No último dia do encontro “Plataformas Digitais e Partidos Políticos: o enfrentamento à desinformação como instrumento de promoção da democracia” promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encerrado na noite de quarta-feira (8), as plataformas Twitter, TikTok, Google/YouTube e Telegram apresentaram as principais iniciativas para o combate à desinformação e para o incentivo à propagação de conteúdo noticioso genuíno, algumas desenvolvidas de forma piloto para serem empregadas no processo eleitoral das Eleições 2022 no Brasil e, posteriormente, replicadas para outros países.
Twitter – A coordenadora de políticas públicas do Twitter, Lailla Malaquias, deu dicas de como agir para que as informações publicadas cheguem a mais pessoas. Publicações com textos curtos, usar assuntos do momento e não ignorar as interações, mesmo que negativas, dos demais usuários da plataforma geram maior engajamento e são uma ferramenta útil no combate à desinformação. Como exemplo, Lailla citou posts sobre o prazo para o alistamento eleitoral, encerrado em 4 de maio. “O TSE fez isso muito bem para chamar atenção do público para datas importantes”, observou.
TikTok – Na primeira apresentação da segunda parte o evento, os representantes da plataforma de vídeos curtos TikTok, que tem uma temática que mistura informação e entretenimento, destacaram as ações que a rede social realiza com foco na integridade e na segurança, tanto para o usuário como para as instituições. Em relação às ações de enfrentamento da desinformação, os representantes do TikTok informaram que, até o último mês de maio, em todo o mundo, foram removidos mais de 85 milhões de vídeos enganosos, sendo que 90% deles foram retirados antes mesmo de serem visualizados.
Google/YouTube -Em seguida, Luisa Phebo, gerente de Parcerias de Busca do Google, Catarina Alencastro, gerente de Parcerias Estratégicas do YouTube, e Natalia Kuchar, advogada corporativa do Google Brasil, detalharam as ferramentas disponibilizadas pelo grupo para estratégias de comunicação política. Luisa Phebo destacou o Painel de Conhecimento como ferramenta para a divulgação de conteúdos oficiais produzidos por partidos políticos e candidatos e para a interação com eleitores nas redes sociais. Catarina Alencastro enfatizou a importância do YouTube, plataforma de vídeo com mais de 2 bilhões de usuários no mundo, como estratégia política de aproximação eleitoral, por meio da elaboração, divulgação e segmentação de materiais.
Telegram – O último painel do evento foi conduzido por Alan Campos Elias Thomaz, representante legal do serviço de mensagens Telegram no Brasil. Ele apresentou aos partidos e às demais plataformas as medidas adotadas pelo aplicativo para conter a disseminação de notícias falsas que contaminam o processo democrático brasileiro. Entre outras medidas, a parceria firmada com a Justiça Eleitoral deu origem ao canal verificado do TSE no Telegram, meio pelo qual, até o momento, quase 200 mil pessoas recebem informações fidedignas sobre as eleições e o sistema eleitoral diariamente.


