Sexta, 21 De Janeiro De 2022
**PUBLICIDADE


UMA ANTIGA PERSPECTIVA EM PAUTA


Avatar

Publicado em 16 de setembro de 2021
Por Jornal Do Dia


 

* Rômulo Rodrigues
Há um provérbio chinês que diz: Nas vitórias e nas derrotas só tiram lições os sábios e, por isso são sábios. Nas vitórias e nas derrotas só não tiram lições os burros e, por isso são burros.
No episódio da ofensiva do golpismo bolsonarista no dia 7 de setembro os sábios vão tirar uma grande lição, para serem sábios; os burros vão continuar na cegueira histórica; continuarem burros.
E o momento da grande lição está claro, puro e evidente: Está na hora de enfrentar e derrotar o latifúndio.
Depois da independência, o Brasil só começou a se comportar como nação, após a proclamação da República, mesmo que esta tenha sido precedida pela abolição da escravatura, que atendia aos interesses dos coronéis agrários para diminuir os custos dos grandes contingentes de pessoas escravizadas que foram substituídas por colonos importados, atraídos por propagandas enganosas.
Os barões da agricultura provaram que não aprenderam lição alguma e continuaram sendo burros até o grande golpe da derrocada da bolsa de valores de Nova York em 1929 e com o fim da política do café com leite de 1930.
A falta de capacidade de tirarem lições da passagem do feudalismo para o capitalismo ficou bem latente no logro das manifestações de 7 de setembro, quando os herdeiros daquele arcaico coronelismo, fantasiados de agronegócio, investiram muito dinheiro para aparentarem apoio a um presidente, também pré-capitalista, mas, na verdade, estava subentendido nas mentes de todos eles, pressionar o ministro Edson Fachin a dar seu voto contra o marco temporal para que eles, latifundiários, donos de garimpos ilegais e madeireiras tenham o direito de invadir reservas indígenas, desmatar sem controle as florestas, para expandirem sua plantações e commodities, criarem seus rebanhos e destruírem o meio ambiente, à granel, nas suas criminosas escavações em busca de pedras preciosas para exercerem o criminoso comércio de pedras de contrabando.
Por trás das cortinas operam outros atores mais inteligentes que os barões agrários que, após o ensaio do dia da independência, mostram suas caras, sendo o primeiro deles, o partido midiático, cuja executiva é formada pelos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo que abriram a pauta da segunda feira, 13 de setembro, acusando o PT de esvaziar as manifestações do dia anterior.
A partir da chamada revolução de 30, quando Getúlio Vargas foi forçado a implantar uma política industrial, os barões agrários foram ficando cada vez mais retrógrados e violentos e construíram milícias rurais para tocar o terror e expulsarem pequenos e médios agricultores de suas propriedades rurais, forçando um êxodo rural que culminou com o inchaço de grandes capitais.
Se eles e seus paus mandados coronéis e generais não tivessem impedido o presidente João Goulart de fazer a reforma agrária e avançar no desenvolvimento agrário, industrial, urbano e social que, com a soberania dos recursos e das belezas naturais, o Brasil seria uma das potências mundiais.
Depois do terror de uma ditadura militar que durou 21 anos o ódio dessa gente reapareceu com uma organização criminosa chamada União Democrática Ruralista – UDR, para combater o MST e assassinar lideranças do campo, com toda impunidade possível.
Apesar deles, nos governos do PT o Brasil alcançou índices de desenvolvimento que o levou à sexta economia mundial e eles ganharam muita força no agronegócio para produzir suas commodities e ficaram cada vez mais ricos e violentos.
Como gente oriunda do pré-capitalismo, quanto mais ganham dinheiro, mais combatem qualquer melhoria na qualidade da vida do povo.
Para impor seu pensamento ideológico de supremacia branca, contam com fortes aliados no colunismo do partido midiático como, por exemplo, a jornalista reacionária Eliane Catanhede, que cunhou a expressão "massa cheirosa" para identificar os manifestantes que foram às ruas contra o PT, Lula e Dilma.
