Milton Alves Júnior
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Na véspera do Dia das Crianças, lojas do Centro de Aracaju começam a registrar um aumento de clientes em busca de presentes. Com boas perspectivas de lucro, os comerciantes esperam que a média de compra varie entre R$ 60 e R$ 80. Conforme cálculos do Clube de Dirigentes Lojistas de Aracaju (CDL), o saldo positivo desse ano deve ser de 5%, se comparado ao mesmo período do ano passado. Além dos brinquedos, os clientes buscam também eletrônicos, vestuário e smartphones.
Segundo o presidente do CDL, Samuel Schuster, conforme previsto, na semana do Dia das Crianças os aracajuanos estão correndo para as lojas e pesquisando os preços antes de efetuar as compras. "Mais uma vez percebe-se que o brasileiro deixou pra comprar os presentes na véspera da data comemorativa. A surpresa desse ano é que produtos antes revendidos de maneira mais tímida, agora estão esvaziando o estoque", declarou.
A vendedora Cláudia Oliveira se mostra impressionada com a procura por presentes mais ‘caros’, como motos que variam entre R$ 350 e R$ 700. "Apesar de ser um produto complexo e ao mesmo tempo com preço ‘salgado’, os pais estão dispostos a atender os desejos das crianças. Além das motos, bonecos dos palhaços Patati Patatá, e claro, as Barbies, também fazem parte dos brinquedos mais procurados", declarou.
Mesmo com o grande movimento, Claudia afirma que a expectativa era por um maior número de clientes desde a última segunda-feira, 08. "Estamos vendendo muito, mas a expectativa era que esse mesmo movimento começasse já no primeiro dia da semana, e não a partir de terça à tarde", confirmou.
Considerada uma das datas mais lucrativas, uma pesquisa promovida pela Serasa Experian de Expectativa Empresarial mostra que 52% dos lojistas estão confiantes nas boas vendas.
Pechincha – Como não poderia ser diferente, boa parte dos aracajuanos está praticando a arte da pechincha com o objetivo de comprar mais e gastar menos. Para a técnica em enfermagem Jocilane Santos Silva, a insistência por melhores descontos está surtindo efeito positivo. "Cheguei aqui para comprar dois presentes, e pelo diálogo devo sair com uns três. O melhor disso tudo é que só irei gastar uma média de R$ 30 a mais do que era esperado. Esse ano, além da minha filha, vou presentear mais dois sobrinhos", declarou.


