Confrontos matam 21 suspeitos em menos de dois meses

 

Gabriel Damásio
A polícia sergipana se 
envolveu em 18 
confrontos armados com suspeitos em todo o estado, desde o dia 31 de outubro, o que dá uma média de uma ocorrência a cada dois dias. Estas operações das polícias Civil e Militar resultaram em 21 suspeitos mortos e dois feridos, além de cinco prisões. O dado foi levantado pelo JORNAL DO DIA, a partir dos registros oficiais divulgados pelo site da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Boa parte destas mortes aconteceu na última semana, quando oito homens morreram em três operações policiais. 
A principal delas foi a ‘Operação Seven’, realizada na última quinta-feira em Porto da Folha (Sertão). Na ocasião, quatro suspeitos morreram: Aderlan Marques da Silva, Antônio Freire dos Santos, Wesley Cardoso Santana e José Teixeira de Souza Neto, acusados por sete homicídios ocorridos na cidade e relacionados ao tráfico de drogas. Um quinto investigado foi preso. Três dias antes, na segunda-feira, em Tobias Barreto (Centro-Sul), outra ocorrência resultou na morte de três suspeitos investigados por uma sequencia de assaltos contra casas lotéricas da cidade: os ex-presidiários Geovânio Antônio Bita, 36 anos; Otaviano Gutemberg Fernando e Silva, 38; e José Anderson Santos Angelino, 28. Um quarto homem que estava com eles fugiu. 
Em todas as ocorrências citadas, a SSP informa que os policiais tentaram cumprir mandados de prisão contra os suspeitos investigados, mas eles teriam reagido e disparado contra os policiais, provocando os tiroteios. Todos respondiam a processos ou eram investigados por crimes de roubo, tráfico, homicídio e pistolagem. Com os baleados, 23 armas foram apreendidas, em sua maioria revólveres de calibres 32 e 38. A quantia inclui também três pistolas e uma espingarda caseira, além de munições, drogas e dinheiro. 
Os homens mortos são descritos ainda como "de alta periculosidade". Foi o caso de Roberto Santos Rosendo Júnior, o "Chocolate", 25 anos, morto em 8 de novembro na cidade de Capela (Vale do Cotinguiba). Segundo a polícia, ele se preparava para matar duas filhas crianças de um vigilante que foi morto em 4 de setembro, dentro de uma escola. Outro caso é o de Jeferson Ferreira Santos, o ‘Coringa’, morto durante a ‘Operação Flashback’, ao ser cercado por equipes do Comando de Operações Especiais (COE). Segundo as investigações, feitas em conjunto com a polícia e o Ministério Público de Alagoas, ele teria ligações com a chamada ‘Linha Vermelha’ da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), responsável por uma série de julgamentos sumários executados por integrantes da facção contra membros de facções inimigas. 
Nos casos em que os suspeitos saíram feridos, um deles foi de um adolescente flagrado com um carro roubado no bairro Santa Maria (zona sul da capital), em 28 de novembro. A ocorrência teve a participação de soldados da Força Tática do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM), contra os quais o menor teria atirado durante a abordagem. Ele foi levado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), ele não teve gravidade nos ferimentos e foi encaminhado, após a alta, para a Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip).
O JORNAL DO DIA pediu à SSP um levantamento estatístico mais detalhado sobre os confrontos entre policiais e criminosos, mas segundo a assessoria do órgão, os dados ainda estão sendo apurados pelo Centro de Estatísticas e Análises Criminais (Ceacrim), e devem ser divulgados nesta semana. No entanto, a compilação desta reportagem indica uma tendência de mais enfrentamento entre bandidos e policiais. 
Segundo as autoridades, a reação de cada suspeito define o que pode acontecer a cada abordagem e a determinação é evitar que os policiais acabem feridos ou mortos em casos de confronto. "O papel da polícia é prender. Se o infrator se entregar, ele vai ficar preso e responder nos termos da lei. Mas se ele empunhar a arma pro policial e não se entregar, vai pro cemitério, porque nenhum policial voltará morto pra casa", definiu o delegado de Capela, Wanderson Bastos, durante uma coletiva de imprensa sobre o caso do vigilante assassinado.

