Terça, 16 De Agosto De 2022
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UM PERIGO A SER LEVADO A SÉRIO


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Publicado em 14 de maio de 2021
Por Jornal Do Dia


 

* Rômulo Rodrigues
A calma aparente que os perturbadores do jogo democrático tentam impor ao País, representa, na verdade, uma grande ameaça.
A Comissão Parlamentar de Inquérito em andamento acelerado no senado, domina o cenário político e não deixa dúvidas do tamanho da letalidade do grupo criminoso que está encastelado no centro do poder, com disposição de permanecer a qualquer custo, como se fosse uma propriedade privada.
Como resultado nefasto desse apego, o CoronaVírus aproveita a baderna governamental e faz a festa de matar, matar e matar sem distinção, embora mate muito mais os anônimos.
Enquanto isso a grande mídia cumpre o seu papel de dizer tudo e, na verdade, continuar não dizendo nada.
E nesse jogo de esconde x esconde a verdade por trás dos fatos, mostra fatos semelhantes de preparação de golpe de estado e finge que é brincadeirinha e que o povo está muito feliz com uma semana de massificação do império da final do BBB e a expectativa da nova dosagem de alienação pelo "No limite".
Com certeza os números finais de acesso e votação chegarão a dezenas de milhões, a pandemia continuará comendo CPF’s e os generais dizendo bravatas e ameaçando as garantias democráticas e o Estado Democrático de Direito, para garantirem medalhas no peito, que é o que lhes ensinam nas academias e usam em tudo que é unidade militar.
Esse é o preço que o País paga pelo ensinamento, desde cedo, como prioridade na formação de crianças, jovens e adolescentes, que devem admirar a quem usa farda, toga e paletó e gravata, sempre em total obediência ao que vem dos Estados Unidos da América.
A imprensa obediente e domesticada bate palmas e vai mantendo a subordinação do povo através dos realitys, dos dingdongs, dos impérios e das desvirtuações dos fatos como na preparação do golpe de 2016, quando o ensaio foi feito com uma preparação de ocupação de favela no Rio de janeiro que resultou na violência de 80 tiros disparados contra um veículo onde estava uma família de negros que voltava de um aniversário, causando a morte de um músico, pai de família, que em que pese ter descido do carro com as mãos para cima, foi fuzilado inapelavelmente e o general comandante da operação anda solto e fagueiro dizendo bravatas contra a democracia.
Como respostas mais contundentes em defesa da vida, vieram o samba enredo da Tuiuti e uma faixa na entrada do morro anunciando que quando o morro descer não vai ter carnaval.
De lá para cá já aconteceram carnavais, exceto em 2021, e os golpistas continuam desfilando nas avenidas, gabinetes e quartéis.
Aquele mesmo general que comandou a ocupação da favela como preparação do golpe, agora ocupa um posto bem maior e sacramente o apoio incondicional à aplicação da pena de morte na favela do Jacarezinho, como quem diz; fizemos e se precisar, faremos de novo.
A mídia é cúmplice porque silencia e silencia porque apoia o projeto de estado mínimo que ao ver o Titanic neoliberal afundando, seleciona quem vai morrer, seja em massacre, seja por pandemia.
A conivência criminosa da mídia vem desde quando, por disseminação do ódio, transformou uma readequação orçamentária, legal e legítima, no governo da presidenta Dilma, em crime hediondo e chamou o gado às ruas, depôs a presidenta, pavimentou as estradas do golpe e hoje, silencia ante um escândalo de R$ 3 bilhões para tentar barrar uma CPI que, ao destampar o esgoto, tenha motivado a chacina que matou 27 seres humanos, mesmo que a maioria tivesse contas a prestar à justiça.
Afinal, para abafar a compra de 115 tratores por valores até 259% acima do preço de referência no mercado e minimizar a discrepância em utilizar uma força militar de 250 componentes, para matar 27 pessoas e apreender 10 fuzis, contra pedir licença para entrar num condomínio de luxo e apreender 117 fuzis, sem disparar um único tiro, sem prender um único morador miliciano, no que pode ser qualificado como crime de lesa qualquer coisa; coisa que não ofende os brios dos dignos membro do clube militar, que não ligam nem para orçamento paralelo.
O perigo que ainda ronda o País começou logo após a vitória da presidenta Dilma no segundo turno de 2014, com esse discurso de Aécio Neves no senado: "Vamos obstruir todos os trabalhos legislativos, até o País quebrar e a presidenta Dilma ficar incapacitada de governar, sem apoio parlamentar, aí reergueremos o País que nós queremos, independente dos acontecimentos que envolvam o ex-presidente Lula e as ações do judiciários. Sem o poder legislativo nenhum governo se sustenta".
Como voz isolada, o procurador federal Eduardo Varandas Araruna acertou na mosca: "Não se pode negar algo; Bolsonaro descortinou a verdadeira cara do Brasil. Não somos pacíficos e nem republicanos. Somos desinformados, racistas, machistas, elitistas, higienistas, segregacionistas, homofóbicos e com discernimento crítico quase nulo.
A opção não ocorre entre as ideologias de esquerda e direita, políticas públicas ou planos de governo. A escolha é pelo ódio, pela revolta e pela violência. É triste, é verdadeiro, é o caos…"
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

