CUT e movimentos sociais realizam plenária por plebiscito popular nesta terça 

Nesta terça-feira (8), a CUT, demais centrais sindicais, movimentos populares, organizações de juventude, partidos políticos progressistas e entidades da sociedade civil que compõem as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo realizam a 1ª Plenária Nacional de Organização do Plebiscito Popular, que busca consultar a população sobre temas fundamentais para o Brasil e a classe trabalhadora.
As principais propostas do plebiscito são Redução da Jornada de trabalho sem Redução Salarial, o Fim da Escala 6×1, e a Tributação Justa, com Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês.
Para Milton dos Santos Rezende, o Miltinho, secretário nacional de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT, as pautas apresentadas fazem parte das bandeiras históricas da Central, que está fortemente envolvida na discussão da consulta popular.
Miltinho reforça a importância do Plebiscito Popular 2025 para mudar o país em relação aos temas do interesse dos trabalhadores e trabalhadoras, como a exploração e a injustiça social.
“É urgente mudar o sistema de tributação para que o trabalhador, a trabalhadora do comércio e serviço, da indústria, do trabalho autônomo, pague menos imposto. Hoje, os super-ricos, os milionários pagam pouquíssimo imposto, já os trabalhadores pagam mais imposto. Então, um dos temas que estamos trabalhando é o da justiça tributária. Quem ganha até cinco mil reais não pague imposto de renda, e para aqueles que ganham a partir de 50 mil reais pague mais imposto, como está dentro do projeto que o governo federal”, conta Miltinho.
O dirigente destaca ainda outro ponto de pauta importante que deve ser debatido com a sociedade e com o país, que é o fim da escala 6×1 (que é da superexploração da classe trabalhadora) sem a redução de salário.
“É uma jornada de trabalho excessiva, por isso a gente está colocando o tema da redução da jornada sem redução salarial como um tema urgente necessário. São temas de muita relevância para a CUT. São temas que em diversos congressos já aprovamos várias resoluções pelo fim da jornada de 44 horas, pela necessidade da redução da jornada, sem redução de salário, continua.
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