Os larápios aboletados no INSS neste terceiro mandato de Lula sucedem uma longa linhagem de oportunistas
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Os aposentados brasileiros não têm um dia de paz.
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Depois do fator previdenciário, após uma reforma da previdência francamente infeliz, os velhinhos da brava gente ainda se descobriram à mercê da mão grande dos poderosos. O esquema de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social, alvo de inquérito da Polícia Federal, revela a falta de escrúpulos dessa gente.
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Revelado o esquema, cumpre-se agora o rito da lisura administrativa. A Controladoria-Geral da União (CGU), por exemplo, chamou para si a responsabilidade por apurar eventuais irregularidades administrativas cometidas por 12 organizações civis suspeitas de se apropriar, ilegalmente, de parte das aposentadorias e pensões pagas a milhões de beneficiários do INSS.
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A avocação (instrumento jurídico que permite a transferência de atribuições de um órgão para outro) dos processos administrativos de responsabilização que o INSS instaurou foi comunicada ao novo presidente do instituto, Gilberto Waller Júnior, por meio de ofício assinado pelo Secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes Vianna.
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O buraco na previdência social já motivou toda a sorte de declarações infelizes. Do presidente Fernando Henrique Cardoso, para quem os aposentados aos 50 seriam vagabundos, até o reformista Michel Temer, que julgou perfeitamente justo estender o tempo de contribuição aos limites da expectativa de vida do trabalhador. Certo é que, com a reforma efetivada no governo Bolsonaro, a seguridade social ganha contornos de privilégio para a maior parte dos brasileiros – um cenário que não deve mudar tão cedo. Os larápios aboletados no INSS neste terceiro mandato de Lula, tão culpados quanto seus antecessores, sucedem, portanto, uma longa linhagem de oportunistas. Que a cana lhes seja a mais dura.