A calma aparente que os perturbadores do jogo democrático tentam impor ao País, representa, na verdade, uma grande ameaça.
A Comissão Parlamentar de Inquérito em andamento acelerado no senado, domina o cenário político e não deixa dúvidas do tamanho da letalidade do grupo criminoso que está encastelado no centro do poder, com disposição de permanecer a qualquer custo, como se fosse uma propriedade privada.
Como resultado nefasto desse apego, o CoronaVírus aproveita a baderna governamental e faz a festa de matar, matar e matar sem distinção, embora mate muito mais os anônimos.
Enquanto isso a grande mídia cumpre o seu papel de dizer tudo e, na verdade, continuar não dizendo nada.
E nesse jogo de esconde x esconde a verdade por trás dos fatos, mostra fatos semelhantes de preparação de golpe de estado e finge que é brincadeirinha e que o povo está muito feliz com uma semana de massificação do império da final do BBB e a expectativa da nova dosagem de alienação pelo "No limite".
Com certeza os números finais de acesso e votação chegarão a dezenas de milhões, a pandemia continuará comendo CPF’s e os generais dizendo bravatas e ameaçando as garantias democráticas e o Estado Democrático de Direito, para garantirem medalhas no peito, que é o que lhes ensinam nas academias e usam em tudo que é unidade militar.
Esse é o preço que o País paga pelo ensinamento, desde cedo, como prioridade na formação de crianças, jovens e adolescentes, que devem admirar a quem usa farda, toga e paletó e gravata, sempre em total obediência ao que vem dos Estados Unidos da América.
A imprensa obediente e domesticada bate palmas e vai mantendo a subordinação do povo através dos realitys, dos dingdongs, dos impérios e das desvirtuações dos fatos como na preparação do golpe de 2016, quando o ensaio foi feito com uma preparação de ocupação de favela no Rio de janeiro que resultou na violência de 80 tiros disparados contra um veículo onde estava uma família de negros que voltava de um aniversário, causando a morte de um músico, pai de família, que em que pese ter descido do carro com as mãos para cima, foi fuzilado inapelavelmente e o general comandante da operação anda solto e fagueiro dizendo bravatas contra a democracia.
Como respostas mais contundentes em defesa da vida, vieram o samba enredo da Tuiuti e uma faixa na entrada do morro anunciando que quando o morro descer não vai ter carnaval.
De lá para cá já aconteceram carnavais, exceto em 2021, e os golpistas continuam desfilando nas avenidas, gabinetes e quartéis.
Aquele mesmo general que comandou a ocupação da favela como preparação do golpe, agora ocupa um posto bem maior e sacramente o apoio incondicional à aplicação da pena de morte na favela do Jacarezinho, como quem diz; fizemos e se precisar, faremos de novo.
A mídia é cúmplice porque silencia e silencia porque apoia o projeto de estado mínimo que ao ver o Titanic neoliberal afundando, seleciona quem vai morrer, seja em massacre, seja por pandemia.
A conivência criminosa da mídia vem desde quando, por disseminação do ódio, transformou uma readequação orçamentária, legal e legítima, no governo da presidenta Dilma, em crime hediondo e chamou o gado às ruas, depôs a presidenta, pavimentou as estradas do golpe e hoje, silencia ante um escândalo de R$ 3 bilhões para tentar barrar uma CPI que, ao destampar o esgoto, tenha motivado a chacina que matou 27 seres humanos, mesmo que a maioria tivesse contas a prestar à justiça.
Afinal, para abafar a compra de 115 tratores por valores até 259% acima do preço de referência no mercado e minimizar a discrepância em utilizar uma força militar de 250 componentes, para matar 27 pessoas e apreender 10 fuzis, contra pedir licença para entrar num condomínio de luxo e apreender 117 fuzis, sem disparar um único tiro, sem prender um único morador miliciano, no que pode ser qualificado como crime de lesa qualquer coisa; coisa que não ofende os brios dos dignos membro do clube militar, que não ligam nem para orçamento paralelo.
O perigo que ainda ronda o País começou logo após a vitória da presidenta Dilma no segundo turno de 2014, com esse discurso de Aécio Neves no senado: "Vamos obstruir todos os trabalhos legislativos, até o País quebrar e a presidenta Dilma ficar incapacitada de governar, sem apoio parlamentar, aí reergueremos o País que nós queremos, independente dos acontecimentos que envolvam o ex-presidente Lula e as ações do judiciários. Sem o poder legislativo nenhum governo se sustenta".
Como voz isolada, o procurador federal Eduardo Varandas Araruna acertou na mosca: "Não se pode negar algo; Bolsonaro descortinou a verdadeira cara do Brasil. Não somos pacíficos e nem republicanos. Somos desinformados, racistas, machistas, elitistas, higienistas, segregacionistas, homofóbicos e com discernimento crítico quase nulo.
A opção não ocorre entre as ideologias de esquerda e direita, políticas públicas ou planos de governo. A escolha é pelo ódio, pela revolta e pela violência. É triste, é verdadeiro, é o caos…"

* Rômulo Rodrigues é militante político

 

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