Quarta, 29 De Junho De 2022
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PT depende de Rogério para retomar liderança política no estado


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Publicado em 09 de abril de 2022
Por Jornal Do Dia Se


O senador Rogério Carvalho. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A pré-candidatura do senador Rogério Carvalho (PT) ao governo do estado vem sendo bombardeada por todos os lados, inclusive entre os próprios petistas. O argumento é o mesmo, de um lado e de outro: sua candidatura é um projeto pessoal e que não leva em consideração o projeto político maior, que seria a eleição do ex-presidente Lula para a presidência da República.
A opção pela candidatura de Rogério ao governo vem sendo construída desde a eleição de 2018, quando o governador reeleito Belivaldo Chagas (PSD) deixou claro que faria uma administração conservadora, mesmo tendo ao seu lado a vice-governadora Eliane Aquino (PT). Líderes de todas as correntes do partido entendiam que era preciso o lançamento de um nome robusto ao governo para que pudesse voltar a disputar a hegemonia política no estado.
O PT foi o principal artífice da mudança política em Sergipe com a eleição de Marcelo Déda a governador, em 2006, numa ampla frente de centro-esquerda que mesmo em frangalhos ainda está no poder. Déda foi reeleito em 2010, já doente e num pleito difícil, e a sua morte levou o partido a uma posição secundária.
Após a morte de Déda, só dois nomes se destacaram no PT sergipano: Eliane, não por ser uma líder ou tenha um trabalho político consolidado, mas pela condição de viúva do ex-governador; e Rogério, que já vinha em ascensão desde as administrações petistas, reestruturou e unificou o partido e, a partir da sua eleição para o Senado em 2018 se transformou numa referência na política sergipana.
Apesar de ter tido o seu nome aprovado por unanimidade nas instâncias do PT, Rogério é alvo de setores que gostariam de manter a aliança com Belivaldo, para que Eliane Aquino pudesse ser escolhida como candidata ao Senado, reeditando os velhos acordões, tão tradicionais na política sergipana. O PT de Rogério e do deputado federal João Daniel foi afastado abruptamente da administração estadual por opção do próprio governador. Apenas a vice-governadora mantém os mesmos espaços do início do governo.
Rogério vem buscando apoio em todas as correntes partidárias, da mesma forma que fez em 2018. Nas eleições municipais apoiou candidatos em todos os municípios sergipanos. A partir do momento em que decidiu apresentar a sua pré-candidatura a governador só vem conquistando apoios.
A escolha do grupo governista pela pré-candidatura do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) ao governo foi mais uma tentativa de tentar afastar a candidatura de Rogério. Como Lula tenta conquistar o apoio do PSD ainda no primeiro turno, setores do PT, incluindo o deputado federal Márcio Macêdo, vice-presidente nacional do PT, entendem que o apoio a Mitidieri em Sergipe poderia ser visto como um gesto de boa vontade por parte do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Uma grande bobagem. Com cerca de 1,6 milhão de eleitores, Sergipe tem 1% do eleitorado brasileiro e não representa nada do ponto de vista político nacional. O momento de uma candidatura própria a governador nunca foi tão propício ao PT.
A candidatura de Lula caminha praticamente sozinha em Sergipe e nos demais estados do Nordeste, mas com um candidato a governador competitivo fica ainda mais forte. Em 2018, com Lula preso, Fernando Haddad – um nome desconhecido da maioria do eleitorado – ganhou em todos os municípios sergipanos. No primeiro turno obteve 50,09% (571.234 votos) contra 27,21% (310.310 votos) de Jair Bolsonaro. No segundo turno a votação de Haddad pulou para 67,54% (759.061 votos) contra 32,46% (364.860) de Bolsonaro.
Hoje o PT sergipano depende muito da disposição e liderança do senador Rogério Carvalho para crescer e retomar a hegemonia política no estado. A candidatura a governador é o primeiro passo para a consolidação desse projeto.

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