O corpo do catador de recicláveis Carlos Roberto Vieira da Silva, 39 anos, que morreu depois de ser queimado em uma rua da zona leste de São Paulo (SP), foi trazido a Sergipe na noite desta terça-feira. O caixão foi desembarcado no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, e levado diretamente para o povoado Lagoa Bonita, em Nossa Senhora da Glória, sertão do estado, onde mora a família dele. O enterro aconteceu por volta das 10h30 de ontem, no cemitério da cidade.
Segundo amigos e parentes, Carlos Roberto costumava ir a São Paulo para trabalhar como catador de latinhas e ficava em média por dois anos, mas mantinha contato com a família e voltava periodicamente para trabalhar temporariamente em bicos e também como catador. O sergipano dormia em uma rua no bairro da Mooca e foi atacado por um homem que acendeu uma fagulha ao lado dele e jogou um galão de combustível, que explodiu. Carlos Roberto sofreu queimaduras graves em mais de 70% do corpo e morreu nesta segunda-feira.
O caso já é tratado como homicídio doloso e a Polícia Civil paulista prendeu um suspeito, que foi identificado através de imagens de câmeras de segurança. Segundo os delegados responsáveis pelo caso, o mineiro Flausino Cândido Filho, 49 anos, também era morador de rua e alegou que teve a intenção de ferir o sergipano, porque achava que ele tinha roubado R$ 10 mil em dinheiro. A polícia duvida da versão e pediu a quebra do sigilo bancário do acusado, que já foi indiciado pelo crime.


