Deso descarta desabastecimento em Sergipe

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Enquanto os estados do centro-sul estão enfrentando crise de abastecimento desde o ano passado, o estado está atravessando um período sem maiores problemas hídricos. De acordo com a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), os níveis dos reservatórios estão com capacidade normal de abastecimento.
Segundo O diretor-presidente da Deso, Carlos Fernandes de Melo Neto, os níveis dos reservatórios são variáveis de acordo com o consumo de água. "Os reservatórios que abastecem as redes de distribuição acumulam água para atender a população nos dias e horas de maior consumo. No verão e nos dias de maior consumo, a Companhia produz 20% a mais de água potável", informa.

Ainda segundo O diretor-presidente da Deso, não há nenhuma previsão de desabastecimento no Estado de Sergipe e estão sendo feitos investimentos nos últimos seis anos, a exemplo da duplicação da Adutora do São Francisco, da Barragem do Rio Poxim, da Adutora do Semiárido, da Adutora do Sistema Integrado Itabaianinha e da Adutora do Alto Sertão. "A Deso hoje tem uma capacidade de produção e armazenamento de água suficiente para todo o Estado de Sergipe, não havendo o risco do desabastecimento", garante.

Também de acordo com informações do gestor da empresa, os investimentos em obras estruturantes, nos últimos seis anos garantem o abastecimento de água regular de todo o Estado a exemplo da Grande Aracaju, com o reservatório da Barragem do Poxim, considerada suficiente para abastecer a região metropolitana nos próximos seis meses, mesmo não havendo chuva. "Hoje a Barragem está com sua capacidade plena, ou seja, não utilizamos nenhum nível da barragem. Somado-se à Adutora do São Francisco, a região da Grande Aracaju está sem risco de desabastecimento em quaisquer hipóteses de chuva ou não chuva", afirma.

Outra ação realizada pela Companhia para evitar o desabastecimento e garantir a oferta de água tratada para a população sergipana é a construção e expansão de diversas redes de abastecimento de água em todo o Estado. "A segurança do abastecimento foi colocada em prática a partir de uma série de obras estruturantes das quais a Barragem do Poxim é o seu exemplo mais eloquente. A barragem representa um marco, um conceito: não basta só ampliar o acesso à água, é fundamental garantir o acesso e a regularidade do abastecimento. A barragem possibilitou a regularização da vazão do rio Poxim com 960 l/s. O reservatório com 5,2 km² de área é capaz de armazenar um volume de 32 milhões de m³ de água. Com ela, a população terá uma maior segurança hídrica mesmo nos períodos de estiagem", observa.
O diretor-presidente da Deso informa que são diversos mananciais que abastecem todo o Estado, sendo o mais importante, o Rio São Francisco, que atende todo o Sertão sergipano através das Adutoras do Semiárido, Sertaneja, Alto Sertão e cerca de 70% da Grande Aracaju, através da Adutora do São Francisco.

"Além do Rio Poxim, que hoje com a Barragem do Poxim, corresponde a um valor significativo do abastecimento da região metropolitana. Temos o Rio Jacarecica, na região de Itabaiana, que através do Sistema Integrado do Agreste a Deso abastece desde Campo do Brito, Itabaiana e diversos municípios circunvizinhos. E o Rio Piauitinga em Lagarto, que é uma fonte importante para atendermos a região em Lagarto, Salgado, Lagarto, Riachão do Dantas, Simão Dias e toda a região centro-sul. Esses são mananciais importantes para o abastecimento de água de todo o Estado de Sergipe", destaca.
Sobre o risco para o abastecimento de Sergipe por conta da situação do Rio São Francisco, o gestor informou que não pode dizer se haverá problemas. "A vazão do Rio São Francisco é controlada pela CHESF (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco). Hoje a vazão do rio é de 1000 m³/s. Dessa vazão, a Deso retira 4m³/s", salientou.

O diretor-presidente da Deso destacou que, "paralelo às ações que a Deso desenvolve, é importante a conscientização de toda a população de que a água é um bem finito. Todos devem evitar o desperdício da água, e cuidar do meio ambiente, preservando suas nascentes e não poluindo os rios. No momento, a falta de água pode não ser um problema, mas, no futuro, poderá ser uma grande dificuldade enfrentada pelos nossos filhos e netos", declarou.

Compartilhe esta notícia