Terça, 23 De Julho De 2024
       
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Comerciários cobram acordo


Publicado em 17 de junho de 2012
Por Jornal Do Dia


Ronildo Almeida, presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe

O comércio sergipano tem condições de pagar bem melhor aos seus empregados, pois possui liquidez, o volume de vendas tem aumentado e as empresas tem caixa. Quem pensa assim é Ronildo Almeida, presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe (Fecomse). Nesta entrevista ele cobra dos empresários a assinatura do acordo coletivo da categoria e diz que para tanto falta apenas uma proposta decente por parte do sindicato patronal e respeito aos direitos dos trabalhadores.

 

JORNAL DO DIA – O que está faltando para fechar o acordo salarial dos comerciários sergipanos?

RONILDO ALMEIDA – Uma proposta decente, respeito aos direitos dos trabalhadores e sensibilidade do setor patronal.

JD – Quais os principais pontos da pauta de reivindicação apresentada aos empregadores pela Federação dos Empregados no Comércio e Serviços
do Estado de Sergipe?

RA – Ratificação de toda Convenção Coletiva 2011/2012; participação dos lucros, conforme a Lei 10.101; 100% do INPC; aumento real de 15%; unificação dos pisos da categoria; pagamento de hora extra com adicional de 100%; alimentação para os trabalhadores de empresas com mais de 20 empregados; entre outras cláusulas sociais.

JD – O senhor está otimista com a reunião que pretende ter com os revendedores de veículos?

RA – Apesar das dificuldades nas negociações temos que ser sempre otimista, principalmente porque o setor de concessionárias de veículos está sendo beneficiado por medidas do governo federal. Nada mais justo que as empresas do ramo olhem para os seus empregados também como parceiros. Na reunião que estamos solicitando vamos discutir a pauta de reivindicações que foi entregue ao setor patronal desde 29 de março.

JD – Os empresários do comércio estão pagando as horas extras feitas pelos comerciários?
RA -Eles pagam horas extras porque são obrigados pela Convenção Coletiva de Trabalho.

JD – Quais os setores do comércio mais intransigentes nas negociações salariais?

RA – As mais intransigentes são as grandes empresas nacionais e principalmente as multinacionais. Talvez isso aconteça porque elas detêm poder econômico e poder de influência no setor político.

JD – Em média, quantos comerciários existem em Sergipe?

RA – Aproximadamente 100 mil comerciários. As pequenas e médias empresas são responsáveis pelo maior número de empregos gerados no setor.

JD – Qual a média salarial dos comerciários sergipanos?

RA – O comércio ganha em média R$ 900. Entendemos que esse valor poderia ser maior e é por isso que estamos sempre reivindicando melhoria salarial para nossa categoria.

JD – Os empresários do comércio de Sergipe têm condições de pagar melhores salários?

RA – Tenho certeza que sim, inclusive estudo do Dieese mostra que o comércio do estado de Sergipe possui liquidez, o volume de vendas tem aumentado e as empresas tem caixa.

JD – Como estão as discussões em torno do funcionamento dos supermercados nos domingos e feriados?

RA – Os comerciários não concordam em trabalhar aos domingos, mas estão trabalhando por conta da decisão dos vereadores de Aracaju, que prometeram votar a favor dos trabalhadores do comércio, porém, de última hora, votaram com os patrões. Em relação aos feriados, o comércio só abre mediante acordo prévio com as entidades sindicais que representam os comerciários. Essa conquista se deu por conta de uma ação judicial movida pelos sindicatos dos trabalhadores. Sergipe foi o primeiro estado a obter essa conquista.

JD – Os empresários do interior sergipano respeitam o piso salarial dos comerciários?

RA – Sim, até porque a Convenção Coletiva tem força de Lei e é extensiva ao comércio do interior

JD – Além da questão salarial, quais os principais problemas enfrentados pelos comerciários?

RA – Acúmulo e desvio de função, discriminação em relação a idade, pois as empresas priorizam os mais jovens, e a falta de creche para filhos dos comerciários

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