Empresário é roubado e baleado no Mosqueiro

A polícia investiga o assassinato do empresário Souza Silveira Lima, 50 anos, que foi encontrado baleado em um terreno baldio no bairro Mosqueiro (zona de expansão de Aracaju). Segundo as primeiras informações, a vítima teria sido assaltada ao sair do escritório de sua construtora de pequeno porte, no centro da capital, e jogada no terreno depois de levar um tiro na cabeça. Souza foi encontrado ainda com vida por volta das 13h30 de anteontem e chegou a ser internado em estado grave no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas não suportou os ferimentos e teve sua morte confirmada por volta das 20h.
A principal hipótese trabalhada pela polícia, que é a de latrocínio (roubo seguido de morte), ganhou mais força ontem à tarde, depois que o carro do empresário, um Fiat Strada de placa NVN-2381/SE, foi encontrado junto ao muro próximo à Ponte Aracaju-Barra, no bairro Industrial (zona norte). Segundo testemunhas, o veículo havia sido deixado no local por volta das 16h de quinta-feira, poucas horas após o assalto, mas os moradores só desconfiaram de algo errado ao ver que, por todo o dia, ninguém apareceu para buscá-lo. A polícia foi chamada e recolheu o carro após a realização de uma perícia.
Segundo parentes de Souza, o crime teria sido cometido por dois rapazes armados, possivelmente menores de idade, que teriam o abordado por volta do meio-dia, na saída do trabalho. "Tudo indica que foi uma tentativa de roubo, na qual eles conseguiram levar o carro do meu tio e, não satisfeitos, atiraram na cabeça dele", relatou Eduardo, sobrinho do empresário, confirmando que ele foi encontrado por populares e socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou para o Huse. O celular dele e alguns documentos não foram encontrados.
Os familiares do construtor ainda manifestaram revolta contra o hospital, pois afirmam que só foram avisados da internação dele por volta das 22h, depois que a morte foi confirmada, e mesmo assim, por meio de um amigo da família que reconheceu Souza em fotos publicadas nas redes sociais da internet, nas quais ele aparece ferido. "A revolta de toda família é porque ele tinha plano de saúde, tinha quem lutasse por ele e foi tomado esse direito dele. Porque não avisaram à família. Ela só veio a saber disso quando ele já estava no hospital e já tinha passado por uma cirurgia. Ele era hipertenso, diabético, e nada disso foi relatado [aos médicos], porque não tinha ninguém que falasse por ele", desabafa o sobrinho.
A direção do Huse informou que Souza deu entrada às 13h54 de quinta e, naquele momento, tinha apenas dois contatos de telefone disponíveis em suas vestes, mas o Serviço Social só conseguiu falar com um conhecido da família, a quem foi pedido para que comunicasse aos parentes sobre a internação da vítima. O corpo foi velado por todo o dia de ontem e sepultado ao fim da tarde no Cemitério Colina da saudade, no conjunto Santa Lúcia (zona sul) O crime começou a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas deve ser repassado formalmente para a 4ª Delegacia Metropolitana (4ª DM), no Augusto Franco, caso seja confirmado que houve latrocínio.

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