Em busca da bala de prata

Lelê Teles

“Homo homini lupus”

* Lelê Teles

A extrema direita não sabe perder.
Lembra do time da Argentina na Copa? É isso!
Enquanto estão ganhando, eles gostam de catimbar, zoar os adversários e até fazer gestos racistas.
Mas quando começam a perder, bate o desespero e a deslealdade: eles mordem a canela, dão carrinho por trás e apelam para o juiz.
Tem sempre um juiz disposto a ajudar esses caras.
Lembra do Sérgio Moro? Ele foi um desses juízes de gramado sintético que usam a camisa de um dos times por baixo do uniforme de árbitro.
Agora veja a semelhança com esse Mendonça.
Se o terrivelmente decidisse usar uma gravata borboleta, ninguém conseguiria distinguir um do outro.
Mas é bom lembrar que por trás de todo arbítrio tem sempre um interesse.
O de Mendonça parece ser as eleições.
Ele busca produzir uma peça eleitoral.
Se você reparar bem nas ações do magistrado, verá que tem umas cordinhas quase invisíveis conectadas ao seu paletó.
A ilusão da invisibilidade é obra de exímia alfaiataria.
Por trás de seus gestos, atos e trejeitos está o mestre bonequeiro que, nesse momento, se encontra preso em casa, com uma coleira no tornozelo, feito um papagaio doméstico.
Mendonça age como uma marionete.
Com a faca nos dentes, ele partiu pra cima daquele que ordenou a prisão do cara que o indicou ao cargo vitalício.
O objetivo de Mendonça parece ser melar as eleições.
Todo mundo sabe que, dentro das quatro linhas, Flávio não tem a menor chance. os caras sentiram a água bater na bunda.
Agora, vão querer usar o juiz e, se brincar, usam até o gandula, o trâmpi, o Rubio, o Milei, o diabo.
Ele é a bala de prata.
O lobisomem é o estado democrático de direito.
Eu aposto no careca.
Palavra da salvação.

* Lelê Teles, publicitário, jornalista e roteirista

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