Dirigente esclarece polêmica de ajuda da CBF

 

Para amenizar a situação 
financeira das equipes 
da Séries C, D e do futebol feminino, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), destinou uma verba, como forma de ajuda, para que essas equipes possam solucionar parte dos seus problemas financeiros. Do futebol sergipano, foram beneficiadas as equipes do Itabaiana e Freipaulistano, representantes estaduais na Série D, com a importância de R$ 120 mil e o Santos Dumont, representante de Sergipe no Campeonato Brasileiro Feminino Série A-2, com R$ 50 mil. O Santos Dumont chegou a estrear na competição no mês passado, em Belém, quando foi goleado pelo Esmac por 5 a 0 no Mangueirão. 
Esta semana, o futebol feminino sergipano voltou a ser notícia negativa em todo o Brasil, na grande imprensa. Jornais como Folha de São Paulo, Estadão, agências de notícias como Agência Nacional, Agência Brasil, Jovem Pan, Folha Brasil e sites esportivos de todo o Brasil, entre outros, deram destaque ao episódio envolvendo a equipe do Santos Dumont, campeã sergipana de futebol feminino em 2019. O caso envolvendo o time sergipano não é único. Atletas de outras equipes da Série A2, que em sua maioria não têm vínculos profissionais, também procuraram a CBF. 
Esta semana pipocaram nas redes sociais, vídeos da atleta Ligia Montalvão, capitã do Santos Dumont e de Célio França, dirigente do Bola de Ouro, mas que se apresenta como investidor do Santos Dumont, campeão sergipano de futebol feminino. A capitão Ligia Montalvão alega que o presidente do Santos Dumont, Jorgeval Passos, o Jô, não efetuou o pagamento devido e fez uma proposta que foi recusada pelas atletas. 
– A CBF envia um auxílio para os atletas que estão disputando o Campeonato Brasileiro. Esse auxílio que chegou ao clube é o equivalente a duas folhas salariais das atletas. E o presidente do clube, a quem não conhecemos pessoalmente e com quem nunca tivemos contato, disse a nós que iria apenas nos passar uma ajuda de custo de R$500 se a gente quisesse. Isso é um absurdo. Muitas atletas estão passando necessidade. O presidente chegou a propor um aumento nessa ajuda de custo para R$ 1.000,00, mas as atletas não aceitaram- explicou Lígia Montalvão.
Ligia questiona ainda para onde vai o dinheiro recebido pelo presidente do Santos Dumont.  "Se nós aceitássemos o R$ 1 mil reais, pelo menos R$ 20 mil ficariam nas mãos do presidente do clube. Para onde vai esse dinheiro? Nós sabemos que não vai ser investido no clube. O recurso da CBF veio para manter a folha salarial das atletas enquanto durar a paralisação", explica Lígia.
O dirigente Celio França alega que investiu recursos na equipe,  proporcionando boas acomodações, alimentação, uniforme, medicamentos, transporte, pagamento de toda comissão técnica dando uma condição ideal de trabalho, digna de uma equipe profissional, para que o Santos Dumont tivesse condições de representar bem o estado na competição nacional.  
– Ele (Jô) está se negando a repassar esse valor para as meninas. Infelizmente, a gente fica muito triste. Estou aqui fazendo essa denúncia e gostaria que essa denúncia, se possível, chegasse a nível nacional, para que a CBF tomasse conhecimento de que maneira alguns, "dirigentes", "presidente" de clube, querem conduzir o futebol. É bom lembrar que não quero um centavo desse valor, mas é justo que as meninas recebam o que fazem jus. Fizemos denúncia ao Comitê de Ética da CBF – disse Célio França.
E realmente o caso chegou, de fato, ao conhecimento da CBF. Segundo o supervisor de competições de futebol feminino da entidade, Romeu Castro, um membro da CBF falou com o presidente do Santos Dumont na última quinta-feira (23). 
 – Ele informou que fará um aporte às meninas. Parece-me que está havendo uma confusão entre o acordo que há entre o empresário com o clube e a forma que o clube queria fazer a gestão desse dinheiro. Aí é uma questão complicada. Talvez, um erro na formulação do acordo para esse time representar esse determinado clube acaba tendo uma influência negativa agora – avalia Castro.
Jô Justifica – O Jornal do Dia procurou ouvir a parte denunciada, o Jorgeval Passos, presidente do Santos Dumont, que apresentou suas justificativas, negando qualquer compromisso com Célio França. "Não tenho nenhum compromisso com Célio França. Ele patrocinou o time Bola de Ouro, que representou o Grêmio Santos Dumont", disse o dirigente.
Jô disse ainda, que entrou em contato com a  CBF e foi informado que o dinheiro não era só para pagar salários das atletas. Era para cobrir as despesas do clube. "Até porque, como atletas amadoras elas não têm salário definido em contrato. Quanto a Célio França, o que vamos fazer é repassar integralmente, o valor de R$ 5 mil, que a CBF destina às equipes, quando se deslocam para jogar em outros estados". 
Quanto às declarações da capitã da equipe, Jô disse que recebeu de Lívia uma planilha de custo no valor de R$ 40 mil, para ser dividido com o elenco e comissão técnica. "Discordei, porque temos ainda um calendário para cumprir de quatro jogos. Daria uma ajuda de custo a todos, pois como amadoras, elas não têm salário. Mas ela não aceitou", finalizou Jorgeval.