Hoje, ela aparenta arrependimento por ter ajudado a parir Bolsonaro e se torna porta voz do MBL para dizer que o fracasso das mobilizações do dia 12 contra Lula, mascaradas de protestos contra Bolsonaro, foram um fiasco porque o PT boicotou.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Há um provérbio chinês que diz: Nas vitórias e nas derrotas só tiram lições os sábios e, por isso são sábios. Nas vitórias e nas derrotas só não tiram lições os burros e, por isso são burros.
No episódio da ofensiva do golpismo bolsonarista no dia 7 de setembro os sábios vão tirar uma grande lição, para serem sábios; os burros vão continuar na cegueira histórica; continuarem burros.
E o momento da grande lição está claro, puro e evidente: Está na hora de enfrentar e derrotar o latifúndio.
Depois da independência, o Brasil só começou a se comportar como nação, após a proclamação da República, mesmo que esta tenha sido precedida pela abolição da escravatura, que atendia aos interesses dos coronéis agrários para diminuir os custos dos grandes contingentes de pessoas escravizadas que foram substituídas por colonos importados, atraídos por propagandas enganosas.
Os barões da agricultura provaram que não aprenderam lição alguma e continuaram sendo burros até o grande golpe da derrocada da bolsa de valores de Nova York em 1929 e com o fim da política do café com leite de 1930.
A falta de capacidade de tirarem lições da passagem do feudalismo para o capitalismo ficou bem latente no logro das manifestações de 7 de setembro, quando os herdeiros daquele arcaico coronelismo, fantasiados de agronegócio, investiram muito dinheiro para aparentarem apoio a um presidente, também pré-capitalista, mas, na verdade, estava subentendido nas mentes de todos eles, pressionar o ministro Edson Fachin a dar seu voto contra o marco temporal para que eles, latifundiários, donos de garimpos ilegais e madeireiras tenham o direito de invadir reservas indígenas, desmatar sem controle as florestas, para expandirem sua plantações e commodities, criarem seus rebanhos e destruírem o meio ambiente, à granel, nas suas criminosas escavações em busca de pedras preciosas para exercerem o criminoso comércio de pedras de contrabando.
Por trás das cortinas operam outros atores mais inteligentes que os barões agrários que, após o ensaio do dia da independência, mostram suas caras, sendo o primeiro deles, o partido midiático, cuja executiva é formada pelos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo que abriram a pauta da segunda feira, 13 de setembro, acusando o PT de esvaziar as manifestações do dia anterior.
A partir da chamada revolução de 30, quando Getúlio Vargas foi forçado a implantar uma política industrial, os barões agrários foram ficando cada vez mais retrógrados e violentos e construíram milícias rurais para tocar o terror e expulsarem pequenos e médios agricultores de suas propriedades rurais, forçando um êxodo rural que culminou com o inchaço de grandes capitais.
Se eles e seus paus mandados coronéis e generais não tivessem impedido o presidente João Goulart de fazer a reforma agrária e avançar no desenvolvimento agrário, industrial, urbano e social que, com a soberania dos recursos e das belezas naturais, o Brasil seria uma das potências mundiais.
Depois do terror de uma ditadura militar que durou 21 anos o ódio dessa gente reapareceu com uma organização criminosa chamada União Democrática Ruralista – UDR, para combater o MST e assassinar lideranças do campo, com toda impunidade possível.
Apesar deles, nos governos do PT o Brasil alcançou índices de desenvolvimento que o levou à sexta economia mundial e eles ganharam muita força no agronegócio para produzir suas commodities e ficaram cada vez mais ricos e violentos.
Como gente oriunda do pré-capitalismo, quanto mais ganham dinheiro, mais combatem qualquer melhoria na qualidade da vida do povo.
Para impor seu pensamento ideológico de supremacia branca, contam com fortes aliados no colunismo do partido midiático como, por exemplo, a jornalista reacionária Eliane Catanhede, que cunhou a expressão "massa cheirosa" para identificar os manifestantes que foram às ruas contra o PT, Lula e Dilma.
Hoje, ela aparenta arrependimento por ter ajudado a parir Bolsonaro e se torna porta voz do MBL para dizer que o fracasso das mobilizações do dia 12 contra Lula, mascaradas de protestos contra Bolsonaro, foram um fiasco porque o PT boicotou.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 

**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE