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A fome cresce


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Publicado em 07 de maio de 2022
Por Jornal Do Dia Se


“Mês a mês, um dia depois do outro, o preço dos alimentos não para de subir”

No andor da carruagem, mesmo os trabalhadores com carteira assinada logo terão dificuldades para garantir a sua subsistência. Mês a mês, um dia depois do outro, o preço dos alimentos não para de subir.
O custo da cesta básica de alimentos aumentou em abril em todas as 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. De março para abril, as altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%).
Verdade seja dita: O trabalhador brasileiro transpira de sol a sol apenas para colocar comida na mesa. E quem afirma é o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese), uma fonte acima de qualquer suspeita.
É com base no custo apurado da cesta básica e levando em consideração a determinação constitucional que inclui moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência entre as despesas fundamentais, que o Dieese estima o valor do salário mínimo ideal. Em março de 2018, por exemplo, o Dieese calculou que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.706,44. Hoje, maio de 2022, o mínimo em vigor é de míseros R$ 1.212,00.
Não é à toa que a falta de esperança no futuro já contamina o espírito nacional, como se viu nas esvaziadas manifestações do Dia do Trabalho, sempre muito concorridas. Em meio à crise econômica, a pandemia e a inação do governo Bolsonaro, a fome cresce.

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