Domingo, 07 De Agosto De 2022
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Empresas de ônibus alertam sobre crise no setor


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Publicado em 07 de maio de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Em Sergipe – mais diretamente na Grande Aracaju -, a preocupação por parte do Setransp está ligada à movimentação nacional que prevê novo reajuste no preço da gasolina, etanol e diesel. “Há quanto tempo estamos detalhando as nossas dificuldades para manter o serviço em operação?

Milton Alves Júnior

Um novo reajuste no valor do óleo diesel, paralelo ao congelamento no valor da tarifa do transporte público na região metropolitana de Aracaju, pode provocar redução no quantitativo de veículos em circulação nas quatro cidades atendidas pelo sistema integrado. Em conversa com o JORNAL DO DIA, a direção do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) revelou que o setor está no limite das condições operacionais e, caso seja impactada com mais uma alteração inflacionaria no preço final do combustível, a única alternativa capaz de evitar suspensão geral dos itinerários será a retirada por tempo indeterminado de veículos ainda em operação.
Conforme levantamento realizado por técnicos da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em todo o Brasil, o investimento realizado pelo setor possui uma participação média de 30,2% no custo geral das operadoras do transporte público. O JD apurou a tabela de gastos diários e percebeu que esse protagonismo só não dispara no topo do ranking em decorrência das demandas financeiras junto à mão de obra que beira a casa dos 40%; juntos, essas duas demandas representam mais de 70% do orçamento mensal. Quanto ao valor atual do litro do óleo diesel, somente nos quatro primeiros meses de 2022 houve uma disparada de 35% nas refinarias.
Em Sergipe – mais diretamente na Grande Aracaju -, a preocupação por parte do Setransp está ligada à movimentação nacional que prevê novo reajuste no preço da gasolina, etanol e diesel. “Há quanto tempo estamos detalhando as nossas dificuldades para manter o serviço em operação? Os problemas começaram a se multiplicar e ampliar de forma avassaladora depois que os valores dos combustíveis começaram a sofrer com reajustes consecutivos. Gostaríamos de apresentar agora melhoria do cenário, mas o que estamos vendo é justamente o inverso. Caso haja novo aumento, medidas mais intensas precisarão ser adotadas”, declarou Alberto Almeida, gestor do Setransp. Na manhã de ontem usuários do transporte coletivo voltaram a se queixar do serviço público.
. Entre os meses de janeiro de 2019 e o último domingo, dia 1º de maio, o Governo Federal – por intermédio da Petrobras – aplicou um reajuste de 165,8% no valor da gasolina; e pontuais 155,2% no valor do diesel. Já o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP / gás de cozinha) subiu 118,4%. “Nossa postura é de colaborar, estudar e atender ao pleito dos usuários do transporte público. O problema é que está impossível segurar a estrutura básica com o volume de gastos e com o valor da passagem sem sofrer reajustes”, completou Almeida.

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