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Eloisa apresenta pesquisa sobre participação de delegadas na política de Aracaju


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Publicado em 24 de novembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


Eloisa Galdino (Andreza Nonato)

A candidatura de delegadas de polícia à Prefeitura de Aracaju na última eleição motivou a pesquisa “Mulher e delegada: gênero e relações de poder em processos eleitorais sergipanos”, de autoria da comunicóloga e pesquisadora Eloisa Galdino, que será defendida como dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Sergipe (PPGCOM/UFS), nesta sexta-feira (24), às 14h, na sala de reuniões do Departamento de Comunicação Social (DCOS).
Com um tema muito atual e relevante, a dissertação apresenta uma importante discussão que terá desdobramentos nas eleições municipais do próximo ano, quando haverá uma expressiva candidatura de mulheres para a prefeitura da capital sergipana. Eloisa conta que a ideia da pesquisa surgiu durante rodadas de focus group para detectar tendências político-eleitorais para 2020 em Aracaju.
“O resultado provocou algumas interrogações para mim, dentre elas o interesse das pessoas pela imagem pública da delegada Danielle Garcia, que se apresentava como pré-candidata na disputa. Depois, a chegada de mais duas delegadas, Katarina Feitoza e Georlize Teles, me pareceu um fenômeno bem atípico e que merecia ser estudado. Katarina e Danielle foram mulheres que marcaram aquele pleito, participando dele até o final, no segundo turno, numa eleição marcada por uma polarização nacional muito grande”, relata Eloisa.
Segundo a pesquisadora, a escolha de mulheres delegadas está alinhada ao processo eleitoral de 2018, com a eleição de outsiders agentes da segurança pública Brasil afora. Eloisa comenta que ficou claro durante a pesquisa que Katarina foi escolhida como vice-prefeita após a apresentação de Danielle como pré-candidata. O fato de elas serem delegadas, uma profissão que mobiliza um imaginário de força e coragem, rompe com os lugares socialmente definidos pela divisão sexual do trabalho.
“Há uma associação direta delas com a imagem de autoridade policial, uma performance feminina que, de alguma maneira, rompe com as expectativas relacionadas à divisão sexual do trabalho e com os lugares reservados às mulheres. Essa ruptura acaba, ao menos nesses casos pesquisados, diminuindo obstáculos geralmente maiores para outras mulheres, por quebrar uma hierarquização dada como natural. Ser delegada é ter um distintivo que abre caminhos numa seara predominantemente masculina e machista”, avalia Eloisa.

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