EDITORIAL: Mercado de trabalho

Na capital sergipana, portanto, o rendimento médio de uma pessoa branca é 43,9% maior do que o de uma parda

A desigualdade no merca do de trabalho aracajuano, uma batalha enfrentada especialmente por mulheres negras, reflete um contexto mais abrangente e complexo. Contra todas as aparências e das garantias legais, elas ainda comem o pão que o diabo amassou.
O rendimento médio na capital sergipana na data de referência do Censo 2022 era de R$ 3.369,71. No entanto, um homem ganhava em média R$ 3.802,86, enquanto que uma mulher R$ 2.899,79 – uma diferença de 31,1%.
As diferenças são ainda mais acentuadas em recortes de cor e raça. A população branca, segundo o Censo 2022, em Aracaju, teve um rendimento médio R$ 4.499,99, enquanto que o da população parda foi de R$ 3.127,35 e o da preta de R$ 2.249,61. Na capital sergipana, portanto, o rendimento médio de uma pessoa branca é 43,9% maior do que o de uma parda e o dobro do rendimento médio de uma pessoa preta.
Em Aracaju, uma mulher preta ganhava, em média, R$ 1.951,85 enquanto um homem branco recebia R$ 4.917,16. Ou seja, segundo o Censo 2022, o rendimento de um homem branco foi 152% maior do que o de uma mulher preta.
Em âmbito estadual, as desigualdades persistem, com valores mais modestos e diferenças apenas um pouco menos acentuadas. Sinal de que a desigualdade não conhece geografia. Deriva, antes, das circunstâncias históricas, condicionadas a questões econômicas e, sobretudo, sociais.
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