Terça, 16 De Agosto De 2022
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Primeiro vem a economia, depois a política


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Publicado em 20 de maio de 2021
Por Jornal Do Dia


 

* Rômulo Rodrigues
O momento político brasileiro, seja na maior ou na menor cidade do País, está amarrado no pé do mourão da porteira que dá acesso a dois sítios onde sobrevive um bicho chamado gente.
Em decorrência do nevoeiro que embaça a vista para depois das cercas, o mais sensato é estudar o que já vem ocorrendo desde antes da pandemia, no sitio da economia, e depois tentar compreender o que vai sobrar no sitio da política.
O grande dilema é saber quantificar o que vai restar da massa falida do outrora País que tinha pulado da 13ª para a 6ª economia mundial e já soprava no cangote da 5ª colocada, e hoje voltou para a antiga posição e ao mapa da fome.
Mesmo contra a vontade, a imprensa do ódio mostrava os dados divulgados pela ONU que classificava o povo brasileiro como o mais feliz do planeta, a partir das constatações do grande avanço na economia, que deixou o mundo boquiaberto, por ser o único País a vencer a crise de 2018, com a adoção de políticas econômicas de contenção, domando a fera, priorizando a população e suas necessidades, como preservação do poder de compra e o emprego da classe trabalhadora, e fazendo crescer a economia, os salários e o emprego. Ou seja, colocando o povo no centro do orçamento.
O projeto implantado pelo golpe de 2016 está cobrando um preço muito alto, ao povo, e a história está sendo contada na imprensa internacional, que não foi lida por quem só exerce a profissão de palpiteiro antipetista.
No sitio da política, por mais que a mídia distorça dizendo que existe uma polarização entre Lula e Bolsonaro, o que existe, de verdade, são dois projetos em disputas; inclusão, versus exclusão, onde não cabe nenhuma terceira via, já que; qualquer terceira via será de exclusão do povo do orçamento.
A reconstrução da realidade aponta que o que existe na memória do povão é a lembrança de um País que tinha dado certo, pela primeira vez na história; duelando com os escombros de um País destruído pela reaplicação do neoliberalismo, somado a uma política intencional de governo que vai matar mais de 500 mil pessoas idosas, usuárias do SUS, Indígenas e quilombolas para desviar dinheiro para os Bancos e redes privadas de hospitais e clínicas, e utilizar grandes áreas de terras para a exploração de garimpeiros e madeireiros.
Com o Brasil destruído, a economia em recessão, maior índice de desemprego da história, famintos aos montes em cada cruzamento das médias e grandes cidades, quedas enormes da produção industrial e de serviços e gente morta em todas as famílias e segmentos sociais, os postulantes aos comandos da política, em todos os estados da federação vão ter que se apresentar vestindo as camisas de um dos dois projetos que vão disputar o comandoda reconstrução da economia destruída.
Por exemplo: mesmo com todo o distanciamento do pleito, o Datafolha de quarta feira, 12 de maio, trouxe um resultado significativo em relação ao Instituto XP-Investimento e do Poder Data, por um aspecto importante; o Datafolha fez a pesquisa presencial e os outros por telefone.
Enquanto os outros trazem sempre empate técnico na margem de erro, o Datafolha escancarou que Lula levantou voo e os números não mentem; 41% Lula e 32% Bolsonaro no primeiro turno e 55% lula e 32% Bolsonaro no segundo turno.
Segundo o Instituto, tirando os nomes de Luciano Huck, Sergio Moro, nulos e brancos; Lula tem 48% de intenções de votos no primeiro turno.
Focando a avaliação no que ensina a ciência política, estamos diante de manifestações momentâneas caracterizadas como de votantes, até porque; a verdadeira intenção do eleitor só vai ser manifesta às vésperas e ou, no dia da eleição.
De qualquer sorte, são dados importantes para quem pretenda ir montando um mapa eleitoral ou de intenções de votos para 2022, e as possíveis candidaturas de governador e senador nos estados.
No final de semana passado duas páginas da história se confrontaram, infelizmente, nas mortes de dois personagens importantes; 1) a atriz Eva Vilma que morreu vítima de um câncer no ovário, que foi merecidamente exaltada pelo talento e compromisso com a arte mas, que foi, propositadamente esquecida, pela mídia do ódio, por sua luta contra a ditadura, como atesta uma foto da grande passeata de 1968 com Eva Tudor, Tônia Carrero, Leila Diniz, Odete Lara, Norma Benguel e Cacilda Becker; 2) a morte precoce de Bruno Covas, reverenciado, quase como santo, ou mártir e perdoado por atos nada louváveis como: já bem doente, no dia 1º de fevereiro mandou instalar pedras embaixo de um viaduto, quebradas pelo padre Júlio Lancellotti, para impedir que moradores de rua, ali dormissem; mandou despejar 500 famílias de uma ocupação a pedido do bispo R.R.Soares; mandou despejar 650 famílias no Jardim Julieta durante a pandemia; fechou o serviço de atendimento social na cracolândia; em abril, mandou a GCM, na mesma cracolândia, usar Spray de pimenta, balas de borracha e golpes de cassetete na população de rua do centro da cidade, sem falar que tinha tirado a gratuidade das passagens de ônibus dos velhinhos que precisavam ir e vir para o tratamento de câncer.
Seu último ato, 48 horas antes de partir, foi escrever um manifesto em defesa da unidade do projeto de exclusão e do Estado Mínimo e da antiga aliança PSDB – PFL, para se opor à volta do projeto de inclusão social pelo direito e pela renda. À beira da morte não teve arrependimento sobre as maldades e a temeridade de entregar a prefeitura a um subalterno de Michel Temer.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O momento político brasileiro, seja na maior ou na menor cidade do País, está amarrado no pé do mourão da porteira que dá acesso a dois sítios onde sobrevive um bicho chamado gente.
