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Expectativa de vida e expectativa de vida saudável


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Publicado em 14 de maio de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Dados estatísticos da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que a população global continua a viver mais e a viver mais anos com boa saúde. Segundo a instituição, entre 2000 e 2019, a expectativa de vida global ao nascer aumentou de 66,8 anos em 2000 para 73,3 anos em 2019, e a expectativa de vida saudável aumentou de 58,3 anos para 63,7 anos. Apesar de compartilhar tendências crescentes semelhantes, a expectativa de vida global ao nascer e a expectativa de vida saudável entre as mulheres foram consistentemente maiores do que os homens.
Segundo a OMS a expectativa de vida global e a expectativa de vida saudável também aumenta com os níveis de renda nacional, no entanto, as melhorias mais rápidas foram observadas em países de baixa renda, ganhando mais de 11 anos em expectativa de vida global e quase 10 anos em expectativa de vida saudável em 2000-2019, refletindo predominantemente o notável progresso feito na redução mortalidade entre crianças menores de 5 anos nos últimos 20 anos.
Os esforços globais sustentados, especialmente por parte de Governos e com a entrada mais sistemática da atuação do setor privado no segmento de saúde, contribuem para que ocorram progressos significativos nos quesitos de saúde, particularmente na redução do número de mortes causadas por condições transmissíveis, maternas, perinatais e nutricionais (doenças transmissíveis a seguir). A OMS também aponta como fundamental, o progresso na prevenção e tratamento dessas doenças (especialmente aquelas que tendem a matar crianças com menos de 5 anos de idade) fez com que diminuísse significativamente em relação às doenças e lesões não transmissíveis.
Um fator que devemos observar e analisar e que os dados recentes são positivos referem-se aos anos de vida ajustados por incapacidade e os anos vividos com incapacidade que estão diminuindo. Assim, nota-se que, não apenas a extensão da vida, mas a extensão da vida saudável tem sido um sucesso global que vale a pena comemorar e sustentar.
Contribuíram para isso, os grandes avanços na redução de algumas das principais doenças infecciosas do mundo. Para a OMS, o HIV/AIDS e a tuberculose saíram das 10 principais causas globais de morte em 2019. Em nível global, isso significa que sete das 10 principais causas de morte em 2019 foram doenças não transmissíveis. Este é um aumento de quatro das 10 principais causas em 2000.
A instituição internacional alerta que a tuberculose continua sendo a principal causa de morte no mundo por um único agente infeccioso. Globalmente, conforme a OMS, estima-se que 10 milhões (variação de 8,9 a 11 milhões) de pessoas adoeceram com tuberculose em 2019, um número que vem diminuindo muito lentamente nos últimos anos, mas não rápido o suficiente para atingir o marco de 2020 de uma redução de 20% entre 2015 e 2020.
Tem-se também, conforme a entidade, que as novas infecções por HIV foram reduzidas em 40% desde o pico em 1998. Em 2019, cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas pelo HIV, mais de um milhão a menos do que em 1998. No entanto, isso está longe do marco global de 2020 de menos de 500 000 novas infecções.
A OMS aponta que a taxa de mortalidade por malária foi reduzida para mais da metade: de 25 mortes por 100.000 habitantes em risco em 2000 para apenas 10 por 100.000 habitantes em risco em 2019. O número total de mortes por malária em todo o mundo caiu de 736.000 em 2000 para 409.000 em 2019.
Estes fatores revelam um progresso notável. Porém, essas doenças ainda representam uma grande ameaça. A OMS revela que a Região Africana continua a ficar muito atrás da média global em todas as três, apesar dos progressos nas últimas duas décadas. O progresso na luta contra a malária estagnou na maioria das regiões desde 2014. E as taxas de mortalidade por HIV aumentaram na Europa e nas regiões do Mediterrâneo Oriental em comparação com 2000.
Uma revelação importante da OMS foi a de que ocorreu uma diminuição constante na mortalidade por suicídio, homicídio, envenenamento não intencional e mortes no trânsito desde 2000, mas isso afeta homens e mulheres de maneira diferente. De acordo com entidade internacional, globalmente, 63% das mortes por envenenamento não intencional e 69% das mortes por suicídio ocorreram entre meninos e homens. Essa desigualdade é ainda maior para mortes e homicídios no trânsito: 75% e 80% das mortes no mundo em 2019 foram de meninos e homens. No geral, os homens correm maior risco de morrer devido a lesões. Em 2019, os homens representaram 66% das mortes por lesões não intencionais (vs 34% das mulheres) e 73% das mortes por lesões intencionais (vs 27% das mulheres).
Que o aumento constante e acelerado da formação de novos profissionais de saúde e o avanço das novas tecnologias que estão sendo utilizadas no segmento, possibilitem a ampliação da nossa expectativa de vida, sendo a mesma a mais saudável possível, para que tenhamos um mundo melhor e possamos deixar para as próximas gerações um legado de prosperidade!

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