Desde o ano passado, o motoboy Cleverton da Fonseca vem travando uma luta na justiça contra a Energisa. Uma ação foi ganha, mas segundo ele, a empresa continua praticando cobrança indevida.
De acordo com Cleverton, que reside no município de Nossa Senhora de Socorro, equipes da empresa já tentaram entrar na casa da família, mesmo sem permissão dos seus proprietários.
"Estamos nos sentindo perseguidos e queremos providências", diz. Segundo informações de Cleverton, o fato vem acontecendo desde o ano passado, quando a família foi surpreendida com uma fatura com valor bem maior do que o habitual.
Ele conta que procurou o Procon e entrou com uma ação indenizatória na justiça questionando as faturas com altos valores. "Provei na justiça a irregularidade da cobrança, mas passado um tempo a empresa continua cobrando altos valores mesmo com o consumo inferior que não justificaria o previsto nas contas de luz. Um fato que chama a atenção é que em abril o valor cobrado foi de R$ 234,91, mas no mês seguinte, e em maio, a fatura foi R 21,03, o que demonstra que há alguma coisa errada", relata.
Na opinião do consumidor, é muito provável que a empresa esteja praticando uma bitributação nas contas de energia, considerando as disparidades de valores apresentados. "Procurei o Procon e estou buscando providências novamente", relata.
Cleverton também questiona a cobrança da taxa de inspeção de R$ 84,19 praticada pela empresa. "Sou inspecionado e ainda tenho que pagar?".
Sobre a situação, Cleverton relata que vem sendo alvo de perseguições da empresa após vencer a causa na justiça no ano passado, quando teve o serviço suspenso por 19 dias, mesmo sem ter nenhuma dívida com a empresa. Ele conta que desde então vem sofrendo frequentes constrangimentos por parte da empresa, que está permanece enviando equipes até a casa para fazer a inspeção. "Funcionários da empresa já foram duas vezes informando que querem constatar se não há ligação irregular. Ontem foi pior. Eles estiveram na minha casa com tom de intimidação e não permiti a entrada. A partir daí houve discussão e chamei a polícia. Mais tarde, eles retornaram com a polícia e decidi fazer um boletim de ocorrência", conta.
O motoboy prestou queixa na 5ª Delegacia Metropolitana em Nossa Senhora do Socorro contra a Energisa e funcionários da empresa. Ele informou que os funcionários chegaram a efetuar o corte de energia sem ter nenhum tipo de irregularidade.
Energisa – A reportagem procurou a assessoria de comunicação da Energisa para falar sobre o assunto. Através de e-mail, a assessoria informou que "em momento algum, a Energisa empreendeu qualquer tipo de perseguição ao cliente, pois, dentre os Valores da empresa, destaca-se o Valor Clientes, a quem procuramos servir com respeito e dedicação, construindo relacionamentos atenciosos e duradouros. Na relação entre o cliente citado e a empresa, houve desgaste ocasionado por interpretação equivocada por parte dele dos procedimentos adotados, os quais estão totalmente de acordo com a legislação vigente.
Portanto não há que se falar de perseguição, haja vista que realizamos, rotineiramente, inspeções nas unidades consumidoras dos nossos clientes. Ressaltamos que a Energisa está de portas abertas para buscar um entendimento mútuo, como sempre esteve disposta a fazê-lo e que seguimos literalmente a legislação vigente, bem como todas as decisões judiciais. Portanto reiteramos a nossa posição de, independente do resultado de lides judiciais, não exercer qualquer tipo de perseguição a quem quer que seja", diz a nota enviada à redação.


