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Economia Digital


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Publicado em 04 de dezembro de 2021
Por Jornal Do Dia


Por Saumínio Nascimento

Segundo pesquisas da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), a economia digital baseada em dados está crescendo e isto está apresentado no Relatório de Economia Digital 2021 da entidade. Nele destaca-se que estimativas recentes mostram que o tráfego global de protocolo de Internet (IP), um proxy para fluxos de dados, mais do que triplicará entre 2017 e 2022.
Ficou evidenciado que a pandemia do COVID-19 aumentou significativamente o tráfego da Internet, pois muitas atividades passaram a ser on-line. A largura de banda da Internet global aumentou 35% em 2020, em comparação com 26% no ano anterior, de acordo com o relatório.
Segundo a UNCTAD, uma parte crescente dos fluxos de dados está relacionada às redes móveis. Com o crescente número de dispositivos móveis e dispositivos conectados à Internet, o tráfego de dados de banda larga móvel deve representar quase um terço do volume total de dados em 2026, indica o relatório.
O desafio é corrigir as desigualdades existentes entre os países sobre a questão da economia digital. A situação atual é a de que os países em desenvolvimento situam-se em posições subordinadas. Referidos países correm o risco de se tornarem meros provedores de dados brutos para plataformas digitais globais, ao mesmo tempo em que têm que pagar pela inteligência digital derivada de seus dados, alerta o relatório.
Apenas 20% das pessoas nos países menos desenvolvidos usam a Internet e, quando o fazem, normalmente o fazem em velocidades de download relativamente baixas e a um preço relativamente alto, de acordo com o relatório.
Além disso, a velocidade média da banda larga móvel é aproximadamente três vezes maior nos países desenvolvidos do que nos países menos desenvolvidos. E embora até oito em cada dez usuários da Internet comprem online em vários países desenvolvidos, apenas menos de um em cada dez o faz em muitos países menos desenvolvidos.
No relatório verifica-se que o uso de largura de banda internacional está geograficamente concentrado ao longo de duas rotas principais: América do Norte – Europa e América do Norte – China.
As maiores plataformas digitais – Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet (Google), Facebook, Tencent e Alibaba – estão investindo cada vez mais em todas as partes da cadeia de valor de dados global, afirma o relatório.
Eles estão investindo na coleta de dados por meio de serviços de plataforma orientados ao usuário; transmissões de dados por meio de cabos submarinos e satélites; armazenamento de dados (data centers); e análise, processamento e uso de dados, por exemplo, usando inteligência artificial.
A pandemia acelerou a digitalização e por conta disso, tamanhos de plataforma, ganhos, valores de mercado e posições dominantes fortaleceram-se ainda mais.
Graças ao acesso privilegiado aos dados, aos efeitos da rede e às economias de escala e escopo, essas plataformas tornaram-se corporações digitais globais com alcance planetário; enorme poder financeiro, de mercado e tecnológico; e controle de grandes quantidades de dados sobre seus usuários.
De acordo com o relatório, a Amazon investiu cerca de US$ 10 bilhões em banda larga via satélite. Além disso, Amazon, Apple, Facebook, Google e Microsoft foram os principais compradores de startups de inteligência artificial entre 2016 e 2020.
Quatro plataformas principais (Alibaba, Amazon, Google e Microsoft) responderam por 67% da receita global de serviços de infraestrutura em nuvem no último trimestre de 2020. Já em 2022, a parcela dos gastos globais com publicidade digital das cinco principais plataformas digitais – Alibaba, Amazon, Facebook, Google e Tencent – deverá ultrapassar 73%, ante 50% em 2015.
No relatório é possível verificar que à medida que os fluxos de dados transfronteiriços se tornam cada vez mais importantes na economia digital, é necessário modernizar a regulação e em âmbito internacional.
De acordo com o relatório, os países menos desenvolvidos também sofrem a perda de seus melhores talentos vis-à-vis os países desenvolvidos e são menos representados no estabelecimento da discussão da política global, contribuindo ainda mais para o aumento da desigualdade global.
Embora todos os países precisem alocar mais recursos domésticos para desenvolver suas capacidades de criar e capturar o valor dos dados em nível nacional, diz o relatório, muitos países em desenvolvimento podem precisar de apoio internacional devido aos seus recursos financeiros, técnicos e de marketing limitados.
O aumento acelerado no comércio eletrônico em meio às restrições de movimento induzidas pelo COVID-19 aumentou a participação das vendas no varejo online no total das vendas no varejo de 16% para 19% em 2020.
De acordo com o relatório, as vendas no varejo online cresceram acentuadamente em vários países, com a República da Coreia reportando a maior participação, 25,9% em 2020, ante 20,8% no ano anterior. Enquanto isso, as vendas globais de comércio eletrônico saltaram para US$ 26,7 trilhões em 2019, um aumento de 4% em relação a 2018, de acordo com as últimas estimativas disponíveis. Isso inclui vendas business-to-business (B2B) e business-to-consumer (B2C), e é equivalente a 30% do produto interno bruto (PIB) global naquele ano.
A economia digital cresce em importância, pois a pandemia do COVID-19 mudou para sempre o comportamento das compras online, trazendo muitos consumidores para o uso do comércio eletrônico e as soluções digitais. O Brasil é um dos países do mundo que aceleram na transformação da economia digital.
É importante que a população perceba que este caminho não retrocederá e viveremos modelos híbridos na relação de consumo, com um processo digital cada vez mais presente em nossas vidas

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