Devido ao baixo fluxo de aplicação de vacinas contra a Dengue, a capital sergipana pode concluir o mês de julho com percentual de imunização abaixo do desejado pelo Ministério da Saúde (MS). Um levantamento apresentado nesta terça-feira, 23, identificou que apenas 64% das crianças com idades entre 10 a 14 anos, compareceram a um ponto oficial de vacinação em busca da aplicação; a perspectiva do órgão federal era que este público-alvo atingisse a marca de 90%. Por parte da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foi dito que o sistema público de Aracaju segue pronto para atender toda a população de forma rápida e fácil.
Apesar da existência de vacina contra os efeitos provocados pelo mosquito Aedes Aegypti, a baixa procura nas Unidades Básicas de Saúde tem contribuído para o aumento de casos envolvendo pacientes com complicações. Este cenário negativo não é exclusivo do estado de Sergipe. De acordo com dados atualizados neste mês de julho pelo próprio MS, o Brasil já registrou mais de 3.500 mortes confirmadas por dengue neste ano de 2024. Este é o maior número desde o início da série histórica, em 2000. O recorde anterior de óbitos ocorreu em 2023, com 1.179. Já o terceiro ano com maior número foi 2022 com 1.053. Em Sergipe, foram cinco mortes notificadas este ano.
Dez municípios em Sergipe estão com alto índice de infestação pelo Aedes aegypti. São eles: Simão Dias; Itabaiana; Santa Luzia do Itanhy; Japoatã; Barra dos Coqueiros; Nossa Senhora da Glória; Nossa Senhora das Dores; Rosário do Catete; Areia Branca e Muribeca. Outros 48 municípios estão em situação de médio risco e 17 de baixo risco. Em todo o ano passado foram registrados em Sergipe 296 casos confirmados da doença e nenhuma morte. Em comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve aumento significativo também no número de amostras recebidas pelo laboratório. Para ter acesso à vacina em Aracaju, basta apenas comparecer a um posto de aplicação em posse de carteira de vacinação, identidade e comprovante de residência.
A Secretaria de Estado da Saúde orienta que a população deve continuar reforçando as medidas preventivas ao mosquito transmissor da dengue, como: retirar o lixo acumulado dos quintais das residências, observar os recipientes com água que podem servir de criadouro do mosquito e limpar as calhas do telhado. Em caso de sintomas como febre, dor de cabeça e no corpo deve-se procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para uma avaliação médica. (MAJ)
É baixa a procura de vacinas contra a dengue


