Conselho contra violência nas escolas se reúne

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) promoveu ontem a primeira reunião da comissão criada no dia 14 de agosto, a partir de uma sugestão da secretária de Estado da Educação, professora Hortência Maria Pereira Araujo, com o objetivo de discutir e traçar projetos e programas de combate à violência nas escolas. O encontro foi realizado no Departamento de Educação (DED), e contou com pais de alunos, professores e representantes da Seed, do Comitê de Desarmamento e do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Estadual de Ensino (Sintese).

A reunião foi coordenada pela diretora do Serviço de Ensino Fundamental, Maria José Guimarães, que destacou a necessidade de um plano de ações a serem desenvolvidas nas escolas, e explicou que muitas vezes a violência nas unidades de ensino vem do entorno. "Houve um entendimento por parte dos participantes de que a comunidade em que a escola está inserida precisa se envolver. A comunidade pode contribuir para amenizar esses índices. São as instituições locais que precisam perceber que a violência não é uma questão gerada dentro da escola, mas a escola sofre os reflexos da comunidade. Tem que se fazer uma ação coletiva com todos os que compõem a escola", disse.

A vice-presidente do Sintese, professora Ivonete Cruz, ressaltou a necessidade da parceria entre as diversas instituições que compõem a comissão no sentido de desenvolver ações que disseminem a paz nas escolas. Para ela, essa primeira reunião foi importante para começar a debater quais serão os caminhos e a metodologia que serão adotados para discutir como tratar a questão da violência.

Os diversos participantes destacaram a importância da parceria entre os vários setores para que a comissão seja eficaz no combate à violência nas escolas. Foi o caso da representante do Comitê do Desarmamento, Abgail Souza, que trabalha no Núcleo de Pesquisa da Secretaria de Segurança Pública. "Na medida em que a violência e a criminalidade requerem ações intersetoriais, a gente entende que não se deve fazer apenas a repressão e o controle social. É necessária a prevenção, e não tem como trabalhar a prevenção de forma isolada. A comissão vai partir dessa perspectiva do trabalho desenvolvido através de um projeto de intervenção que será ordenado por diversas secretarias e diversos atores sociais", declarou.

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