Sexta, 21 De Janeiro De 2022
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Policiais fazem protesto e nova paralisação contra o governo


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Publicado em 14 de janeiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Manifestação dos policiais: hoje começa a Operação-Padrão.

Gabriel Damásio

Cerca de 1 mil policiais civis e militares fizeram na tarde de ontem um protesto contra o governador Belivaldo Chagas, caminhando do Viaduto Carvalho Déda até o Palácio de Despachos, sede do governo do estado, no Distrito Industrial (zona oeste de Aracaju). O ato faz parte da mobilização do Movimento Polícia Unida, que cobra reajuste salarial e pagamento de gratificação de periculosidade para a categoria.
A caminhada provocou a interdição dos dois sentidos da Avenida Adélia Franco, o que obrigou a SMTT a desviar o trânsito da região por ruas contíguas do bairro Luzia e do próprio DIA. No meio da caminhada, os policiais fizeram uma homenagem a colegas que foram assassinados em decorrência de seu trabalho, incluindo o delegado Marcelo Hercos, morto em dezembro passado por três estelionatários baianos em um posto de gasolina na Aruana.
O grupo permaneceu na região por cerca de três horas e decidiu, ao final da tarde, seguir em carreata até a Central de Flagrantes, no Santos Dumont (zona norte). Ali, eles fizeram uma nova paralisação das atividades, semelhante à que aconteceu na última terça-feira. Para hoje, está previsto o início da operação-padrão, com novas restrições ao trabalho diário.
Os policiais voltaram a criticar o governo pela não concessão das gratificações e do reajuste, além da falta de negociações com a categoria. Eles dizem que o governo começou a fazer uma proposta de reestruturação da carreira para as categorias, mas só tomou essa atitude após as assembleias e protestos dessa semana. Eles também cogitaram uma greve geral, caso o impasse não seja solucionado. “Se não negociar, a polícia vai parar!”, bradavam os manifestantes.
Resposta – Em nota, o governo do Estado disse que “continua aberto para o diálogo com todas as categorias” e confirma que recebeu do Movimento Polícia Unida a proposta de gratificação de periculosidade, mas ressaltou que ela, “na prática, significa um reajuste de 40%”, o que estaria criando impasse nas negociações.
“O movimento se recusou de forma veemente a discutir qualquer outra vantagem para os polícias e bombeiros. Mesmo assim, compreendendo a importância dos operadores de segurança, o governo está concluindo, juntamente com a SSP, os comandantes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e Polícia Civil um projeto de reestruturação da carreira destes profissionais. Entre outras vantagens, isso promove o profissional de forma mais rápida o que o leva a ter diversas vantagens, inclusive melhoria salarial”, diz a nota do Estado. O projeto deve ser enviado no mês que vem para apreciação da Assembleia Legislativa.
A nota do governo diz ainda que as horas extras de novembro, reclamadas pelos policiais, serão pagas de maneira integral juntamente com a folha de janeiro, no final do mês.

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