Em decorrência do nevoeiro que embaça a vista para depois das cercas, o mais sensato é estudar o que já vem ocorrendo desde antes da pandemia, no sitio da economia, e depois tentar compreender o que vai sobrar no sitio da política.
O grande dilema é saber quantificar o que vai restar da massa falida do outrora País que tinha pulado da 13ª para a 6ª economia mundial e já soprava no cangote da 5ª colocada, e hoje voltou para a antiga posição e ao mapa da fome.
Mesmo contra a vontade, a imprensa do ódio mostrava os dados divulgados pela ONU que classificava o povo brasileiro como o mais feliz do planeta, a partir das constatações do grande avanço na economia, que deixou o mundo boquiaberto, por ser o único País a vencer a crise de 2018, com a adoção de políticas econômicas de contenção, domando a fera, priorizando a população e suas necessidades, como preservação do poder de compra e o emprego da classe trabalhadora, e fazendo crescer a economia, os salários e o emprego. Ou seja, colocando o povo no centro do orçamento.
O projeto implantado pelo golpe de 2016 está cobrando um preço muito alto, ao povo, e a história está sendo contada na imprensa internacional, que não foi lida por quem só exerce a profissão de palpiteiro antipetista.
No sitio da política, por mais que a mídia distorça dizendo que existe uma polarização entre Lula e Bolsonaro, o que existe, de verdade, são dois projetos em disputas; inclusão, versus exclusão, onde não cabe nenhuma terceira via, já que; qualquer terceira via será de exclusão do povo do orçamento.
A reconstrução da realidade aponta que o que existe na memória do povão é a lembrança de um País que tinha dado certo, pela primeira vez na história; duelando com os escombros de um País destruído pela reaplicação do neoliberalismo, somado a uma política intencional de governo que vai matar mais de 500 mil pessoas idosas, usuárias do SUS, Indígenas e quilombolas para desviar dinheiro para os Bancos e redes privadas de hospitais e clínicas, e utilizar grandes áreas de terras para a exploração de garimpeiros e madeireiros.
Com o Brasil destruído, a economia em recessão, maior índice de desemprego da história, famintos aos montes em cada cruzamento das médias e grandes cidades, quedas enormes da produção industrial e de serviços e gente morta em todas as famílias e segmentos sociais, os postulantes aos comandos da política, em todos os estados da federação vão ter que se apresentar vestindo as camisas de um dos dois projetos que vão disputar o comandoda reconstrução da economia destruída.
Por exemplo: mesmo com todo o distanciamento do pleito, o Datafolha de quarta feira, 12 de maio, trouxe um resultado significativo em relação ao Instituto XP-Investimento e do Poder Data, por um aspecto importante; o Datafolha fez a pesquisa presencial e os outros por telefone.
Enquanto os outros trazem sempre empate técnico na margem de erro, o Datafolha escancarou que Lula levantou voo e os números não mentem; 41% Lula e 32% Bolsonaro no primeiro turno e 55% lula e 32% Bolsonaro no segundo turno.
Segundo o Instituto, tirando os nomes de Luciano Huck, Sergio Moro, nulos e brancos; Lula tem 48% de intenções de votos no primeiro turno.
Focando a avaliação no que ensina a ciência política, estamos diante de manifestações momentâneas caracterizadas como de votantes, até porque; a verdadeira intenção do eleitor só vai ser manifesta às vésperas e ou, no dia da eleição.
De qualquer sorte, são dados importantes para quem pretenda ir montando um mapa eleitoral ou de intenções de votos para 2022, e as possíveis candidaturas de governador e senador nos estados.
No final de semana passado duas páginas da história se confrontaram, infelizmente, nas mortes de dois personagens importantes; 1) a atriz Eva Vilma que morreu vítima de um câncer no ovário, que foi merecidamente exaltada pelo talento e compromisso com a arte mas, que foi, propositadamente esquecida, pela mídia do ódio, por sua luta contra a ditadura, como atesta uma foto da grande passeata de 1968 com Eva Tudor, Tônia Carrero, Leila Diniz, Odete Lara, Norma Benguel e Cacilda Becker; 2) a morte precoce de Bruno Covas, reverenciado, quase como santo, ou mártir e perdoado por atos nada louváveis como: já bem doente, no dia 1º de fevereiro mandou instalar pedras embaixo de um viaduto, quebradas pelo padre Júlio Lancellotti, para impedir que moradores de rua, ali dormissem; mandou despejar 500 famílias de uma ocupação a pedido do bispo R.R.Soares; mandou despejar 650 famílias no Jardim Julieta durante a pandemia; fechou o serviço de atendimento social na cracolândia; em abril, mandou a GCM, na mesma cracolândia, usar Spray de pimenta, balas de borracha e golpes de cassetete na população de rua do centro da cidade, sem falar que tinha tirado a gratuidade das passagens de ônibus dos velhinhos que precisavam ir e vir para o tratamento de câncer.
Seu último ato, 48 horas antes de partir, foi escrever um manifesto em defesa da unidade do projeto de exclusão e do Estado Mínimo e da antiga aliança PSDB – PFL, para se opor à volta do projeto de inclusão social pelo direito e pela renda. À beira da morte não teve arrependimento sobre as maldades e a temeridade de entregar a prefeitura a um subalterno de Michel Temer.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 

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