Equipar e estruturar cooperativas de reciclagem para proporcionar qualidade de trabalho aos catadores de materiais recicláveis são os objetivos do Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), Tribunal Regional do Trabalho (TRT20), Ministério Público de Sergipe (MP-SE) e do Sindipetro. Um recurso de aproximadamente R$ 800 mil, foi destinado para reforma da rede elétrica e aquisição de equipamentos para várias cooperativas de catadoras e catadores de material reciclável de Aracaju e do interior do estado.
As instituições visitaram a Care (Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju), a Coores (Cooperativa de Reciclagem do Bairro Santa Maria) e a Coocmarb (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Boquim) com o objetivo de verificar como os recursos destinados foram utilizados. A Care e a Coores receberam recursos para reforma da rede elétrica. Além disso, a Coores também recebeu uma balança e uma prensa. Já a Coocmarb recebeu uma prensa, uma empilhadeira, uma balança digital e oito carros para transporte da coleta seletiva.
Segundo o presidente da Care, Dárcio Ferreira, a antiga rede elétrica da cooperativa estava muito deteriorada e oferecia risco aos catadores. “Todos os nossos galpões estão com uma rede elétrica nova, essa reforma foi muito importante para a gente, tanto para a nossa segurança quanto para a possibilidade de usar equipamentos novos que antes não era possível”.
De acordo com a presidente da Coores, Marilene Alves, os catadores faziam as atividades no escuro e material não era pesado. Agora o trabalho deles será otimizado e poderão controlar com precisão tudo que é reciclado.
Para o procurador do Trabalho, Emerson Albuquerque Resende, a destinação de recursos para estruturar cooperativas de catadoras e catadores de material reciclável é muito importante porque, além de proteger o meio ambiente do trabalho dessas pessoas, agrega valor ao produto, trazendo maiores rendimentos e qualidade de vida para aproximadamente 200 famílias beneficiadas. “No final, também ganha a sociedade e o meio ambiente em geral”, acrescentou.
A juíza do Trabalho da 8ª Vara de Aracaju, Eleusa Passos, explica que a Justiça do Trabalho tem um fim social muito relevante e acredita que os recursos de multas ao serem destinados para esse tipo de atividade beneficia a sociedade diretamente. “É muito importante que todo o produto decorrente das ações civis, a exemplo das multas e indenizações, sejam devolvidos à sociedade, a quem gera emprego e fomente renda, com a devida apresentação da prestação de contas e a fiscalização pelo MPT. Essas cooperativas e tantas outras que foram beneficiadas são exemplos disso”, destaca.
Cooperativas de catadores são beneficiadas com R$ 800 mil


