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Indicadores Econômico-Financeiros


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Publicado em 15 de abril de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Abordarei neste ensaio alguns indicadores econômicos da economia brasileira a partir de informações disponíveis no Banco Central do Brasil. Registro preliminarmente que ao divulgar o mais recente relatório sobre Gestão das Reservas Internacionais, o Banco Central apontou sobre a nossa conjuntura econômica, que o ano de 2021 foi afetado pela continuação da pandemia da Covid-19 e suas ramificações para a economia.

Inflação – está em 11,30% considerando-se os últimos 12 meses (até a base de mar/2021), a meta definida era de uma inflação de 3,5% com bandas de 1,5 pontos percentuais para maior ou menor. Cabe registrar que a meta foi definida através da Resolução n. 4.724, de 27 de junho de 2019 do Banco Central do Brasil. Registre-se que o Boletim Focus do Banco Central tem uma previsão de inflação de 6,86% para o ano de 2022, algo bastante desafiador para o cenário vigente.
Conforme informado pelo Banco Central do Brasil, no início da década de 1990, a inflação mensal atingiu valores superiores a 80%. Na prática, isso significava que o poder de compra dos salários se reduzia quase à metade após 30 dias. Isso mesmo: o dinheiro necessário para a compra de 2kg de carne, após 30 dias, só permitia a compra de pouco mais de 1kg. O resultado dessa desvalorização acelerada da moeda era visto nos supermercados no começo de cada mês: famílias com carrinhos lotados e longas filas.
O Banco Central aponta que “comprar e estocar alimentos e itens de necessidade básica” era a estratégia utilizada para tentar driblar a elevação constante de preços. Os comerciantes também tiveram que se adaptar, organizando a logística de recebimento e de distribuição de produtos para atender à demanda intensa nos primeiros dias do mês – e corredores praticamente vazios nas semanas seguintes”.
Graças ao Plano Real tivemos um processo de estabilização econômica com a entrada em circulação do real em 1º de julho de 1994, nossa moeda até o momento, que mudou o cenário de uma inflação. Daí a preocupação constante do Banco Central em acompanhar e realizar ações que segurem a inflação. Destacando-se que ao longo deste período, tem prevalecido o compromisso do Banco Central de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda brasileira.

Taxa Selic – está em 11,75%, vale destacar que a taxa em abril de 2021 era 2,75%, portanto a evolução da Taxa Selic foi constante e forte no decorrer do último ano. E a perspectiva da Taxa Selic é chegar em 13,0% neste ano de 2022.
De acordo com os conceitos do Banco Central, a Selic é a taxa básica de juros da economia. É o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ela influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras.
A conceituação do Banco Central é a de que a taxa Selic refere-se à taxa de juros apurada nas operações de empréstimos de um dia entre as instituições financeiras que utilizam títulos públicos federais como garantia. O BC opera no mercado de títulos públicos para que a taxa Selic efetiva esteja em linha com a meta da Selic definida na reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom).

Câmbio – abordarei a questão cambial na base das duas principais moedas internacionais, quando escrevi este artigo a cotação do dólar estava em R$4,70 e a do euro em R$5,12. A perspectiva do mercado é que o dólar chegue ao fim do ano em R$5,25. Destaco que conforme a norma do Banco Central que trata do mercado de câmbio, a Resolução n. 3.568, em seu Art. 1º, dispõe que o mercado de câmbio brasileiro compreende as operações de compra e de venda de moeda estrangeira e as operações com ouro-instrumento cambial, realizadas com instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil a operar no mercado de câmbio, bem como as operações em moeda nacional entre residentes, domiciliados ou com sede no País e residentes, domiciliados ou com sede no exterior.

PIB – A perspectiva de mercado para o PIB em 2022, com base no Boletim Focus do Banco Central é de 0,50%, em 2023 (1,30%) e em 2024 (2,0%), projetando um crescimento bem lento e uma recuperação tênue da economia brasileira. Destaco que existe o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) que reflete as atividades da indústria, dos serviços e da agropecuária. Ele é divulgado mensalmente, tem metodologia diferente da do PIB, portanto não é exatamente uma prévia deste índice, mas ajuda a ter uma tendência de como será o PIB. Registre-se que o índice de janeiro de 2022 do (IBC-BR) foi de -0,99 e no trimestre ficou em 0,19, apontando que a jornada de recuperação econômica de 2022 será bastante desafiadora.
Conceitualmente, conforme definido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas. O PIB do Brasil na base de 2021 é de R$ 8,7 trilhões. Importante apontar que conforme definido pelo IBGE, o PIB não é o total da riqueza existente em um país. Para o Instituto, esse é um equívoco muito comum, pois dá a sensação de que o PIB seria um estoque de valor que existe na economia, como uma espécie de tesouro nacional. Na visão do IBGE, o PIB é um indicador de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período. Se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo.
Outros indicadores econômicos são importantes para entender a nossa atual dinâmica e as perspectivas de 2022, a exemplo da nossa Conta Corrente que está com previsão de US$ – 20 bilhões; a Balança Comercial com previsão de US$ 65 bilhões; o Investimento Direto no Brasil com previsão de US$ 59 bilhões; a Dívida Líquida do Setor Público que tende a fechar 2022 em 60,30% do PIB; um Resultado Primário de -0,50% do PIB e um Resultado Nominal de -7,50% do PIB. Conhecer os indicadores econômicos do Brasil é importante para o planejamento do setor público e privado.

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