Como senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro poderá ter que votar sob pressão das classes trabalhadoras
O Senado retomou na quarta-feira (7), a discussão da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários. Foi o segundo dos cinco dias de debates previstos antes da votação em primeiro turno.
O regimento exige cinco sessões antes da votação em primeiro turno. Depois, caso a PEC seja aprovada, serão necessárias outras três sessões de discussão antes do segundo turno. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre afirmou que pretende cumprir o rito regimental e indicou que a primeira votação poderá ocorrer na próxima semana.
A primeira sessão ocorreu na terça-feira (6) e foi marcada pela defesa da redução da jornada por senadores de diferentes partidos, além de críticas ao texto e ao momento da discussão. No primeiro dia, dez senadores fizeram discursos diretamente sobre o mérito da proposta.
Contrário a votação do projeto este ano, o candidato do PL a presidente da República, Flávio Bolsonaro, está se movimento para que as sessões marcadas por Alcolumbre não tenham quórum.
O presidente do Senado, no entanto, quer a votação em primeiro turno antes da realização do segundo turno da disputa presidencial. Como senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro poderá ter que votar sob pressão das classes trabalhadoras.

