A sergipana Duda e sua parceira Ana Patrícia vencem Mariafe e Clancy por 2 sets a 1 e garantem volta ao pódio olímpico depois de oito anos. A dupla brasileira vai disputar o ouro olímpico no vôlei de praia.A dupla número 1 do mundo, Ana Patrícia e Duda, precisou suar e batalhar ponto a ponto na tarde desta quinta-feira para conquistar a sonhada vaga na final do vôlei de praia nas Olimpíadas de Paris. As brasileiras conseguiram a virada sobre as vice-campeãs olímpicas de Tóquio 2020, as australianas Mariafe e Clancy, e venceram a partida por 2 sets a 1, com parciais de 20/22, 21/15 e 15/12.
A dupla brasileira abriu o set pontuando e chegou a sustentar a vantagem de quatro pontos contra as australianas. No entanto, as adversárias alcançaram o empate no 11º ponto, quando Ana e Duda pareceram começar a se desestabilizar em quadra. Em um desafio mal sucedido para o Brasil, Clancy e Mariafe cresceram na partida e trocaram pontos no placar, até conseguirem a vitória por 22 a 20.
O jogo foi frenético na Arena Torre Eiffel. Ana Patrícia e Duda foram bem no primeiro set, mas levaram a virada na reta final da parcial. Seguras no segundo set, as brasileiras venceram com tranquilidade. O tie-break foi repleto de rallies e terminou melhor para o Brasil.
A dupla brasileira não havia perdido nenhum set antes da partida desta quinta-feira. Elas vinham de cinco vitórias por 2 sets a 0 nas fases anteriores.
Na final, as adversárias serão as canadenses Melissa Humana-Paredes e Brandie Wilkerson. A partida está agendada para sexta-feira, 9 de agosto, às 17h30 (de Brasília). Mais cedo, às 16h, as australianas encaram as suíças Tanja Hüberli e Nina Betschart na disputa do bronze.
Ana Patrícia e Duda fizeram até aqui uma campanha impecável nos Jogos Olímpicos. Após derrotarem duplas do Egito, da Espanha e da Itália na primeira fase, despacharam japonesas e letãs na etapa eliminatória.
O jogo – Nos primeiros pontos da partida, a dupla brasileira mostrou superioridade diante das australianas, que foram algozes da outra dupla do país, formada por Bárbara Seixas e Carol Solberg. No entanto, Duda e Ana Patrícia se mostraram um pouco dispersas com a vantagem que chegou a ser de quatro pontos e somaram erros de recepção que permitiram às jogadoras da Austrália igualar o marcador.
Também faltou um pouco de reflexo das brasileiras para decidir como concluir as jogadas. Isso facilitou a vida das australianas no primeiro set, que fecharam o placar em 22 a 20.
No segundo set, a partida ficou mais parelha. Ana Patrícia e Duda voltaram a flertar com uma vantagem boa no mercador, mas as australianas encontravam formas de se aproximar e deixar a dupla brasileira mais tensa, que era obrigada a ganhar o set para se manter sonhando com o ouro.
Quando a dupla brasileira começou a variar mais suas jogadas, os pontos chegaram com maior tranquilidade. Até mesmo os ralis, que vinham favorecendo as australianas, se tornaram favoráveis ao Brasil. No entanto, Ana Patrícia pecava nos ataques e só apostava nas pancadas. Em muitas ocasiões, o melhor caminho era escolher as largadinhas. Apesar dos problemas, Duda e Ana Patrícia fecharam o segundo set em 21 a 15 e levaram o jogo para o tie-break.
O set desempate foi repleto de emoções, com ralis disputados pelos dois lados com muito afinco. O jogo foi bastante equilibrado e de maior qualidade, com as duas duplas acumulando acertos.

