A tarde de ontem foi de movimento intenso nas intermediações da central de pescados do Mercado Albano Franco, centro de Aracaju. Em busca dos tradicionais mariscos da Semana Santa, centenas de consumidores se depararam com preços semelhantes aos que foram apresentados no início da semana, porém com oferta bastante reduzida. Peixes como Salmão, Cação, Pescada Branca e Atum em poucas bancas estavam à disposição dos clientes que deixaram as compras para última hora. Para esta sexta-feira da paixão a perspectiva é de pouco movimento nas barracas que foram instaladas na área externa do mercado.
Diante da escassez dos peixes, muitos aracajuanos decidiram optar por pratos culinários que utilizam camarões, aratu ou ostra, por exemplo. Com preços acessíveis se comparado ao mesmo período do ano passado, os comerciantes acreditam na probabilidade de conquistar melhor lucro líquido na relação entre 2015 e 2016. Para Tamires Coelho, vendedora de camarão há mais de 20 anos, este ano tem sido ímpar para comerciantes e consumidores que se deparam com valores acessíveis para todos e alimentos de boa qualidade nutricional. A resposta para esta oportunidade está na oferta apresentada pela natureza.
"A natureza parece nos ter proporcionado com oferta boa dos alimentos e por isso os pescadores acabaram passando os peixes e camarões com preços mais baixos. Assim passamos para nossos clientes e por isso hoje já não tem tanto peixe no mercado para vender. O que ajuda também são as épocas de defeso. Passamos a respeitar a natureza e ela acaba nos presenteando com maior quantidade de fruto marítimo", afirmou Tamires que também promove venda de pescados nos bairros Santos Dumont, Orlando Dantas e conjunto Augusto Franco. Na tabela de preços o quilo do peixe popularmente conhecido como castanha sai por R$ 15; a vermelha por R$ 20; e a dúzia do aratu por até R$ 15.
Nesta sexta-feira da paixão as atividades nos mercados centrais Albano Franco, Thales Ferraz e Antônio Franco irão acontecer normalmente até o meio-dia. Os mercados setoriais estarão fechados neste período, exceto o Mercado Miguel Arraes (Conj. Bugio) e o Milton Santos (Conj. Augusto Franco). As feiras do sábado e domingo seguem com a programação normal.
O vendedor Aliberte Goes alega que estes três dias de funcionamento diferenciado são necessários para conquistar os clientes que necessitam de apoio ‘emergencial’, como também para renovar a carga de pescados que ficou nos depósitos frigoríficos. "Sempre alguém está preparando refeições e necessita correr pra cá para comprar mais camarão ou verduras, por exemplo. Essa abertura dos portões, mesmo que por pouco tempo é bom para quem compra, para nós que vendemos; temos a oportunidade de acabar com o estoque e renovar nossos produtos de venda já na segunda-feira, 28", declarou.


