Terça, 16 De Agosto De 2022
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Criatórios de camarão são fechados em área ambiental


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Publicado em 03 de agosto de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Em comunicado oficial apresentado pela FPI, o coordenador da equipe Aquicultura, Romeu Botto, destacou que ainda no município outros três viveiros também passaram por fiscalização, onde também irregularidades foram flagradas. Foto: Divulgação/FPI

Milton Alves Júnior

A construção de um viveiro clandestino, destinado para a produção de camarões, foi identificado por peritos ambientais pertencentes à Fiscalização Preventiva Integrada de Sergipe (FPI/SE). De acordo com os fiscais, o espaço irregular possui uma área aproximada de 0,5 hectare, situado no município sergipano de Pacatuba, a 68 km de distância da capital, Aracaju.
Logo no início dos trabalhos de investigação os peritos perceberam que a obra estava em curso sem dispor de qualquer tipo de licenciamento ambiental. Como o viveiro está em área que não é passível de licenciamento, a equipe Aquicultura abriu as comportas para esvaziar o tanque. A destruição completa da construção irregular depende de maquinário e deve ser feita nos próximos dias.
Em comunicado oficial apresentado pela FPI, o coordenador da equipe Aquicultura, Romeu Botto, destacou que ainda no município outros três viveiros também passaram por fiscalização, onde também irregularidades foram flagradas. Eles estão localizados na área de amortecimento da Reserva Biológica Santa Isabel. No total, quando se refere à área ocupada, foi percebido que os quatro viveiros fiscalizados somam 1,5 hectares. Dois deles estavam ainda em construção e os outros dois já em funcionamento. “Chamamos de área de amortecimento a distância até 3 km após o limite da unidade de conservação. Nessa área, há os mesmos efeitos legais de proteção da área de unidade de conservação”, declarou Romeu Botto.
Com base em denúncias, em janeiro do ano passado policiais militares e fiscais da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), também já haviam flagrado viveiros irregulares de camarão. Naquela ocasião, o crime ambiental ocorria na cidade de Santa Luzia do Itanhy, município localizado na zona sul de Sergipe. A ação foi desencadeada a partir de uma série de denúncias sobre a expansão ilegal da carcinicultura e da piscicultura. Durante as fiscalizações ambientais, também foram monitoradas possíveis ocorrências relacionadas ao crime de desmatamento da Mata Atlântica. “Os trabalhos de vistoria não acabam por aqui; vamos continuar realizando esse trabalho a fim de evitar que irregularidades como essas se repitam”, completou Romeu Botto.

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