Para amenizar a situação  financeira das equipes  da Séries C, D e do futebol feminino, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), destinou uma verba, como forma de ajuda, para que essas equipes possam solucionar parte dos seus problemas financeiros. Do futebol sergipano, foram beneficiadas as equipes do Itabaiana e Freipaulistano, representantes estaduais na Série D, com a importância de R$ 120 mil e o Santos Dumont, representante de Sergipe no Campeonato Brasileiro Feminino Série A-2, com R$ 50 mil. O Santos Dumont chegou a estrear na competição no mês passado, em Belém, quando foi goleado pelo Esmac por 5 a 0 no Mangueirão. 
Esta semana, o futebol feminino sergipano voltou a ser notícia negativa em todo o Brasil, na grande imprensa. Jornais como Folha de São Paulo, Estadão, agências de notícias como Agência Nacional, Agência Brasil, Jovem Pan, Folha Brasil e sites esportivos de todo o Brasil, entre outros, deram destaque ao episódio envolvendo a equipe do Santos Dumont, campeã sergipana de futebol feminino em 2019. O caso envolvendo o time sergipano não é único. Atletas de outras equipes da Série A2, que em sua maioria não têm vínculos profissionais, também procuraram a CBF. 
Esta semana pipocaram nas redes sociais, vídeos da atleta Ligia Montalvão, capitã do Santos Dumont e de Célio França, dirigente do Bola de Ouro, mas que se apresenta como investidor do Santos Dumont, campeão sergipano de futebol feminino. A capitão Ligia Montalvão alega que o presidente do Santos Dumont, Jorgeval Passos, o Jô, não efetuou o pagamento devido e fez uma proposta que foi recusada pelas atletas. 

– A CBF envia um auxílio para os atletas que estão disputando o Campeonato Brasileiro. Esse auxílio que chegou ao clube é o equivalente a duas folhas salariais das atletas. E o presidente do clube, a quem não conhecemos pessoalmente e com quem nunca tivemos contato, disse a nós que iria apenas nos passar uma ajuda de custo de R$500 se a gente quisesse. Isso é um absurdo. Muitas atletas estão passando necessidade. O presidente chegou a propor um aumento nessa ajuda de custo para R$ 1.000,00, mas as atletas não aceitaram- explicou Lígia Montalvão.
Ligia questiona ainda para onde vai o dinheiro recebido pelo presidente do Santos Dumont.  "Se nós aceitássemos o R$ 1 mil reais, pelo menos R$ 20 mil ficariam nas mãos do presidente do clube. Para onde vai esse dinheiro? Nós sabemos que não vai ser investido no clube. O recurso da CBF veio para manter a folha salarial das atletas enquanto durar a paralisação", explica Lígia.
O dirigente Celio França alega que investiu recursos na equipe,  proporcionando boas acomodações, alimentação, uniforme, medicamentos, transporte, pagamento de toda comissão técnica dando uma condição ideal de trabalho, digna de uma equipe profissional, para que o Santos Dumont tivesse condições de representar bem o estado na competição nacional.  

– Ele (Jô) está se negando a repassar esse valor para as meninas. Infelizmente, a gente fica muito triste. Estou aqui fazendo essa denúncia e gostaria que essa denúncia, se possível, chegasse a nível nacional, para que a CBF tomasse conhecimento de que maneira alguns, "dirigentes", "presidente" de clube, querem conduzir o futebol. É bom lembrar que não quero um centavo desse valor, mas é justo que as meninas recebam o que fazem jus. Fizemos denúncia ao Comitê de Ética da CBF – disse Célio França.
E realmente o caso chegou, de fato, ao conhecimento da CBF. Segundo o supervisor de competições de futebol feminino da entidade, Romeu Castro, um membro da CBF falou com o presidente do Santos Dumont na última quinta-feira (23). 

 – Ele informou que fará um aporte às meninas. Parece-me que está havendo uma confusão entre o acordo que há entre o empresário com o clube e a forma que o clube queria fazer a gestão desse dinheiro. Aí é uma questão complicada. Talvez, um erro na formulação do acordo para esse time representar esse determinado clube acaba tendo uma influência negativa agora – avalia Castro.

Jô Justifica – O Jornal do Dia procurou ouvir a parte denunciada, o Jorgeval Passos, presidente do Santos Dumont, que apresentou suas justificativas, negando qualquer compromisso com Célio França. "Não tenho nenhum compromisso com Célio França. Ele patrocinou o time Bola de Ouro, que representou o Grêmio Santos Dumont", disse o dirigente.Jô disse ainda, que entrou em contato com a  CBF e foi informado que o dinheiro não era só para pagar salários das atletas. Era para cobrir as despesas do clube. "Até porque, como atletas amadoras elas não têm salário definido em contrato. Quanto a Célio França, o que vamos fazer é repassar integralmente, o valor de R$ 5 mil, que a CBF destina às equipes, quando se deslocam para jogar em outros estados". 
Quanto às declarações da capitã da equipe, Jô disse que recebeu de Lívia uma planilha de custo no valor de R$ 40 mil, para ser dividido com o elenco e comissão técnica. "Discordei, porque temos ainda um calendário para cumprir de quatro jogos. Daria uma ajuda de custo a todos, pois como amadoras, elas não têm salário. Mas ela não aceitou", finalizou Jorgeval.

 

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