Quarta, 29 De Junho De 2022
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Uma pedra no sapato


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Publicado em 17 de fevereiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Compromisso com a verdadeira Justiça

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Dedico ao amigo Cristian Góes a mesma simpatia merecida por quem, em alguma esquina da vida, tenha se virado em pedra no sapato dos poderosos. Estes podem muito, quase tudo. Ao ceder à tentação do arbítrio, no entanto, logo são retribuídos com escárnio e desprezo, por entre os dentes.
Sim, volto mais uma vez ao escandaloso processo movido pelo desembargador Edson Ulisses de Melo contra o autor de uma simples crônica, condenado por escrever o que bem lhe deu na telha. Desde então, temo por mim mesmo. Mas não perco oportunidade de avivar a memória pouca da aldeia.
Nem Kafka foi tão longe. O desembargador vestiu a carapuça, mas não se deu ao trabalho de explicar como reconheceu as próprias feições no personagem da crônica ‘Eu, coronel de mim’, dedicada a um jagunço das leis e aos conluios que moldam os labirintos do poder, num dado lugar, num dado tempo. Para cobrar a suposta ofensa, valeu-se de muito pouco. O seu único argumento foi a própria toga e a face corada de um menino surpreendido em mal feito.
Cristian Góes bateu de frente com o todo poderoso desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe e teve de arcar com a ousadia. Perdeu dinheiro, noites de sono, talvez. Mas a cada palavra publicada, a cada livro lançado (ver nesta página), acusa desigualdades e reafirma os princípios próprios de um profissional comprometido com a verdadeira Justiça, alheia a cargos e aos interesses particulares dos homens.
Poderia, o doutor Ulisses (a turma do poder judiciário gosta de ser chamada como os coronéis de outro tempo), após empenhar a sua enorme influência em um processo tão absurdo, dizer algo parecido de si mesmo?

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