O deputado João Daniel (PT) fez pronunciamento no grande expediente da sessão desta segunda-feira para pedir o apoio dos colegas para que o leilão do Hospital Regional Amparo de Maria (HRAM), marcado pela Justiça Federal para acontecer no próximo dia 28, não aconteça. O parlamentar contou que na última quinta-feira, a convite da atual direção, esteve no hospital para conhecer o atendimento e tomar pé da situação que levou a uma dívida considerada impagável.
Segundo João Daniel, é de conhecimento de todos a história desse hospital centenário e a importância que ele tem. Durante a visita, o deputado pode conhecer todo serviço ofertado, que inclui ortopedia, maternidade e emergência. Ele disse que o objetivo de trazer à Assembleia essa situação é informar que a Justiça Federal da Vara de Estância pede para ser feito um leilão dividido em lotes. "Queremos colocar publicamente a necessidade de que esse leilão seja suspenso", disse João Daniel, solicitando que a Justiça Federal encontre outro caminho, pois são dívidas adquiridas em gestões anteriores e é preciso que seja apurado se houve irregularidades, por que não foram pagas. Para ele, esse é um problema que o governo federal, governo do Estado e o município devem buscar solução.
Em seu pronunciamento, o deputado lembrou que o Hospital Amparo de Maria foi fundado há quase 150 anos e não deixou de funcionar desde 1867. Desde o ano de 2004 está sob intervenção da Justiça. As dívidas chegam a R$ 50 milhões, sendo 10 milhões de INSS, além de FGTS e impostos federais. O prédio do HRAM e o mobiliário foram avaliados em mais de R$ 6 milhões.
Para o deputado, se a Justiça Federal fizer o leilão como previsto, o hospital, com certeza, será desativado. Ele lembrou que o governo do Estado fez um moderno Hospital Regional no município de Estância, mas a unidade não tem maternidade, serviço que é ofertado no Amparo de Maria.
De acordo com João Daniel, a instituição, que era filantrópica até o ano passado, funciona como polo de formação, com estágio de serviço social. Por mês, o HRAM, que é composto por um quadro de 294 funcionários, realiza uma média de 300 partos, 300 cirurgias gerais, 150 ortopédicas, além de 250 consultas, e internamento pediátrico.


