ANAHEIM- O mandatário da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Ary Graça, é o novo presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). O dirigente foi eleito nesta sexta-feira, 21, em pleito realizado no último dia do Congresso Mundial da entidade, em Anaheim, nos Estados Unidos.
Ary Graça, que também comanda a Confederação Sul-Americana, estará à frente da FIVB pelos próximos quatro anos. O presidente da CBV será o segundo brasileiro a dirigir uma federação esportiva internacional – o outro foi João Havelange, na Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Ao derrotar o americano Doug Beal e o australiano Chris Schacht, Ary Graça se tornou o quarto presidente da história da FIVB. O francês Paul Libaud (1947 a 1984), o mexicano Rubén Acosta (1984 a 2008) e o chinês Jizhong Wei (2008 a 2012) antecederam o brasileiro.
Muito aplaudido pelos presentes, Ary Graça foi empossado logo após a eleição. Entre os principais pontos de sua plataforma de campanha estão o desenvolvimento de um plano estratégico com base nas necessidades das federações nacionais, a disseminação do vôlei de praia e a maior integração entre as entidades da comunidade do voleibol.
Nos 15 minutos que foram concedidos a cada candidato antes da eleição, Ary Graça apresentou sua gestão à frente da CBV, destacando sua experiência em lidar com as diferentes realidades existentes num país de dimensões continentais como o Brasil.
O dirigente ressaltou ainda o apoio que a CBV vem dando a diversas federações nacionais, como exemplo de cooperação que pode ser levado para todo o mundo.
"O Brasil aprendeu muito com o Japão nos anos 70. Tivemos uma revolução no nosso voleibol. A cooperação é um caminho. O Brasil está ajudando os demais países da América do Sul e eles estão se desenvolvendo. Se fizemos tudo isso no Brasil e na América do Sul, podemos fazer em todo o mundo", afirmou.
Volei vai explodir – Em suas primeiras declarações como presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça prometeu levar o voleibol mundial a um novo patamar nos próximos quatro anos. "Garanto que, em quatro anos, o vôlei vai explodir mundialmente. Vamos modernizar a gestão da FIVB e levar as oportunidades que o vôlei oferece a todo o mundo", afirmou.
O primeiro discurso de Ary Graça como presidente da FIVB exaltou o trabalho feito ao longo dos últimos quatro anos pelo chinês Jizhong Wei, o qual classificou como "revolucionário". O brasileiro prometeu dar início de imediato à implantação de seus projetos para a entidade.
"Acredito na democracia. Acredito que 220 cabeças pensando é melhor do que uma. Precisamos desenvolver o negócio do voleibol, buscar novas ideias. Vamos levar a FIVB a uma nova era, a uma era moderna.
Estamos aqui para trabalhar, e não para fazer política", afirmou.
Ary Graça, de fato, começou a trabalhar de imediato. Logo após ser anunciado como novo presidente da entidade, o brasileiro dirigiu a reunião que definiu os novos nomes do Conselho de Administração e do Comitê Executivo da FIVB. Na manhã deste sábado, já terá um novo encontro com a sua diretoria.


