Milton Alves Júnior
Dez pessoas já perde ram a vida esse ano no estado de Sergipe vítimas de afogamento. Mesmo com o Corpo de Bombeiros Militar e a Capitania dos Portos intensificando a operação Verão, que visa minimizar acidentes envolvendo banhistas, pescadores e surfistas, o desrespeito às orientações, bem como a insistência em desafiar a natureza tem contribuído para que os primeiros 15 dias desse ano já apresente um cenário mais negativo se comparado com os dois últimos anos. O caso mais recente foi registrado na última terça-feira, 14, quando um turista paulistano perdeu a vida. Testemunhas alegam que ele sofreu um mal súbito, o que contribuiu para o afogamento. O Instituto Médico Legal (IML), oficializou em laudo o afogamento como motivo da morte.
Esse cenário que tem gerado preocupação em toda a faixa litorânea de Sergipe, bem como em beira de rios, piscinas e nos entornos de açudes, trata-se de uma realidade nacional. A soma dos levantamentos realizados por todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, mostra que somente este ano mais de 500 pessoas perderam a vida no Brasil vítimas de afogamento. Apesar de a região Nordeste ser considerada a de maior movimento durante o Verão, o acúmulo representativo desses casos concentra-se no Sudeste, em especial, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro com 248 e 150 notificações drásticas, consecutivamente. Para evitar novos sinistros, o Grupamento Marítimo (Gmar), do Corpo de Bombeiros pede que a população passe a respeitar as orientações preventivas.
Conforme reconhecido pela corporação militar, em decorrência natural da predominância do calor, toda a faixa litorânea costuma ser frequentada em maior escala por sergipanos e turistas. Para evitar possíveis acidentes, o CBM tem apresentado uma série de orientações, entre elas: evitar entrar no mar quando ingerir bebidas alcoólicas e logo após refeições; não nadar próximo às bandeiras de sinalização que indicam ‘perigo’ no mar; evitar tomar banho e nadar em locais que não conhece; na praia da Coroa do Meio, mantenha distância das pedras e não se afaste das margens. Trata-se de uma praia perigosa, com fortes correntezas e altos índices de afogamentos; evitar o uso de boias e outros objetos flutuantes, pois eles transmitem a sensação de uma falsa segurança e podem arrastar você para áreas mais profundas e perigosas.
Registros – A preocupação ocorre em virtude do elevado índice de mortes nesse início de ano. Em todo o período de 2019 o Instituto Médico Legal oficializou cerca de 50 óbitos. O nível de vulnerabilidade, conforme destacado pelo Comando Geral do Corpo de Bombeiros, é o mesmo caso o banhista, em especial, não adote as devidas medidas de segurança. De acordo com o comandante do GMar, coronel Hector Monteiro, "todas as praias, desde Mosqueiro até Coroa do Meio, em Aracaju, são perigosas. Para evitar esse tipo de fatalidade o CBM tem intensificado o diálogo com os banhistas e acompanhantes. Em tempo integral possuímos bases de apoio operacional para minimizar os riscos de afogamentos", declarou.


