Comerciantes de pescados começam a ofertar variedade dos produtos em dezenas de barracas improvisadas na área externa do Mercado Albano Franco, em Aracaju. Tradicionalmente neste período do ano, consumidores buscam a região central da capital sergipana a fim de adquirir os alimentos símbolo da Semana Santa. Com preços variados, e com baixo índice de inflação se comparado aos últimos 40 dias, o cidadão pode se deparar com o quilo do atum, por exemplo, sendo comercializado a R$ 12. Já o filé de salmão, encontrado somente no setor de pescado do mercado, tem sido repassado por R$ 40. Em semanas anteriores o mesmo peixe era encontrado por até R$ 32.
Às vésperas do tradicional sábado de aleluia, venda de pescados na região tende a registrar aumento de até 30% se comparado aos demais dias do ano, e até 15% se comparado com o mesmo período festivo de 2015. O motivo desse avanço nas vendas está atrelado integralmente a significativa queda dos preços. Segundo tabela apresentada pelo Jornal do Dia no ano passado, o quilo do atum, que nos boxes mais ‘caros’ hoje custa R$ 15, em março de 2015 esse mesmo alimento era vendido por R$ 24; o camarão médio que custava R$ 28, agora é comercializado em média por R$ 23. Esse atrativo a mais tem levado centenas de aracajuanos e turistas para a região dos mercados.
Revendedor de pescados há 23 anos, o pirambuense Antônio Leonel destaca o momento como importante para as famílias sergipanas que dependem desse comércio para se sustentar. Como todo bom brasileiro, o vendedor garante que as reclamações quanto aos preços seguidos de pedidos por descontos continuam constantes, independente do valor apresentado. "Se eu botar o quilo da arraia por R$ 5 ainda vai ter muita gente querendo baixar e pagar R$ 4. A verdade é que todo mundo já sabe que os preços sobem 15 dias antes da semana santa, e caem dois dias depois do domingo de Páscoa. Mesmo com essas reclamações todas, as vendas estão cada vez mais altas e é preciso correr pra não ficar sem o peixinho", disse.
Na atual tabela de preços o quilo da vermelha também apresenta alta, custando R$ 22, antes era encontrado por até R$ 19; o quilo do aratu em boas condições nutricionais não é encontrado por menos de R$ 13; o camarão pistola com reajuste de 17% é revendido por R$ 45; o cação aparece com R$ 23; e a lagosta, a depender do tamanho, varia entre R$ 20 e R$ 50. Apesar do aumento, os vendedores garantem descontos para aqueles que, por ventura, pratiquem a arte da pechincha. "Nem a gente quer deixar de vender, nem os clientes querem deixar de comprar nesse período. Nada como uma boa conversa para que fique agradável para quem vende e para quem compra. A pechincha é bem vinda sempre", disse a vendedora e camarão Daniele Oliveira.
Complementos – Essenciais para a produção culinária, alimentos como verduras, frutas e temperos também apresentaram tabela com baixa inflação. O coco ralado, por exemplo, saltou de R$ 2,40 para R$3; R$0,80 a menos que em 2015. Já o quilo da cebola, pimentão, tomate, quiabo, cenoura e alface apresentam até 8% de reajuste. Castanhas, amendoim e dendê apresentam elevação de 5%. Na expectativa de evitar grandes filas, na tarde de ontem dezenas de pessoas já começaram a pesquisar preços. "Já era pra eu ter vindo antes, mas a correria é tão grande que foi uma coisa e outra, e acabei só podendo vir aqui hoje. Mesmo assim está bom, dá pra garantir a ceia santa", declarou o taxista Jorge Passos.
Funcionamento – A Prefeitura de Aracaju informou que os mercados centrais Albano Franco, Thales Ferraz e Antônio Franco irão desenvolver suas atividades normalmente na semana santa, com exceção na sexta-feira, 25, com funcionamento até o meio-dia. Os mercados setoriais estarão fechados neste período, exceto o Mercado Miguel Arraes (Conj. Bugio) e o Milton Santos (Conj. Augusto Franco). As feiras livres serão antecipadas. As feiras do Sol Nascente, Jessé Pinto Freire, Médici, Castelo Branco, Agamenon Magalhães, Suíssa, São José (Carro Quebrado), Costa Nova e Lamarão serão antecipadas para esta quinta-feira, 24. As feiras do sábado e domingo seguem com a programação normal.


