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O combate aos problemas climáticos


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Publicado em 11 de junho de 2022
Por Jornal Do Dia Se


No dia 18 de maio foi lançado um relatório denominado de Estado do Clima, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que conforme opinião do secretário geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, mostra a “triste repetição do fracasso humano em combater os problemas climáticos”.
O secretário geral da ONU destaca os recordes alarmantes atingidos em 2021 em várias frentes: aumento do nível do mar, aquecimento dos oceanos, concentração de gases de efeito estufa e acidificação dos oceanos. A opinião do dirigente da ONU é a de que o “sistema energético global está quebrado” e com isso, estamos “cada vez mais próximos de uma catástrofe climática”.
Guterres lembra que os combustíveis fósseis são um caminho sem saída e ressalta que a guerra na Ucrânia e seus efeitos sobre o preço da energia é outro aviso para que o mundo acorde. Ele reforça que o único futuro sustentável é um futuro renovável.
O secretário geral da ONU acredita que dar tempo de mudar a situação, mas para isso, “o mundo precisa agir ainda nesta década e manter a meta de 1,5”, se referindo ao aumento da temperatura média global a no máximo 1,5 grau Celsius acima dos níveis da era pré-industrial.
O relatório da OMM confirma que os últimos sete anos têm sido os mais quentes já registrados. O diretor da agência, Petteri Taalas, declarou que “o calor emitido pelos gases aquecerá o planeta pelas gerações futuras”.
Taalas prevê que problemas como aumento do nível do mar, aquecimento dos oceanos e acidificação continuarão “por centenas de anos, a não ser que sejam criadas maneiras de retirar o carbono da atmosfera”.
A OMM menciona outros exemplos dos impactos do desastre climático: secas no Chifre da África, enchentes fatais na África do Sul e calor extremo na Índia e no Paquistão. O clima extremo gerou ainda perdas econômicas de centenas de bilhões de dólares.
O relatório informa ainda que os gases de efeito estufa alcançaram um volume recorde em 2020, quando a concentração global de dióxido de carbono, CO2, atingiu 413,2 partes por milhão, um aumento de 149% em relação à era pré-industrial.
Sobre a acidificação dos oceanos, a OMM revela existir grande confiança de que “o pH na superfície do oceano está no menor nível dos últimos 26 mil anos”, sendo que os mares absorvem 23% das emissões de CO2 da atmosfera.
O secretário geral da ONU apresentou algumas propostas para o sucesso da transição energética, como a criação de uma rede global sobre armazenamento de bateria liderada por governos e unindo empresas do setor tecnológico, manufatureiro e financiadores.
António Guterres pede também o fim do subsídio aos combustíveis fósseis, já que por ano, governos do mundo todo investem meio trilhão de dólares para reduzirem de forma artificial os preços de combustíveis como petróleo e gás.
Outra medida sugerida aos governos é para que reduzam as burocracias na hora de aprovar projetos que envolvam energia solar ou eólica.
No relatório consta quatro indicadores-chave de mudança climática – concentrações de gases de efeito estufa, elevação do nível do mar, conteúdo de calor oceânico e acidificação oceânica – que registraram valores recordes em 2021. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), as atividades humanas estão causando mudanças em escala planetária na terra, oceano e atmosfera, e que essas mudanças têm implicações prejudiciais e duradouras para o desenvolvimento sustentável e os ecossistemas.
O relatório também revela que as condições climáticas extremas, que mostram os efeitos das mudanças climáticas em nossas vidas diárias, causaram perdas econômicas no valor de centenas de bilhões de dólares, afetaram pesadamente vidas humanas e prejudicaram severamente o bem-estar das pessoas, além de terem alterando a segurança alimentar e hídrica e agravando o deslocamento. Em 2022, todas essas consequências se tornaram mais agudas.
Conforme o relatório da OMM sobre o estado do clima global em 2021 é confirmado que os últimos sete anos foram os mais quentes já registrados. Registra-se que 2021 foi “apenas” um dos sete anos mais quentes devido à redução temporária das temperaturas atribuíveis aos eventos La Niña ocorridos no início e no final do ano. No entanto, esse efeito de resfriamento temporário não reverteu a tendência geral de aumento das temperaturas. Em 2021, a temperatura média global foi cerca de 1,11 ± 0,13°C acima dos níveis pré-industriais.
Infelizmente o que foi revelado no relatório da Organização Mundial de Meteorologia (OMM) de que existe um fracasso da humanidade em lidar com as convulsões climáticas, foi verificado recentemente na Região Nordeste, especialmente em Alagoas e Pernambuco que viveram um cenário desolador decorrente da chuva e da força das águas que arrastaram casas e vidas, além disso, verificou-se em vários municípios enchentes em seus principais rios.
Diversas ações são necessárias para mudarmos o cenário apresentado, registrando-se que o mundo precisa agir ao longo desta década para evitar os piores efeitos da crise climática em voga. Sabe-se que existe um real aumento das temperaturas. De fato, o nosso clima está mudando diante de nossos olhos e o calor retido na atmosfera pelos gases de efeito estufa produzidos pelo homem aquecerá o planeta por muitas gerações. Além disso, observa-se o aumento do nível do mar, a acidificação dos oceanos e o aumento do conteúdo de calor que continuarão por séculos, conforme previsto pelo Organização Mundial de Meteorologia (OMM), a menos que sejam inventados mecanismos para remover o carbono do a atmosfera.
Os problemas climáticos estão trazendo impactos mais imediatos em nossas vidas diárias. A questão é se estamos preparados para a ocorrência de desastres, se estamos mais aptos a salvar vidas, mesmo quando as perdas econômicas aumentam. Portanto, precisamos entender mais e investir no enfrentamento dos problemas climáticos, a exemplo das inundações, dos furacões, das chuvas excessivas, da seca e outros para que seja possível o fortalecimento da nossa convivência em um futuro melhor.

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