Gabriel Damásio

A polícia sergipana se  envolveu em 18  confrontos armados com suspeitos em todo o estado, desde o dia 31 de outubro, o que dá uma média de uma ocorrência a cada dois dias. Estas operações das polícias Civil e Militar resultaram em 21 suspeitos mortos e dois feridos, além de cinco prisões. O dado foi levantado pelo JORNAL DO DIA, a partir dos registros oficiais divulgados pelo site da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Boa parte destas mortes aconteceu na última semana, quando oito homens morreram em três operações policiais. 
A principal delas foi a ‘Operação Seven’, realizada na última quinta-feira em Porto da Folha (Sertão). Na ocasião, quatro suspeitos morreram: Aderlan Marques da Silva, Antônio Freire dos Santos, Wesley Cardoso Santana e José Teixeira de Souza Neto, acusados por sete homicídios ocorridos na cidade e relacionados ao tráfico de drogas. Um quinto investigado foi preso. Três dias antes, na segunda-feira, em Tobias Barreto (Centro-Sul), outra ocorrência resultou na morte de três suspeitos investigados por uma sequencia de assaltos contra casas lotéricas da cidade: os ex-presidiários Geovânio Antônio Bita, 36 anos; Otaviano Gutemberg Fernando e Silva, 38; e José Anderson Santos Angelino, 28. Um quarto homem que estava com eles fugiu. 
Em todas as ocorrências citadas, a SSP informa que os policiais tentaram cumprir mandados de prisão contra os suspeitos investigados, mas eles teriam reagido e disparado contra os policiais, provocando os tiroteios. Todos respondiam a processos ou eram investigados por crimes de roubo, tráfico, homicídio e pistolagem. Com os baleados, 23 armas foram apreendidas, em sua maioria revólveres de calibres 32 e 38. A quantia inclui também três pistolas e uma espingarda caseira, além de munições, drogas e dinheiro. 
Os homens mortos são descritos ainda como "de alta periculosidade". Foi o caso de Roberto Santos Rosendo Júnior, o "Chocolate", 25 anos, morto em 8 de novembro na cidade de Capela (Vale do Cotinguiba). Segundo a polícia, ele se preparava para matar duas filhas crianças de um vigilante que foi morto em 4 de setembro, dentro de uma escola. Outro caso é o de Jeferson Ferreira Santos, o ‘Coringa’, morto durante a ‘Operação Flashback’, ao ser cercado por equipes do Comando de Operações Especiais (COE). Segundo as investigações, feitas em conjunto com a polícia e o Ministério Público de Alagoas, ele teria ligações com a chamada ‘Linha Vermelha’ da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), responsável por uma série de julgamentos sumários executados por integrantes da facção contra membros de facções inimigas. 
Nos casos em que os suspeitos saíram feridos, um deles foi de um adolescente flagrado com um carro roubado no bairro Santa Maria (zona sul da capital), em 28 de novembro. A ocorrência teve a participação de soldados da Força Tática do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM), contra os quais o menor teria atirado durante a abordagem. Ele foi levado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), ele não teve gravidade nos ferimentos e foi encaminhado, após a alta, para a Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip).
O JORNAL DO DIA pediu à SSP um levantamento estatístico mais detalhado sobre os confrontos entre policiais e criminosos, mas segundo a assessoria do órgão, os dados ainda estão sendo apurados pelo Centro de Estatísticas e Análises Criminais (Ceacrim), e devem ser divulgados nesta semana. No entanto, a compilação desta reportagem indica uma tendência de mais enfrentamento entre bandidos e policiais. 
Segundo as autoridades, a reação de cada suspeito define o que pode acontecer a cada abordagem e a determinação é evitar que os policiais acabem feridos ou mortos em casos de confronto. "O papel da polícia é prender. Se o infrator se entregar, ele vai ficar preso e responder nos termos da lei. Mas se ele empunhar a arma pro policial e não se entregar, vai pro cemitério, porque nenhum policial voltará morto pra casa", definiu o delegado de Capela, Wanderson Bastos, durante uma coletiva de imprensa sobre o caso do vigilante assassinado.

 

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