jornal Do Dia


Uma valente

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Saudades de ver um fil
me no Cine Vitória. 
Preguiçoso, eu não era dos frequentadores mais assíduos. Mesmo assim, sempre fui bem recebido por Rosângela Rocha, a responsável por manter a sala localizada na Rua do Turista de portas abertas. Nunca foi fácil. Para enfrentar as leis sagradas do mercado e fazer frente ao poder de fogo multinacional do Cinemark, Rosângela contava apenas com a própria cara e a coragem. 
Quando a pandemia passar, se a peste finalmente for extirpada de uma vez por todas, algum dia, pretendo voltar ao Cine Vitória com a cara lisa de um filho pródigo. Rosângela já prometeu me receber com uma cerveja gelada. Resta saber se a valente terá forças para enfrentar a burrice dos gestores públicos e o desmantelo provocado pela pandemia em curso.
Verdade seja dita: Frequentar o Cine Vitória exigia alguma disposição dos cinéfilos e eventuais diletantes da sétima arte. Em primeiro lugar, há o estigma que pesa sobre o centro histórico de Aracaju. Nos fins de semana, quando os comerciários usufruem de merecido descanso, as ruas para lá da Avenida Barão de Maruim, até os limites do Bairro Industrial, viram um grande deserto de vitrines cegas, fachadas carcomidas pelo tempo e prédios abandonados, alguns em ruína. Depois, há também a falta de hábito. O gosto médio local foi aplainado pela sensibilidade do Shopping Center. Apesar da ladainha cansada sobre revitalização, a cidade inteira virou as costas para o quadrilátero de Pirro.
Sinais do tempo? Não creio. O Instituto Banese, a Prefeitura de Aracaju, o Governo de Sergipe nunca fizeram muito pelo Cine Vitória. A única sala de cinema alheia aos ditames da indústria audiovisual de portas abertas em Sergipe sobreviveu à custa de muito poucos. A programação fina, escolhida a dedo, era a única razão para qualquer um estar ali.

Rian Santos

Saudades de ver um fil me no Cine Vitória.  Preguiçoso, eu não era dos frequentadores mais assíduos. Mesmo assim, sempre fui bem recebido por Rosângela Rocha, a responsável por manter a sala localizada na Rua do Turista de portas abertas. Nunca foi fácil. Para enfrentar as leis sagradas do mercado e fazer frente ao poder de fogo multinacional do Cinemark, Rosângela contava apenas com a própria cara e a coragem. 
Quando a pandemia passar, se a peste finalmente for extirpada de uma vez por todas, algum dia, pretendo voltar ao Cine Vitória com a cara lisa de um filho pródigo. Rosângela já prometeu me receber com uma cerveja gelada. Resta saber se a valente terá forças para enfrentar a burrice dos gestores públicos e o desmantelo provocado pela pandemia em curso.
Verdade seja dita: Frequentar o Cine Vitória exigia alguma disposição dos cinéfilos e eventuais diletantes da sétima arte. Em primeiro lugar, há o estigma que pesa sobre o centro histórico de Aracaju. Nos fins de semana, quando os comerciários usufruem de merecido descanso, as ruas para lá da Avenida Barão de Maruim, até os limites do Bairro Industrial, viram um grande deserto de vitrines cegas, fachadas carcomidas pelo tempo e prédios abandonados, alguns em ruína. Depois, há também a falta de hábito. O gosto médio local foi aplainado pela sensibilidade do Shopping Center. Apesar da ladainha cansada sobre revitalização, a cidade inteira virou as costas para o quadrilátero de Pirro.
Sinais do tempo? Não creio. O Instituto Banese, a Prefeitura de Aracaju, o Governo de Sergipe nunca fizeram muito pelo Cine Vitória. A única sala de cinema alheia aos ditames da indústria audiovisual de portas abertas em Sergipe sobreviveu à custa de muito poucos. A programação fina, escolhida a dedo, era a única razão para qualquer um estar ali.

 

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