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Recuperação Global da Economia


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Publicado em 05 de fevereiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Apresentarei adiante alguns pontos de um estudo produzido pelo Fundo Monetário Nacional (|FMI) e informações da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) que abordam questões da economia mundial.
A percepção do FMI é de que ocorre desaceleração no crescimento econômico mundial e as economias enfrentam interrupções na oferta, a inflação está crescente e a incerteza do cenário econômico mundial é persistente.
Segundo o FMI, a recuperação global continua, mas enfrenta vários desafios no início do terceiro ano da pandemia. Infelizmente, a rápida disseminação da variante omicron levou muitos países a reimpor restrições de mobilidade e com isso, veio a escassez de mão de obra de forma exacerbada. Além disso, as interrupções na oferta ainda pesam sobre a atividade e estão elevando a inflação, aumentando as pressões da demanda dinâmica e dos altos preços de alimentos e energia. A resultante é que muitos países estão convivendo com elevados níveis de dívida e lutando para lidar com novos choques.
A visão do FMI é de que alguns desafios podem ser mais transitórios, pois a nova variante parece causar doenças menos graves do que a variante delta, e espera-se que o aumento recorde de infecções se esgote de forma relativamente rápida. Assim, o FMI prevê que, embora a variante omicron venha a pesar na atividade no primeiro trimestre de 2022, esse efeito começará a diminuir a partir do segundo trimestre.
As projeções do FMI apontam para outras questões e mudanças de política que influenciarão ainda mais as perspectivas. Para este ano, o FMI projeta um crescimento global de 4,4%, 0,5 ponto percentual a menos do que na projeção anterior, principalmente devido aos rebaixamentos no desempenho dos Estados Unidos e da China. No caso dos Estados Unidos, isso se deve à menor probabilidade de aprovação do programa fiscal conhecido como Build Back Better, o desenrolar precoce da política monetária extraordinariamente acomodatícia e os choques de oferta persistentes. No caso da China, a razão reside na continuação da contração do setor imobiliário e no fato da recuperação do consumo privado ter desiludido as expectativas. As interrupções no fornecimento levaram ao corte de projeções para outros países, como a Alemanha. Prevê-se que o crescimento global desacelere para 3,8% em 2023.
O FMI diante disso, fez uma revisão para cima da projeção para a inflação em 2022 nos mercados avançados e emergentes e nas economias em desenvolvimento, a instituição acredita que pressões de preços elevados persistirão. Existe também expectativas de que os desequilíbrios entre oferta e procura nos mercados serão corrigidos ao longo de 2022.
Em estudos bem recentes, o FMI espera que a economia global cresça 1,5% a menos que no último ano, chegando a 4,4% de alta. Em 2021, o crescimento foi de 5,9%.
A previsão pressupõe que melhoras nos números da pandemia na maioria dos países até o final do ano, assumindo que as taxas de vacinação melhorem e as terapias se tornem mais eficazes. Cabe registrar que existem riscos que foram apontados pelo FMI, a entidade alerta que novas variantes podem prolongar a pandemia e induzir novas rupturas econômicas. Além disso, as interrupções na cadeia de suprimentos, a volatilidade dos preços da energia e as pressões salariais reforçam a incerteza sobre a inflação e da direção das medidas.
Na visão do FMI, com a elevação das taxas de juros nas economias avançadas, podem surgir riscos para a estabilidade financeira e os fluxos de capital, moedas e posições fiscais dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento, especialmente com os aumentos significativos nos níveis de dívida nos últimos dois anos.
Outros riscos são as tensões geopolíticas e a emergência climática em curso, o que significa que a probabilidade de grandes desastres naturais permanece elevada.
Analisando o olhar de uma outra instituição internacional que analise a economia mundial, a UNCTAD (Conferência da Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento), verificou-se que: os fluxos globais de investimentos direto estrangeiro mostraram uma forte recuperação em 2021, com alta de 77%, para um valor estimado de US$ 1,65 trilhão, superando seu nível pré-Covid-19. Dessa forma, entende-se que referida boa notícia corre riscos, se a estagnação de novos investimentos nos países menos desenvolvidos em indústrias importantes para as capacidades produtivas e setores chave dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a exemplo de eletricidade, alimentos e saúde for confirmada.
A UNCTAD aponta perspectivas positivas para 2022 em termos de Investimentos Diretos, porém admite que é improvável que a taxa de crescimento de recuperação de 2021 ocorra em 2022. Segundo a entidade internacional, o financiamento de projetos internacionais em setores de infraestrutura continuará a fornecer impulso de crescimento. Além disso, os novos investimentos em manufatura permanecem em baixo nível, devido ao mundo estar em ondas de pandemia de Covid-19 e também à escalada das tensões geopolíticas.
Estamos vivenciando uma duração prolongada da crise da saúde com sucessivas novas ondas da pandemia que continua a ser um risco para as atividades econômicas.
Registre-se que, o ritmo das vacinações nos países em desenvolvimento, bem como a velocidade de implementação do estímulo ao investimento, continuam pesando como fatores de incerteza. A UNCTAD também insere outros riscos importantes como os gargalos trabalhistas, a cadeia de suprimentos, preços de energia e pressões inflacionárias.
Diante do exposto, fica evidenciado que as análises das duas entidades internacionais (FMI e UNCTAD) prospectam uma recuperação econômica incerta e com muitos riscos.

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